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quinta-feira, 16 de julho de 2020

DA NATUREZA MERCANTIL

Tragam a Máquina Mercante
Livrem-se dos nativos
Levem embora todo o pau

Tragam a Máquina Mercante
Livrem-se dos nativos
Levem todas as esmeraldas e o ouro

Tragam a Máquina Mercante
Livrem-se dos nativos
Passem agora toda a boiada 

É da natureza da máquina moer
O natural e entregar mercadoria

Ou nos livramos da Máquina Mercante
Ou ela nos livra da nossa Natureza

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

LIBERDADE NÃO ESTÁ NO MERCADO

Liberdade não é pagada
Apagada mercantilizada 
Não é precificada contabilizada Argumentada ou ignorada  

Liberdade é tomada
Conquistada enlutada lutada
Armada amada almada

Liberdade não é pagável
Questionável negociável

Liberdade só é quando palpável

sábado, 28 de setembro de 2019

FUZIL DA POESIA

Voltamos a um tempo de fuzilar toda poesia

Neste tempo, para quê falar de sol
                                                   de manhãs
                                                   de adultérios?

Meninas são fuziladas pelo Estado

Neste tempo, para quê falar de festas
                                                   de danças
                                                   de bebidas?

Meninas são fuziladas pelo Estado

Neste tempo, para quê falar de olhos
                                                   de beijos
                                                   de abraços
                                                   de paixão?

Meninas são fuziladas pelo Estado

Neste tempo em que as armas são
                                                  os filhos
                                                  prediletos
                                                  de Mamon

Estamos, diariamente, fuzilando meninas

Ou ressuscitamos a poesia do fuzil
                                                  de amor e
                                                  de luta

Ou continuaremos, por omissão,
                                   fuzilando meninas
                                   em nome do Estado

sábado, 31 de agosto de 2019

A LIBERDADE É GRATUITA

É gratuita a Liberdade
Porém dinheiro é prisão
As águas o ar a amizade
As matas têm gratuidade,
Mas Mercadoria, não

Vende o corpo por salário
Pra poder comprar a vida
Este método arbitrário
É cruel e autoritário,
Mas Mercado é sem saída

O medo nos paralisa
Na ausência de consciência
Trabalho nos humaniza,
Mas o Mercado escraviza
Comprando a nossa vivência

A gente só muda o mundo
Quando se transforma a gente
Não se vê porque profundo,
Mas o Mercado é, no fundo,
Gaiola de aço pra mente

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

SONETO

E todo o teu poder virará pó
D'ouro se desmanchando no chão!
Tens muito dele, mas lutarás só!
     Fardados fuzis por ti marcharão;
     Narrativas da mídia as consciências
     Como mercadorias venderão;
Os doutores da Igreja e das ciências,
E as frias leis do Estado são por ti,
Pois possuis toda a força e violências.
     Findará a paciência dos daqui,
     Cansados de apanhar, da fome ingrata,
     Vender trabalho sem jamais sorrir.
Verás um dia o Morro igual cascata
Quando a Terra em resíduo for tornada.

DE MÁRTIRES E TIGRES

Socialismo ou barbárie
Do Fascismo. Quando a crise
Embrutecer, nos avise:
Não seremos vossos mártires,
Pois saberemos ser tigres!