domingo, 22 de janeiro de 2012
QUAL TERIA SIDO O ESQUEMA TÁTICO DE OSWALDO DE OLIVEIRA NO 1º JOGO DO ANO?
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
VASCO X BOTAFOGO: QUANDO A EFICIÊNCIA (SEMPRE) VENCE OS JOGOS
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Num primeiro momento imaginei que o Vasco jogaria numa espécie de 4-6-0 (4-3-3-0), como o Botafogo de 1989 e a Roma de Spalletti, mas isso não ocorreu. Embora tenha sido difícil realmente de definir a posição de Diego Souza, jogou quase sempre de falso nove, função que não cumpriu bem.
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Pelo lado do Botafogo terrível jogo de Maicosuel, Elkeson, mas principalmente de Cortês, Herrera e Fábio Ferreira, os três responsáveis direto pelos gols.
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Os técnicos já descobriram como parar o Botafogo e se utilizam da mesmíssima estratégia desde a derrota para o Atlético goianiense. Com base em um 4-3-2-1 ou 4-3-1-2, os técnicos adversários montam duas barreiras de frente à área, uma primeira de quatro zagueiros e uma segunda de três volantes. Além disso, deslocam um ponta para as costas de Cortês, aproveitando-se do fato dele subir muito, voltar nunca e Marcelo Mattos não cumprir seu papel de cobertura decentemente, como mostra o campinho abaixo:
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Assim, a grande vantagem da equipe, o dois contra um na extremidade do campo - sobretudo na esquerda - desaparece. Um volante pega o Cortês, o lateral pega Maico/Elkeson, e ainda tem uma sobra de um zagueiro ou um volante pelo meio. O resultado é que eles têm que tocar para o meio e não encontram em quem fazer esse passe. A ausência de um 10 é notória aqui. Elkeson é ponta-esquerda, não ponta-de-lança. Ao pegar a bola ele irá pra cima do adversário, é o que faz, é o que sabe fazer. Mas nesse momento é necessário um passador. Alguém que se aproxime da extremidade para o passe e jogue de primeira e de segunda, no máximo, fazendo assim um 3x2.
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Se o volante central tentar acompanhá-lo para impedir a superioridade numérica na ponta, abre o meio para a chegada de Renato que teria toda a entrada da área livre para o passe/chute ou, se tivesse a cobertura do terceiro volante, a outra ponta teria um 2x1 do ponta e do lateral contra o lateral adversário.
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Então o que falta, OFENSIVAMENTE, no Botafogo? Um verdadeiro 10 no triângulo central. O homem trazido para a função - Felipe Menezes - não está dando cabo da mesma. Nessas horas muitos sentirão falta de Lúcio Flávio, é o jogo perfeito para ele - e o típico jogo que costumava apagar e sumir de campo -. O Botafogo só conseguiu penetrar duas vezes na área, todas com levantamentos diagonais, e todas no primeiro tempo. Na primeira, Elkeson matou no peito e chutou em cima de Prass, na segunda, Herrera recuou de peito para Prass - vou descontar jogada parecida que Herrera chutou pra fora, ele estava impedido -.
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Outra solução é a saída imediata de Herrera. Passou a semana inteira reclamando de jogar de ponta. Em torno dos 20 minutos do primeiro tempo, Caio Júnior mudou o esquema do time. De 4-2-3-1 passou a 4-4-2 (vide o campinho abaixo). Herrera jogou onde mais, segundo ele, rende, próximo a Loco Abreu. Não só sumiu do jogo, como o time piorou. A entrada de Caio na direita com seu drible em velocidade melhorou o time, em duas jogadas fez mais que Herrera em dois jogos inteiros, mesmo assim, Caio ainda não é suficiente. O que deve fazer muito botafoguense se perguntar: "E se na direita fosse o Jobson"?
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É nessas horas que se espera, também, um Prof. Pardal. Mudar o time, qualquer mudança das mais loucas deve dar resultado. Mas o Caio Júnior, que é muito bom tático, ainda é muito deficiente nas mudanças de jogos. Só muda no mais óbvio e quase sempre quando não dá mais tempo. Saiu Marcelo apenas porque se machucou. A mudança de Herrera foi a pior. Só saiu depois do time estar perdendo por dois gols e levar um amarelo. Eu? O adversário tinha um atacante - ou dois, se contarmos o ponta direita como atacante, embora estivesse jogando mais de meia -, PARA QUÊ UMA LINHA DE 4? O óbvio nessa situação seria recuar Marcelo para zaga e liberar de vez Cortês e Lucas - de 4-2-3-1 para 3-3-3-1 -. Evitaria muitas surpresas nas costas dos laterais. Se Mattos machucou, trocasse-o por um zagueiro, Bruno Tiago só não foi pior em campo do que Herrera, Cortês e Fábio Ferreira.
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DEFENSIVAMENTE, onde o Botafogo tem mais errado? Como já foi escrito por mim várias vezes, no sistema de cobertura. Contra times de dois atacantes, como está sendo praxe se jogar contra o Botafogo, não é necessário uma linha de 4 atrás, pode se dar liberdade para Cortês como ele gosta. O problema é fazer a basculação certa. No primeiro gol, notem, os dois laterais estavam na frente ao mesmo tempo - o que não pode acontecer JAMAIS numa linha de 4 -, os volantes estavam sem fazer cobertura dos mesmos - o que não pode acontecer JAMAIS numa linha de 4 -, o Fábio Ferreira saiu jogando como líbero e soltou a bola nos pés do volante adversário - Fábio Ferreira como líbero não pode acontecer JAMAIS -. Daí o contragolpe na ponta-direita, o coitado do Antônio Carlos ficou sozinho contra 4 vascaínos. O jogador mais recuado a chegar no lance foi Lucas, o lateral direito, e o gol foi feito por um volante que chegou ATRÁS de Lucas.
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A basculação deveria ser simples, não entendo como o time continua errando isso, pois até não profissionais da área sabem como funciona (campinho abaixo). Mas, é claro, o maior erro é de Cortês que sai sempre - Lucas normalmente só sobe quando acionado por Renato - e fica parado olhando para ver o que acontece quando perde a bola. Veja na imagem que, se Cortês - ou Lucas - subir, os outros três zagueiros devem ir em direção ao espaço deixado, ou Mattos ir para esquerda, virando um falso lateral, deixando a frente da área para Renato proteger. É bastante simples e básico no futebol.
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Abraços a todos, nos vemos na próxima, SAUDAÇÕES.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
BOTAFOGO, UM TIME QUASE SEM SOLUÇÕES
Em baixo, de branco, time que iniciou a 1º etapa.
Em cima, listrado, time que inicou a 2º etapa.
A superioridade durante o segundo tempo mostrou que Elkeson não pode ser banco neste time, e que Felipe Menezes e Herrera
não tem condições de serem titulares do mesmo. O lance do gol do Renato foi idêntico a uma jogada na primeira etapa: Loco Abreu
ajeita primorosamente de cabeça para o homem livre: Renato, cheio de técnica e elegância, com simplicidade testa a bola mandando-a para baixo e para as redes; Herrera, trombador, dá um golpe de karatÊ, meio esquisito, e a bola vai fraca e a meia altura, facilitando a defesa do goleiro Avaiano!
A Presença de Léo liberou Renato para reger o time com mais qualidade, ajudando na marcação, mas não com grandes obrigações (esta é a segunda vez que o 8 Glorioso joga de 10 nesta temporada,e todas as vezes em altíssima qualidade). Da mesma forma, o time não foi pego de surpresa em mais um contra-golpe pelas costas do Cortês.
o 3º gol avaiano só saiu porque o time ficou com menos 1.
com as suspensões de Lucas e Marcelo Mattos eu escalaria o time desta forma, como Alessandro joga praticamente como terceiro zagueiro, isso dá mais liberdade para Cortês apoiar, no entanto, esse apoio deve ser coberto constantemente por um volante fixo, no caso Léo:
Assim, de todas as formas, a melhor opção, hoje, para o Botafogo é dar liberdade total para Renato, colocando mais um volante defensivo ao lado de Marcelo Mattos, cobrindo, desta forma, a subida dos laterais. Essa foi a melhor forma que o time jogou até hoje, o primeiro tempo contra o Corínthians no Pacaembu.
Abraços.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
CORÍNTHIANS 0 X BOTAFOGO 2: PRIMEIRO TEMPO, FUTEBOL DE CAMPEÃO; SEGUNDO TEMPO, DEFESA DE CAMPEÃO
terça-feira, 19 de julho de 2011
Time que enfrentará o líder Corínthians nesta quarta-feira 20-07-2011
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Time confirmado e escalado para amanhã, com Caio aberto na direita. O Botafogo e o Corínthians usarão o mesmo esquema tático, 4-2-3-1, fluindo para o 4-2-1-3. Com isso Caio Jr. tentará quebrar o apoio do lateral esquerdo paulista, e com isso ganhará mais incisividade ao colocar um atacante de verdade na terceira linha, ganhará velocidade, ganhará drible, ganhará em criatividade.
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Caio, mesmo sendo destro, joga fazendo diagonais e sabe buscar muito bem a linha de fundo, essencial já que o lateral direito não apoia e quando o faz, faz deficitariamente. A esquerda, por sua vez, perderá o que tinha de bom, a aproximação entre lateral e extremo, com velocidade e jogadas de fundo, mas com os dois titulares no estaleiro (Cortês e Éverton, respectivamente), o técnico optou por colocar um jovem da base na posição "6".
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Esta escolha mostra um movimento atemorizado pelo fator "3 atacantes" do adversário. Laterais defensivos que apoiam pouco a fim de manter uma base defensiva bem sólida. O apoio, desta feita, deverá ser feito pelo estreante da noite: Renato, fazendo o Box-to-box pelo meio e pela direita.
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O lado esquerdo, no entanto, continuará sem o apoio devido - não acredito que Caio Jr. irá liberar Mattos para apoiar pela esquerda -, o que isolará Maicosuel, talvez aí se concretize outro problema para o Mago. A dupla Maicosuelkeson, no entanto continuará pronta, e é esperado intensa troca de posições entre os dois. A posição do desenho suponho que surja apenas nos movimentos defensivos e de transição, durante o momento de ataque, Maicosuel deverá cair pelo meio e Elkeson vir pela esquerda, sobretudo para permitir que Elkanhão tenha a perna livre para soltar seu chute potente.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
RENATO ESTREIA, COMO JOGARIA O BOTAFOGO?
terça-feira, 28 de junho de 2011
A PONTA DIREITA E O BOTAFOGO, UM CASO DE AMOR
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Provável BOTAFOGO contra CEARÁ 04/06-11
quinta-feira, 19 de maio de 2011
CINCO MAGIAS, SETE FANTASIAS
Há ainda alguma magia neste mundo, magia que teima em sua sutileza de fingir-se, anônima e invisível, de inexistente. Não, caro pagão, não ver a magia que há deveras neste mundo não a faz inexistente, logo o contrário, quanto mais arredia, quanto mais volátil, fugaz e tênue, mais excepcional é a magia na sua inacreditabilidade.
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Há algumas magias ainda neste mundo torto, feio, cheio de resultados frios, números e tabelas. E se há ainda alguma magia neste mundo ele se atreve sempre a aparecer
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Números repetidos são uma mania icônica entre os alvinegros. Nada mais comentado do que os 21 do título de 1989. E como presságios estes números ressurgem ante os botafoguenses.
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Em 2009, um ponta-de-lança jovem, mas de certa rodagem, grande revelação no Paraná, de fraca passagem no Palmeiras, Maicosuel chega ao Botafogo de Futebol e Regatas, para ser o novo 10 do Glorioso. Resultado: artilheiro, melhor meia esquerda, melhor jogador do campeonato carioca. Venda para a Alemanha, uma boa passagem lá, para o primeiro ano, mas problemas internos acabam colocando-o fora dos planos do treinador. E depois de uma grande transação, ele volta, e de grande estilo, carregando a 7.
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A 7 de Heleno de Freitas, o Divino;
A 7 de Mané Garrincha, o maior de todos;
A 7 de Jair, o Furacão;
A 7 de Maurício, que libertou o Botafogo de duas décadas sem títulos;
A 7 de Túlio, o Maravilha.
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Cinco Setes que encantaram botafoguenses, brasileiros, o mundo inteiro. E não à toa estes dois números (5-7) se repetiram tanto para o retorno do novo 7 do Glorioso: no dia sete de Maio (7/5), depois de longos sete (7) meses de recuperação, de uma lesão ocorrido no mês de Sete-mbro, aos 15 (1-5) minutos do segundo tempo, o 7 reestreia, e, em 55 segundos em campo, ele faz o gol.
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Não foi um gol qualquer, eu que estava no carro, ainda ouvindo comentários de sua volta sou surpreendido pelo grito de gol, eu fico sem entender, meu filho de 4 anos no banco de trás grita gol também, me arrepio, será verdade?, será possível?, meus olhos enchem-se, estou arrepiado, em êxtase, gritando dentro do carro, era eu, ou o mundo era mais estranho, mais mágico?
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No seu primeiro toque na bola – esqueça-se, História, daquele encostão na bola que o Mago deu assim que entrou em campo na cobrança dum lateral qualquer deste mundo sem magia – Maicosuel mata e gira num só movimento de letra a bola fortíssima do passe de Alex, num giro magistral que relembrou os melhores dias de Zidane, escapando de dois zagueiros ao mesmo tempo que o cercavam, e com o mesmo pé direito tira o goleiro num sutil movimento, e com o pé esquerdo – desta perna cujo joelho o tirou do futebol por tanto tempo – empurra gentilmente para as redes.
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Ajoelhado, apontando para o Céu, é cercado por todo elenco, inclusive pelo técnico, todos emocionados, um momento lindo que nunca me esquecerei.
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A posição “meia” os italianos chamam de “trequartista”, pois joga nos ¾ do campo. Mas ninguém melhor que eles acharam um nome apropriado para os diferenciados da terceira linha do campo: FANTASISTA.
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E nesta noite estranha, que nada valia, valeu o momento de fantasia para as retinas nossas, tão fatigadas de retrancas duras, tão sem poesia.
domingo, 22 de agosto de 2010
NOTAS DO FRACO BFR X AVAÍ
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Quando você tem seus homens de frente com marcação individual, é necessário que o segundo-volante avance com a bola dominada, chamando marcação, aí você solta os atacantes, pois um dos marcadores tem que ir pra cima, o que não ocorreu. O Renato, ao contrário dos outros jogos, dando sempre velocidade e qualidade pela esquerda, também não foi bem.
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E o que foi, que acabou funcionando no time? A famigerada jogada aérea do BOTAFOGO! Embora pareça que temos vergonha dela, parece que ninguém quer mais vê-la em campo. Mas um lembrete: nos 8 gols da final de 180 minutos da Libertadores da América, foram 6 gols de bola alçada na área. Na copa do mundo-10, muitos jogos foram resolvidos assim, que digam o Brasil, a Holanda, Espanha, Argentina e Alemanha!
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Joel está colocando o time sem atacante referência, acho aí um erro, num jogo travado como de ontem, um cara que segure a bola e faça o pivô, é importantíssimo, até mesmo para garantir alguma forma de ataque, pois o jogo foi tão travado no meio de campo que a quantidade de chutes a gol foi baixíssima!
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O que há de mal com jogada aérea? quando o time era ruim, todo mundo batia no peito dizendo que era o estilo do time, enquanto os detratores chamavam o time de "inglês" e de uma só jogada. Agora que temos qualidade individual, ninguém quer mais a jogada aérea? Por quê? ficaram com vergonha de "jogo feio". Já perceberam que NENHUM comentarista quer a volta de Loco Abreu ao time, mesmo TODOS falando da má fase de Herrera? Em jogos travados, é uma diferença do time. Ainda bem que temos zagueiros: Antônio Carlos, Danny Moraes, e agora Fábio Ferreira, já fizeram os seus de bola parada.
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Todavia, com o Loco no campo, com 1 volante nos homens mais técnicos e criativos, teríamos não só a bola aérea como também o pivô, pois o Loco sabe segurar a bola e rolar para trás, o que nem Herrera nem o Edno fazem: na única bola que recebeu, Abreu segurou, parou, olhou e ajeitou para a batida de Marcelo Matos para longe do gol.
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Como ponto de referência para tabelas e assistências, segurando 1 zagueiro dentro da área, você mataria a montagem defensiva dos adversários, pois perderia 3 marcadores (2 volantes com Jobson e Mago e 1 zagueiro com Loco), não perderia velocidade, e ganharia em estatura e presença de área.
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Faltou Joel desmontar o time adversário, no duelo de técnicos venceu Antônio Lopes, que perdeu o jogo porque não tinha um Mago para cruzar bolas paradas, nem paredões de zagueiros para fazer o gol. E quando teve a chance do empate, bateu de frente com uma Muralha Santa, um goleiro de Seleção Brasileira, dois alvamentos em um único lance: Salvo São Jefferson, operador de milagres!
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TÁTICA: BOTAFOGO no seu esquema clássico, variando de 4-3-3-0 defendendo e 3-4-3-0 atacando - o 0 é a ausência de homem de área, que Herrera nem Edon fazem, jogando mais pelos lados do campo -. E o Avaí de Antônio Lopes que hoje não jogou no seu tradicional 4-2-2-2, mas no 4-3-1-2.
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1º TEMPO:
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2º TEMPO:
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ILUSTRAÇÕES: TATICAL PAD
sábado, 14 de agosto de 2010
SEGUNDA VITÓRIA GLORIOSA SEGUIDA
Por isso não espanta o Botafogo-10 ter o melhor ataque do BR-10! Não espanta porque é obrigação da Estrela Solitária perseguir o gol a todo custo! E nesta noite não foi diferente. O futebol não foi o mesmo apresnetado em casa contra o galo mineiro, o que eu chamei, sem medo de errar e do exagero, dO MELHOR FUTEBOL DO CAMPEONATO BRASILEIRO!!!! Desta vez o ataque continuou infernal, meteu "apenas" 2, e se deu ao luxo de perder tentos que foi uma barbaridade, exatos 4 gols feitos!
Mas desta vez o time deixou a desejar. Pela segunda vez seguida, e apenas a terceira em 14 jogos, a retaguarda saíu ilesa, o que dei méritos para o sistema defensivo no jogo passado, hoje dou mais desméritos ao adversário. Pelo menos 1 vez o time rubronegro goiano fez a mesmíssima jogada pela esquerda que resoltou no gol do rubronegro carioca, neste ano, e que, no jogo seguinte, contra o alviverde de Campinas se repetiu. Desta vez, não saiu o gol, desmérito deles, e mérito para a calma de JEFFERSON para buscar a bola viva na pequena área. O goleiro selecionável foi tranquilo, não foi ameaçado, e qualquer lance de perigo era prontamente morto por ele, seja socando pelo alto, seja encaixando, seja nunca dando rebote, seja impedindo um cruzamento rasteiro no chão, mortal de qualquer forma, e que normalmente os goleiros esperam no gol, para evitar o que ocorreu com Barbosa x Ghiggia no Maracanazzo de 1950!
O ataque poderia ter sido melhor se os alas tivessem apoiado mais efetivamente. René Simões, um dos melhores técnicos do Brasil, embora pouco prestigiado, ao meu ver, que entende muito de tática e, principalmente, de motivação d atletas; tentou matar o time do BOTAFOGO naquilo que tem de melhor. Tão inteligente fora o René que botou 1 homem em Maicosuel (7), outro em Jobson (9), e outro no Somália (10). Normalmente não se bota marcação individual em um volante, mas René percebeu, no seu dever de casa, que a saída de bola se dá, prioritariamente, com Somália pela esquerda, que corre muito, com suas pernas compridíssimas. O time alvinegro ficou sem saída pelo meio de campo, e faltou justamente os alas saírem para o jogo, afinal, o time joga com 3 zagueiros para que os laterais subam sempre e sempre! Não subiram, e se não fosse o Jobson, sempre enfiado pela extrema direita, o time praticamente não chegaria ao ataque. E por falar em marcação individual, Joel errou, não pôs Marcelo Matos (8) ou Leandro Guerreiro (5) em cima de Carlinhos Bala, que ponteiro por natureza, fazia o homem do meio da trinca do 4-2-3-1, montado por René, e meio torto, já que muita gente marcava individualmente, mas que falhou principalmente na troca de passes - é a falta de qualidade técnica pesando nas costas táticas de René!!!!! -; o baixinho, embora fora de forma, e apagado completamente na segunda etapa, armou umas bolas que passaram pela linha de 3 zagueiros do BFR, faltando - justamente - qualidade técnica para os 3 atacantes do seu time matarem o jogo.
Mas como marcar o Mago e o Possesso? como parar Somália e suas pernas longas, como borracha, como molas? Este moleque outro do Botafogo - o time está cheio deles, que parece correr em câmera lenta, meio desengonçado, mas velocíssimo, parece que corre saltando, com suas pernas longas, cobrindo mais campo em 1 passo, ou antes um salto, do que muitos com dez e se esforçando, por isso parece se multiplicar em campo, parece ter mais fôlego que os demais: o campo é pequeno para as suas pernas longas, na sua corrida de antílope africano! Era a grande pergunta, a grã-dúvida, existencial de René - e que por conseguinte passa a ser a de todos os treinadores que enfrente este brilhante BOTAFOGO de Joel Santana, que varia constantemente de 3-4-2-1 para 4-3-2-1, e sempre termina em campo numa espécie de 4-2-1-2-1 - Simões: como parar Maicosuel, Jobson e Somália? Os dois primeiros não têm medo de encarar três adversários, de ir pra cima, de driblar, de driblar, de driblar - desconcertantes -, de passarem a bola - precisos como relógios -, de rodarem, de correrem o campo, de cair pelas extremas, de buscar e roubar bolas, de partir em velocidade - que zagueiro, que volante acompanham o Mago e o Possesso na corrida, quais, qual? -! E Somália, então, que vem lá atrás, que é o primeiro a chegar, tanto na defesa quanto no ataque; como marcar o garoto que rouba a bola atrás e a vem carregando; e que sempre parece estar lá para o rebote - tanto na frente quanto atrás -; que parece se multiplar, que parece transladar-se, como um fantasma pretinho! O 10 de sorriso brilhante, largo, feliz - com mil motivos para sê-lo -, fez seu segundo gol seguido, esticando uma bola praticamente perdida, metendo-a no cantinho direito do goleiro, uma bola que parecia andar com a mesma lentidão e cobrindo as mesmas largas distâncias quanto o seu dono; este memso 10 - ainda me dói as vistas vê-lo com a 10, ao invés de deixar esta camisa com o Lúcio Flávio mesmo, ou com o Jobson, que é quem mais a merece no momento - correu tanto que teve cãibras - e entrou Fahel, quanta diferença!
O melhor em campo, foi sem dúvida o Jobson*, fez um golaço, além de ter dado dois cruzamentos dignos dos melhores pontas-direitas de todos os tempos, dignos de estarem felicitando o imortal ANJO DE PERNAS TORTAS. No primeiro tempo, imitando Garrincha, entortou um zagueiro e cruzou na medida para Herrera, livre de marcação, de frente para o gol, cabecear para longe - primeiro dos gols feitos perdidos por ele. Alguém duvida que o Loco Abreu, especialista em cabeçadas, marcaria este gol? Poderia até perdê-lo, mas com Herrera, o quasi-gol, está virando crônico; o argentino, pode até ser o artilheiro do time - é o atacante titular e que mais jogou - mas a maioria dos gols foram de pênaltis. No segundo tempo, num ótimo cruzamento pela direita, Herrera faz o mais difícil, a jogada típica do matador, saíu de trás de dois zagueiros e, de carrinho, finaliza para o gol, com o goleiro batido no lance, resultado: quase gol? Eu vi o Loco Abreu fazer um gol destes, este ano, até mais difícil, pois foi antes do primeiro pau, e o Herrera pegou de frente ao gol, no seu segundo Hat-Trick no BOTAFOGO, este com os pés, apenas. Depois, em ótima saída de bola de Fábio Ferreira, que foi bem, apesar de alguns deslises menores, correu, no contra-ataque, parou, girou, e meteu a bola entre três defensores, para ter certeza que o Jobson, novamente na extrema direita, não ficasse em impedimento. O capeta, o possesso, o furacão, pegou a bola na lateral, correu como um louco, e meteu, outro cruzamento perfeito na medida, de manual de ponta-de-lança, para a alegria geral de São Garrincha, e para o desespero de São Heleno e São Quarentinha, Edno (11), sozinho, desacompanhado, sem ninguém, isoladamente, com todo o tempo e espaço do mundo, na marca da cal do pênalti, chuta no meio, de primeira, para a defesa, agradecida, do bom goleiro do Dragão. Goleiro que logo, porém, teria que encarar o Jobgol frente-a-frente, mano-a-mano, cara-a-cara: num contra-ataque, também de manual, o Mago faz de suas magias, e no limite do impedimento, lança a bola para o Jobson, passe perfeito, milimétrico, exato, para este endiabrado que sabe correr em vertical e em diagonal para escapar dos impedimentos e dos zagueiros, o garoto vai em direção ao gol, ignora solenemente Edno que entrava sozinho e gritava na centro-esquerda - quase que como dissesse: "já te dei um, tá na hora de mostrar como se faz gol!" -, samba, balança, sem tocar na bola, o goleiro treme, Jobson* dá um toquinho pra frente e frente e empurra para as redes, com o goleiro no chão, a la Romário-93 nas eliminatórias para a COPA FIFA USA-94, contra o Uruguai. É bem verdade que perdeu um gol de cabeça incrível - 4º gol desperdiçado pelo BFR, que contra alguns times farão e já fizeram falta -, um gol que outro atacante do time, especialista de área não perderia jamais; mas ele tem crédito, e muito, na verdade, para mim, ele poderia perder um gol deste por jogo, desde que acerte dois cruzamentos daqueles que fez hoje, e se ainda marcar gol, pode até perder mais outro!
Tirante a assistência de peito de Herrera para o gol de Somália, em outra bola cruzada pela direita, o argentino foi muito mal, tanto que fora substituído logo após dar uma assistência, o que normalmente dá sobrevida a alguns jogadores em campo. O 17 matou contra-ataques, não completou ataques. Vinha mal há alguns jogos, enquanto Edno - sempre criticado por mim - vem subindo, constantemente, de produção. Taticamente, acredito que Joel ainda prefira o 17 ao 11 para ter mais presença de área, embora não esteja funcionando tão bem, porque Herrera está mais fora do que dentro dela, mas tecnicamente, Edno esteja bem melhor, em forma, com ritmo. Acreditei que com o gol - de pênalti mal cobrado novamente - ele voltaria a subir de produção, não voltou. Ainda corre muito, ainda briga muito, ainda perde muito a bola, na verdade creio que ainda é titular pelo que fez no CARIOCA-10, que mesmo sendo o cobrador oficial de pênaltis do time - fez 5 gols de penalidade máximas, Abreu só 2 - e jogando mais vezes, foi o vice artilheiro do GLORIOSO na competição. Edno está em melhor condição técnica, mas também perde gols que é brincadeira, deve ganhar a titularidade em cima do argentino, embora pareça a sobra - enorme - do uruguaio sobre os dois, a aura de goleador de Loco Abreu deve pesar muito para que volte ao time depressa.
ADENDO: provavelmente é o único jogador que foi à copa e não voltou ao campo. Joel diz que não está em perfeita forma, igual a quando saíu, mas está em forma suficiente para ser titular da Celeste Olímpica? Acho que aí tem gato! Melhor dizendo, é a desculpa de Joel para matê-lo fora do time e não ter a "dor de cabeça" de ter que tirar Herrera do time, ou mudar o esquema tático para o 4-2-3-1, tirando um dos defensores (preferencialmente Alessandro) para ter a dupla sulamericana na frente novamente. O certo é que, não importa o esquema tático, tem que ter os 4 "pretinhos" do time: JEFFERSON-SOMÁLIA-MAICOSUEL-JOBSON, o resto só completa o prato, é como se diz: monta-se um time ao redor de alguns jogadores.
TÁTICA: Joel fez uma mudança significativa entre o time que venceu o galo mineiro semana passada e o que bateu o dragão goiano hoje: inverteu a posição de Jobson e de Maicosuel. Parece pouco, mas não é. No jogo passado foi visível o crescimento defensivo de Alessandro, jogando com o Caio (18) de ponta-direita à sua frente, correndo a ala inteira. Quando entrou em campo hoje, o menino fez o mesmo taticamente, jogando Jobson para o meio, deslocando Edno para a ponta-esquerda. O que isso acarreta: notemos que TODOS os lances descritos de perigo do BOTAFOGO foram pela direita, onde jogava Jobson*. O Mago, caindo pela esquerda, mas afunilando, afinal era o armador do time, não dava a mesma força na extrema esquerda, e Marcelo Cordeiro estava muito mal hoje, não apoiou direito. Se o Mago armou, criou, correu, driblou, lançou, e se Jobson* correu, driblou, cruzou perfeitamente, o time perdeu justamente o "facão" de Jobson, que caindo pela esquerda, trazendo para o meio, a la Robben, a la Messi - se bem que o 9 GLORIOSO é bem melhor que o 11 holandês -, chutando na marca do semi-círculo da grande área, é sempre um perigo ao gol. Mas que não fez tanta falta assim, porque a dupla 7-9 deu certo de novo. Com as mudanças do 2] tempo, o Botafogo perde a linha de três zagueiros e defende em duas linhas de 4, praticamente um 4-2-2-2, mas que não é um 4-4-2, mas um 4-2-4, como nos anos 60, porém com a volta dos pontas, que jogam quase de alas.
1º ARMAÇÃO DO TIME, ENTRADA DE TODOS OS JOGOS
3-4-2-1: JEFFERSON (1); ANTÔNIO CARLOS (3), FÁBIO FERREIRA (4), LEANDRO GUERREIRO (5); ALESSANDRO (2), MARCELO MATOS (8), SOMÁLIA (10), MARCELO CORDEIRO (6); MAICOSUEL (7), JOBSON (9); HERRERA (17)
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--3----------4------
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2-----8------------6
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-------------7------
-9------17----------

4-2-1-3: JEFFERSON (1); ANTÔNIO CARLOS (3), FÁBIO FERREIRA (4), LEANDRO GUERREIRO (5); ALESSANDRO (2), FAHEL (14), MARCELO CORDEIRO (6); CAIO (18), MAICOSUEL (7), JOBSON (9), EDNO (11)
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2------------------6
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-------------14-----
-------7------------
18--------9-------11

