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domingo, 22 de janeiro de 2012

QUAL TERIA SIDO O ESQUEMA TÁTICO DE OSWALDO DE OLIVEIRA NO 1º JOGO DO ANO?


AZAR, MAIS AZAR, UM POUCO DE SORTE, SÓ ACONTECE COM O BOTAFOGO
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Loco Abreu fez dois. Deveria ter feito quatro gols.
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O Botafogo fez três gols. Poderia ter feito seis.
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Três bolas e meias na trava (o chute de Márcio Azevedo bateu nos dois paus e não entraram).
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Loco Abreu perdeu um pênalti (nas minhas contas é o quarto que perde no comando do ataque botafoguense) – embora, na minha opinião atacante só perde pênalti quando chuta pra fora, o goleiro defendeu: méritos dele, totalmente –. Numa cabeçada limpa, sem sair do chão, o goleiro salvou em cima da linha em seu contra-pé. No fim do jogo, uma cabeçada passou a um palmo do gol. Foi decisivo, ficou devendo. Leia isto, assista o jogo, decida você como julgá-lo.
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ERROS DEFENSIVOS
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O gol do Resende saiu, obviamente de um golpe de sorte. Mas credita-se a ela este gol? Não, é claro. Só faz gol quem chuta, só desvia na barreira quem consegue uma falta para bater. E como surgiu esta falta?
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Eis o ponto. Por duas ou três vezes no primeiro tempo Márcio Azevedo – que foi bastante bem ofensivamente, sobremaneira nos 45 minutos iniciais – foi pego fora de lugar. Mesmo posicionado na defesa, o lateral esquerdo estava à frente do atacante a quem deveria marcar. Disso surgiu a falta. Da falta saiu o gol.
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“Tudo pela falta de um prego”.
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RENATO + ANDREZINHO
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Em teoria, o esquema tático do Botafogo seria um 4-2-3-1. Mas a movimentação em campo, sobretudo dos centrais não parecia formar um W.
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O triângulo do centro com dois volantes, sendo um cabeça-de-área e um regista (armador) e um enganche (ponta-de-lança) à frente, alinhado com os dois wingers (usarei, doravante, o termo pontas), esta é a formação básica do W no meio-campo do 4-2-3-1.
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A movimentação dos centrais destruíam completamente este desenho. O futebol possui quatro momentos ou fases bem distintas. Um bom técnico é aquele que faz com que o time se movimente da forma mais eficiente possível, e ocupe os espaços da melhor maneira. As quatro fases do jogo de futebol são: posse de bola (ou ataque); defesa; transições ofensivas (contra-ataque) e defensivas (reposicionamento para evitar o contra-ataque).
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Quando o Botafogo tinha a bola, Renato – de quem se espera que venha até a defesa para fazer a saída de bola – avançava até o ataque, Andrezinho é que vinha até os zagueiros buscar a bola. Na verdade, Renato jogou mais à frente do que Andrezinho o jogo inteiro, pois quando o time defendia o 10 se alinhava ao 8 e ao 5.
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Essas trocas de posições entre Renato e Andrezinho foram essenciais para o primeiro gol do Botafogo.
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MAICOSUEL+HERRERA
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No segundo tempo, principalmente após a saída de Elkeson, o Mago foi deslocado à ponta-esquerda. Neste momento, a sua movimentação lembrou muito a movimentação de David Silva no Manchester City: defendendo aberto como winger, atacando centralizado como ponta-de-lança.
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Então, quando atacava, o Botafogo chegou a ter três meias-articuladores centrais. Andrezinho atrás, Renato pela meia-direita, Maicosuel pela meia-esquerda, Herrera na ponta-direita.
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Foi daí, da meia-esquerda que o 7 encontrou o gol livre, após rebote incompreensível do goleiro do Resende – que tinha ido, até aquele momento, muito bem no partida –, apenas para empurrar a bola para as redes.
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Quanto a Herrera, pouco se pode falar. No fim da temporada passada, ajudou a queimar Caio Júnior, reclamando da posição em que jogava. Quando, na verdade, o maior problema era ele. No ano passado, o 17 tinha toda a liberdade do mundo para entrar na área de gol toda a vez que a jogada fosse iniciada pelo meio ou pela esquerda – o que mais um atacante poderia querer? –.
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No primeiro jogo desta temporada ele entra de... ponta-direita, com liberdade para entrar na área de gol quando o jogo se desenvolvia pelo lado contrário. Recebeu uma bola limpa na zona de pênalti e finaliza – mais uma vez – muito mal. E numa jogada de ponta, bola na cabeça de Abreu, bola na rede do gol.
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A pergunta fica: quem é que está certo, ele ou os técnicos que insistem em colocá-lo na ponta-direita?
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MANUTENÇÃO DA BASE
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O lugar comum é elogiar a base do ano passado. Afirmação mais errônea impossível. Vejamos:
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Time base de Joel Santana, 2010 (3-4-1-2):
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Jéfferson;
Fahel, Antônio Carlos, Fábio Ferreira;
Alessandro, Marcelo Mattos, Somália, Marcelo Cordeiro;
Maicosuel (depois que se machuca é substituído por Renato Cajá ou Lúcio Flávio);
Herrera, Loco Abreu
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Time base de Caio Júnior, 2011 (4-2-3-1):
Jéfferson;
Lucas (Alessandro), Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Cortez;
Marcelo Mattos, Renato (não o mesmo do ano anterior);
Herrera, Elkeson, Maicosuel;
Loco Abreu
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Time base de Oswaldo de Oliveira, 2012 (4-2-3-1):
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Jéfferson;
Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Márcio Azevedo;
Marcelo Mattos, Renato;
Maicosuel, Andrezinho, Elkeson (Herrera);
Loco Abreu
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Isto é, mais de 60% do time que começou jogando em 2012 está junto, pelo menos, desde o segundo semestre de 2010 (quando Maicosuel foi reintegrado ao time). Outras peças estão em General Severiano desde a desastrosa campanha de 2009, como: Jéfferson (que chegou na 2º metade do campeonato brasileiro), Maicosuel (que jogou apenas o Carioca), Jobson (que também chegou durante o returno do Brasileirão e só poderá voltar a jogar após março).
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Não só são jogadores que conhecem bem General Severiano – sobretudo, que conhecem muitíssimo bem o Engenhão, casa Gloriosa desde 2007 –, o esquema tático também não é nenhuma novidade do Botafogo, e não falo do esquema de Caio Jr., não. Em 2009, o então técnico do time da estrela solitária, Estevam Soares, montou um time que no papel era um 4-2-2-2, mas na prática era um 4-2-3-1: Lúcio Flávio centralizado, Renato (não o mesmo de 2010, muito menos o atual) aberto na direita, Jobson aberto na esquerda, André Lima na área.
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Trocando e melhorando (quase) todos os nomes, o desenho permanece igual.
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CONCLUSÃO
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Muito cedo para se afirmar qualquer coisa sobre o time ainda – a não ser que precisa, e MUITO, calibrar a pontaria e treinar finalizações –. O time jogou, mormente no primeiro tempo e após voltar à frente do placar um futebol vistoso, de passes rápidos e movimentação constante – dos grandes, foi o que criou mais chances claras de marcar –. No entanto, dos grandes foi o único a levar gol – embora tenha ficado na média de gols marcados, nesse quesito, o pior foi o Vasco da Gama –, mesmo a defesa não tendo sido cobrada nunca contra o Resende: ficar de olho!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

VASCO X BOTAFOGO: QUANDO A EFICIÊNCIA (SEMPRE) VENCE OS JOGOS

Dois erros de saída de bola, dois contra-ataques, dois gols. Sem contar dois incríveis salvamentos do melhor goleiro do Brasil - um pênalti e uma defesa a la Banks!-. Este é o resumo da noite de domingo entre Botafogo - completamente fora da briga pelo título agora - e o Vasco.
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Num primeiro momento imaginei que o Vasco jogaria numa espécie de 4-6-0 (4-3-3-0), como o Botafogo de 1989 e a Roma de Spalletti, mas isso não ocorreu. Embora tenha sido difícil realmente de definir a posição de Diego Souza, jogou quase sempre de falso nove, função que não cumpriu bem.
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Pelo lado do Botafogo terrível jogo de Maicosuel, Elkeson, mas principalmente de Cortês, Herrera e Fábio Ferreira, os três responsáveis direto pelos gols.
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Os técnicos já descobriram como parar o Botafogo e se utilizam da mesmíssima estratégia desde a derrota para o Atlético goianiense. Com base em um 4-3-2-1 ou 4-3-1-2, os técnicos adversários montam duas barreiras de frente à área, uma primeira de quatro zagueiros e uma segunda de três volantes. Além disso, deslocam um ponta para as costas de Cortês, aproveitando-se do fato dele subir muito, voltar nunca e Marcelo Mattos não cumprir seu papel de cobertura decentemente, como mostra o campinho abaixo:
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Assim, a grande vantagem da equipe, o dois contra um na extremidade do campo - sobretudo na esquerda - desaparece. Um volante pega o Cortês, o lateral pega Maico/Elkeson, e ainda tem uma sobra de um zagueiro ou um volante pelo meio. O resultado é que eles têm que tocar para o meio e não encontram em quem fazer esse passe. A ausência de um 10 é notória aqui. Elkeson é ponta-esquerda, não ponta-de-lança. Ao pegar a bola ele irá pra cima do adversário, é o que faz, é o que sabe fazer. Mas nesse momento é necessário um passador. Alguém que se aproxime da extremidade para o passe e jogue de primeira e de segunda, no máximo, fazendo assim um 3x2. 
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Se o volante central tentar acompanhá-lo para impedir a superioridade numérica na ponta, abre o meio para a chegada de Renato que teria toda a entrada da área livre para o passe/chute ou, se tivesse a cobertura do terceiro volante, a outra ponta teria um 2x1 do ponta e do lateral contra o lateral adversário.
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Então o que falta, OFENSIVAMENTE, no Botafogo? Um verdadeiro 10 no triângulo central. O homem trazido para a função - Felipe Menezes - não está dando cabo da mesma. Nessas horas muitos sentirão falta de Lúcio Flávio, é o jogo perfeito para ele - e o típico jogo que costumava apagar e sumir de campo -. O Botafogo só conseguiu penetrar duas vezes na área, todas com levantamentos diagonais, e todas no primeiro tempo. Na primeira, Elkeson matou no peito e chutou em cima de Prass, na segunda, Herrera recuou de peito para Prass - vou descontar jogada parecida que Herrera chutou pra fora, ele estava impedido -.
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 Outra solução é a saída imediata de Herrera. Passou a semana inteira reclamando de jogar de ponta. Em torno dos 20 minutos do primeiro tempo, Caio Júnior mudou o esquema do time. De 4-2-3-1 passou a 4-4-2 (vide o campinho abaixo). Herrera jogou onde mais, segundo ele, rende, próximo a Loco Abreu. Não só sumiu do jogo, como o time piorou. A entrada de Caio na direita com seu drible em velocidade melhorou o time, em duas jogadas fez mais que Herrera em dois jogos inteiros, mesmo assim, Caio ainda não é suficiente. O que deve fazer muito botafoguense se perguntar: "E se na direita fosse o Jobson"? 
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É nessas horas que se espera, também, um Prof. Pardal. Mudar o time, qualquer mudança das mais loucas deve dar resultado. Mas o Caio Júnior, que é muito bom tático, ainda é muito deficiente nas mudanças de jogos. Só muda no mais óbvio e quase sempre quando não dá mais tempo. Saiu Marcelo apenas porque se machucou. A mudança de Herrera foi a pior. Só saiu depois do time estar perdendo por dois gols e levar um amarelo. Eu? O adversário tinha um atacante - ou dois, se contarmos o ponta direita como atacante, embora estivesse jogando mais de meia -, PARA QUÊ UMA LINHA DE 4? O óbvio nessa situação seria recuar Marcelo para zaga e liberar de vez Cortês e Lucas - de 4-2-3-1 para 3-3-3-1 -. Evitaria muitas surpresas nas costas dos laterais. Se Mattos machucou, trocasse-o por um zagueiro, Bruno Tiago só não foi pior em campo do que Herrera, Cortês e Fábio Ferreira.
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DEFENSIVAMENTE, onde o Botafogo tem mais errado? Como já foi escrito por mim várias vezes, no sistema de cobertura. Contra times de dois atacantes, como está sendo praxe se jogar contra o Botafogo, não é necessário uma linha de 4 atrás, pode se dar liberdade para Cortês como ele gosta. O problema é fazer a basculação certa. No primeiro gol, notem, os dois laterais estavam na frente ao mesmo tempo - o que não pode acontecer JAMAIS numa linha de 4 -, os volantes estavam sem fazer cobertura dos mesmos - o que não pode acontecer JAMAIS numa linha de 4 -, o Fábio Ferreira saiu jogando como líbero e soltou a bola nos pés do volante adversário - Fábio Ferreira como líbero não pode acontecer JAMAIS -. Daí o contragolpe na ponta-direita, o coitado do Antônio Carlos ficou sozinho contra 4 vascaínos. O jogador mais recuado a chegar no lance foi Lucas, o lateral direito, e o gol foi feito por um volante que chegou ATRÁS de Lucas.
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A basculação deveria ser simples, não entendo como o time continua errando isso, pois até não profissionais da área sabem como funciona (campinho abaixo). Mas, é claro, o maior erro é de Cortês que sai sempre - Lucas normalmente só sobe quando acionado por Renato - e fica parado olhando para ver o que acontece quando perde a bola. Veja na imagem que, se Cortês - ou Lucas - subir, os outros três zagueiros devem ir em direção ao espaço deixado, ou Mattos ir para esquerda, virando um falso lateral, deixando a frente da área para Renato proteger. É bastante simples e básico no futebol.
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Abraços a todos, nos vemos na próxima, SAUDAÇÕES.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BOTAFOGO, UM TIME QUASE SEM SOLUÇÕES




Em baixo, de branco, time que iniciou a 1º etapa.

Em cima, listrado, time que inicou a 2º etapa.

A superioridade durante o segundo tempo mostrou que Elkeson não pode ser banco neste time, e que Felipe Menezes e Herrera
não tem condições de serem titulares do mesmo. O lance do gol do Renato foi idêntico a uma jogada na primeira etapa: Loco Abreu
ajeita primorosamente de cabeça para o homem livre: Renato, cheio de técnica e elegância, com simplicidade testa a bola mandando-a para baixo e para as redes; Herrera, trombador, dá um golpe de karatÊ, meio esquisito, e a bola vai fraca e a meia altura, facilitando a defesa do goleiro Avaiano!

A Presença de Léo liberou Renato para reger o time com mais qualidade, ajudando na marcação, mas não com grandes obrigações (esta é a segunda vez que o 8 Glorioso joga de 10 nesta temporada,e todas as vezes em altíssima qualidade). Da mesma forma, o time não foi pego de surpresa em mais um contra-golpe pelas costas do Cortês. 

o 3º gol avaiano só saiu porque o time ficou com menos 1.



com as suspensões de Lucas e Marcelo Mattos eu escalaria o time desta forma, como Alessandro joga praticamente como terceiro zagueiro, isso dá mais liberdade para Cortês apoiar, no entanto, esse apoio deve ser coberto constantemente por um volante fixo, no caso Léo:







Assim, de todas as formas, a melhor opção, hoje, para o Botafogo é dar liberdade total para Renato, colocando mais um volante defensivo ao lado de Marcelo Mattos, cobrindo, desta forma, a subida dos laterais. Essa foi a melhor forma que o time jogou até hoje, o primeiro tempo contra o Corínthians no Pacaembu.


Abraços.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CORÍNTHIANS 0 X BOTAFOGO 2: PRIMEIRO TEMPO, FUTEBOL DE CAMPEÃO; SEGUNDO TEMPO, DEFESA DE CAMPEÃO

Como os amigos sabem estou "de férias" um pouco do blog em virtude de estar preparando/terminando meu projeto de doutorado, porém ao assistir ao jogo desta quarta-feira entre Corínthians e Botafogo, senti-me impelido ao registro rápido do jogo.
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Primeiro devo salientar que acredito que o Tite seja um técnico muito corajoso, disfarçando o seu 4-6-0 (desdobrado em 4-2-4-0) num 4-4-2 (4-2-2-2). Com dois volantes, dois pontas-de-lança e dois meias-extremos - ou meia-puntas, como chamam os espanhóis -, o time de Tite tem uma força enorme pelas laterais do campo, mas é dependente que pelo menos um dos meias se transforme em centro-avante para concluir dentro da área a jogada criada por um dos seus outros três companheiros.
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Campinho Corínthians:
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Dito isto me fascina o fato do técnico ter conseguido que seu time efetuasse tão bem as movimentações propostas nos últimos dois jogos. Até que Caio Jr. tivesse destruído a sua estratégia. O questionamento fica, a mudança foi pontual, para enfrentar o Corínthians, ou será a nova formação tática botafoguense? Só o fim de semana dirá.
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Qual foi a mudança do Botafogo? Troca do esforçado e brioso argentino Herrera pelo técnico e, às vezes, desleixado Felipe Menezes. E daí, é uma mudança que é feito no decorrer de muitos jogos para ganhar o meio campo? É. Foi esta a grande mudança? Não. A Grande Mudança foi a inversão do triângulo botafoguense. O time ainda era um 4-2-3-1 nominalmente, mas seria mesmo na prática? Ouso ainda dizer que sim, o triângulo era muito assimétrico para que se transformasse num 4-1-4-1 - no caso com o regista Renato e o enganche Felipe Menezes alinhados, o que não ocorreu, o 10 jogava a frente da linha de meio, o 8 atrás -.
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Mas desta mudança decorrem outras 3 no sistema defensivo botafoguense: 1º Renato foi deslocado da direita para a esquerda. Marcelo Mattos da esquerda para o meio - virando, literalmente, um cabeça-de-área -. Desta forma, Menezes ocupou o lado direito do triângulo assimétrico de base alta. 2º Em decorrência disso, é completamente modificado o sistema de cobertura aos laterais. Antes, Marcelo era obrigado a cobrir as subidas de Cortêz, Renato as de Lucas, Herrera ajudava pouco na composição, e ninguém cobria a entrada da área, porque os laterais do Botafogo muitas vezes subiam juntos, o que obrigava a dupla de volantes a cobrir os dois simultaneamente, limpando a área para batidas de fora dela.
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Lembrem-se dos erros sucessivos do Botafogo em decorrência disso: Contra o São Paulo: o primeiro gol sai de um chute despretencioso da entrada da área sem que ninguém desse cobertura, Renan falha e o gol; no segundo, falha na cobertura de Cortêz, a falta é feita para parar a jogada, resultando no gol de empate. Contra o Atlético Goianiense: 1º falha novamente na cobertura do lateral esquerdo, gol; o segundo também pela lateral esquerda, Marcelo Mattos falha bisonhamente tentando cortar a bola, e o segundo gol. Contra o Bahia, o primeiro gol sai de uma falta boba numa saída errada entre Renan e Cortêz; já o segundo sai de um pênalti cometido por Mattos quando ele marcava, dentro da área o lateral direito baiano, obrigação de Cortêz que estava fora do lance. Resumo: 3 jogos, 6 gols e 6 pontos jogados fora.
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Conclusão: TODOS estavam explorando as costas das subidas constantes do selecionável Bruno Cortêz, com a consequente má cobertura de Marcelo Mattos. No jogo deste feriado, o 5 jogou onde ficava mais confortável, na cabeça-de-área, descendo e virando um 5º zagueiro, protegendo as batidas de fora, desta forma evitou pelo menos três chutes perigosos. Renato protegeu Cortêz, e como sempre, de forma magnânima. Pela direita com Elkeson marcando bem - diferentemente de Herrera, mas marcando quase tantas faltas quanto - e Menezes protegeriam Alessandro que subiu efetivamente uma única vez, mas, quando o fez, teve o ponta-de-lança ficando na sua cobertura.
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Um sistema de cobertura e compensações perfeita, sem abdicar das suas crenças - dos técnicos brasileiros Caio Jr. é um dos que mais elogiam abertamente o 4-2-3-1, embora não seja o único a tê-lo como sistema favorito, Dorival Jr. e Celso Roth (em estilos completamente opostos de proposta de jogo, o primeiro é ofensivo e o segundo defensivo) viram e mexem, flertam com sistemas mais comuns nos clubes em que são contratados até que ganhem a confiança dos jogadores e implantem os seus sistemas diletos -, o "Professor Pardal" inverte tudo, gira o seu triângulo mediano, sem na verdade ter modificado "nada".
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Campinho do Botafogo:
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Desta forma devo salientar alguns aspectos do jogo.
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1º O melhor jogador ontem foi Caio Jr., ele ganhou o jogo. Suas iniciativas de véspera de partida foram decisivas, muito mais do que aquela na última hora antes do jogo na troca do 17 pelo 10. Quais iniciativas? Primeira: chamar um por um dos titulares e conversar em particular com eles, cada um expôs o que pensava etc. Isto deve ter ganho de vez os jogadores, o espírito era outro em campo - espírito este influenciável também pela grande liderança de Abreu que sempre faz falta, durante o segundo tempo ele chamava a atenção dos seus colegas para que não desanimassem e não permitissem um "novo São Paulo" -. 
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Segunda iniciativa: treino tático às véspera do jogo. Sou extremamente a favor disso. Rachão? Isso é torneio profissional, oras! Rachão só quando não tem jogo 2 vezes por semana e NUNCA na véspera, é treino tático mesmo! Isso foi importantíssimo. Pelo menos duas jogadas ensaiadas ficaram nítidas e resultaram em gols - mesmo um sendo anulado POR TOTAL DESCONHECIMENTO DAS REGRAS DO FUTEBOL por parte do assistente 2 -: o primeiro colocando DELIBERADAMENTE Loco Abreu e Antônio Carlos (os melhores cabeceadores do time) em IMPEDIMENTO PASSIVO, a bola é lançada no 2º pau para 2 homens que vêm de trás - no caso Elkeson e Marcelo Mattos - que receberiam e tocariam para os dois homens livres na área que, COMO SE CARACTERIZARIA UMA NOVA JOGADA, estariam aptos a participar.
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O segundo lance ensaiado foi a cobrança de lateral que resultou no 2º gol válido do time. O comentarista da Rede Globo, Júnior (grandioso lateral), percebeu que fora jogada ensaiada ao ver o replay e notar a movimentação sem bola de Felipe Menezes e Maicosuel. Notei um pouco antes quando a jogada foi repetida, agora tendo Elkeson de pivô.
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2º Felipe Menezes teve boa atuação, mas o que fez de melhor foi quando não tentou fazer nada de melhor. Sem velocidade e sem habilidade não dá para sair carregando a bola, o que ele deveria fazer como um 10? Tocar de primeira e de segunda (mata-e-passa). Quando executou isso foi muito bem, quando tentou sair driblando concedeu contra-ataques. Observe-se o 1º gol válido do time: Felipe recebe e passa para Elkeson antes da chegada do marcador. O 9 pega em velocidade e toca para trás em direção ao 10 que vinha TROTANDO, este, de primeira, devolve para Elkeson, que livre, cruza para Loco Abreu marcar de cabeça - mesmo tendo a bola desviado num zagueiro, acho improvável que um jogador de bom chute e bom passe, sem marcação, não conseguisse botar a bola na cabeça de Abreu, que bom cabeceador que é, dificilmente perderia este gol, o desvio só facilitou a vida do uruguaio, lance completamente diferente do gol do Mago, cuja batida na defesa tirou completamente o goleiro da jogada -. Isto é, Felipe acelerou o jogo sem ter que correr com a bola, ao tocar de primeira ele destrói o sistema de marcação o que lhe permite receber livre a bola, mesmo trotando em campo, ao receber de volta a bola, chamando a marcação para si, e devolvendo-a imediatamente, novamente faz desmoronar todo o sistema defensivo corinthiano.
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3º Loco Abreu recomeçou a voltar para fazer o pivô no meio campo, algo que ele fazia muito no auge do time, muitas vezes jogando atrás da linha de 3 meias. Mas o seu momento mais importante foi quando virou zagueiro também: com um a menos e com Adriano em campo, Loco ficou de vez na área - e já tivera sido deveras importante cortando diversas bolas dos quase trinta escanteios do Corínthians -, marcando o 10 adversário que já acertara uma bola sozinho na área. Neste momento do jogo, o Botafogo que começara nominalmente com 2 zagueiros, mais o Alessandro que nunca subia - o que o tornava na prática um 3º zagueiro -, com Gustavo (zagueiro) entrando na lateral esquerda, depois da expulsão boba do Cortês, Com Marcelo Mattos sempre descendo para dentro da área, e com Loco Abreu marcando pessoalmente a Adriano, o Botafogo terminou o jogo com, literalmente, 6 zagueiros, 2 volantes (Renato e Bruno Tiago que entrara no lugar de Maicosuel) e Herrera aberto na direita para puxar os contra-ataques que não existiram, na prática, um 6-3-0!
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Fica um questionamento simples, então: Ora, com um triângulo de base alta, quem faria o centro do campo?  A resposta é simples, MUITA GENTE. Numa situação normal do jogo, o centro pertence ao Felipe Menezes, que deveria abrir para direita sempre que o seu lateral passasse para que pudesse cobri-lo. Mas na verdade muita gente fez a "posição 10": Loco Abreu, voltando para fazer o pivô; além de Maicosuel e Elkeson revezando-se como sempre fizeram.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Time que enfrentará o líder Corínthians nesta quarta-feira 20-07-2011


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Time confirmado e escalado para amanhã, com Caio aberto na direita. O Botafogo e o Corínthians usarão o mesmo esquema tático, 4-2-3-1, fluindo para o 4-2-1-3. Com isso Caio Jr. tentará quebrar o apoio do lateral esquerdo paulista, e com isso ganhará mais incisividade ao colocar um atacante de verdade na terceira linha, ganhará velocidade, ganhará drible, ganhará em criatividade.
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Caio, mesmo sendo destro, joga fazendo diagonais e sabe buscar muito bem a linha de fundo, essencial já que o lateral direito não apoia e quando o faz, faz deficitariamente. A esquerda, por sua vez, perderá o que tinha de bom, a aproximação entre lateral e extremo, com velocidade e jogadas de fundo, mas com os dois titulares no estaleiro (Cortês e Éverton, respectivamente), o técnico optou por colocar um jovem da base na posição "6".
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Esta escolha mostra um movimento atemorizado pelo fator "3 atacantes" do adversário. Laterais defensivos que apoiam pouco a fim de manter uma base defensiva bem sólida. O apoio, desta feita, deverá ser feito pelo estreante da noite: Renato, fazendo o Box-to-box pelo meio e pela direita.
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O lado esquerdo, no entanto, continuará sem o apoio devido - não acredito que Caio Jr. irá liberar Mattos para apoiar pela esquerda -, o que isolará Maicosuel, talvez aí se concretize outro problema para o Mago. A dupla Maicosuelkeson, no entanto continuará pronta, e é esperado intensa troca de posições entre os dois. A posição do desenho suponho que surja apenas nos movimentos defensivos e de transição, durante o momento de ataque, Maicosuel deverá cair pelo meio e Elkeson vir pela esquerda, sobretudo para permitir que Elkanhão tenha a perna livre para soltar seu chute potente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

RENATO ESTREIA, COMO JOGARIA O BOTAFOGO?

O ótimo reforço alvinegro Renato estreará na próxima rodada -- num jogo adiado do Domingo para a Quarta-Feira em virtude do jogo do Brasil e da des-virtude do calendário da CBF, em horário ainda a definir dependendo ou não da classificação da seleção canarinha neste fim de semana -- contra o ainda líder do campeonato Corinthians, que tem uma série de jogos atrasados pelo calendário deficitário do futebol brasileiro -- tema que já tratei no início do ano em virtude do início dos estaduais --. 
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Caio Jr. já sinalizou como deverá jogar o selecionado alvinegro carioca, manterá o seu 4-2-3-1 (ou como venho chamando-o neste espaço: 4-W-1). Com a baixa do extremo esquerdo Éverton e a perda inevitável da velocidade por este setor, somada à lesão de Cortês, o até agora contestado paraibano Márcio Azevedo deve assumir a posição "11", deixando o jovem Lucas Zen como lateral esquerdo, embora atuando mais como lateral-zagueiro (ou lateral-base) do que lateral apoiador. 
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Sinceramente não gosto desta solução, a opção por um ala -- seja ele Lucas, Cortês e agora com Márcio Azevedo -- na posição extrema, embora válida pelas características dos jogadores -- o clássico exemplo seria Bale, do Tottenham, lateral esquerdo que hoje pode ser considerado um dos cinco melhores extremos esquerdos do mundo, outro exemplo seria o lateral/meia Michel Bastos, ou o próprio Éverton que ficou conhecido nacionalmente jogando de ala esquerdo pelo Flamengo --, não casou bem com o Botafogo, em nenhuma vez quando usada esta opção o Botafogo venceu.
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Mantendo-se a opção, como ficaria o desenho do Botafogo (no meu campinho manterei a posição "6" e ''11" em aberto)? Primeiramente Elkeson continuará no meio invertendo com Maicosuel. Nos últimos jogos foi possível ver que, com a saída de Éverton -- que sempre avança usando o corredor na esquerda --, a dupla Maicosuelkeson assumiu as três posições da terceira linha: esquerda, centro e direita; embora respeitando um posicionamento inicial, ele não era guardado, sobretudo quando o time fazia a transição ofensiva (contragolpe), o belíssimo lance de Maicosuel que resultou numa defesa incrível de Marcelo Lomba, no último jogo contra o Bahia, foi típico de ponta-esquerda. A dupla da segunda linha (Marcelo Mattos e Renato) deverão jogar levemente inclinada, Mattos deverá fazer a compensação defensiva para que Renato possa chegar à frente com bastante tranquilidade.
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É necessário, neste momento, lembrar que Renato, bicampeão brasileiro pelo Santos atuando como segundo-volante, jogou no Sevilla muitas vezes num 442 ortodoxo (duas linhas de quatro jogadores) e foi muito feliz atuando como box-to-box -- posição de meia-central, uma espécie de segundo volante, responsável pela articulação central do time com passes e lançamentos para as pontas e para área, além de chegar à frente em busca do rebote ofensivo, jogando, assim, de "área-a-área" como indica o seu nome --. Sua liberdade em aparecer na frente vai e DEVE ser mantida, afinal é um dos requisitos básicos do 4-W-1, ou do 4-2-1-3, para evitar o isolamento e falta de opção de passe do ponta-de-lança central do tridente de meias.
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Uma segunda opção é a utilização de um terceiro volante. Neste sentido, Renato deverá ser adiantado para atuar na terceira linha, como articulador central, o time aproveitando-se de sua qualidade de passador. Esta opção me agrada porque jogaria Elkeson para uma das pontas, e a movimentação dele com Maicosuel seria privilegiada por um passador qualificado que não precisaria se mover tanto, tendo sempre um pivô à frente, e dois velocistas -- também dribladores, passadores e finalizadores -- passando a todo instante à sua frente. Esta opção me desagrada pois não acredito que Renato tenha a CRIATIVIDADE necessária para fazer o passe que quebre defesas, embora ele tenha a QUALIDADE deste passe, faltaria o inusitado que um Maicosuel poderia criar, ou um outro "10", que, hoje no Brasil, vemos na figura de Paulo Henrique Ganso, função que o torcedor alvinegro tem em grande monta e em espaço privilegiado em seu coração, desde Didi e Gérson, até Mendonça, Paulinho Criciúma, Sérgio Manoel e Lúcio Flávio (em seu melhor momento pelo Botafogo, entre 2006 e 2008). Este jogador criativo falta ao elenco glorioso, e fica o questionamento se Felipe Menezes serviria à função no nível competitivo exigido pela torcida do Botafogo.
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A terceira opção ficaria no meio termo. Primeiramente a mudança de estrutura no time. Sai o W no meio e entra um M. Neste 4-3-2-1, ou Christmas Tree ("Árvore de Natal") talvez seja a MELHOR opção hoje para o Botafogo. PRIMEIRO: O posicionamento de Renato à direita da segunda linha (no desenho, os três volantes formam uma linha curva de diamante, daí o nome em inglês do meio de quatro em forma de losango, ao contrário do que muita gente acredita, nem toda linha é reta), lhe dará a liberdade necessária para chegar à frente como precisa, além de aproveitar ao máximo sua qualidade de passe, dando-lhe cinco opções de passes imediatas: 1. o lateral que passa ao seu lado; 2. o volante mais defensivo atrás; 3. o terceiro volante à esquerda; 4. Maicosuel e 5. Elkeson que estariam à sua frente ou cruzando de lado, ou centralizados, ou abrindo como pontas. SEGUNDO: Possibilitaria grande mobilidade à Maicosuelkeson, o 7 teria a opção de cair mais no meio, como prefere, abrir na direita, como deseja o técnico ou inverter e disparar para a esquerda, da mesma forma o 9 poderia movimentar-se, a rotação seria constante. 
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Caio Jr. cogitou este desenho para encaixar seus três volantes principais (nessa época Arévalo ainda era do time, e o atual imbroglio de sua saída ainda não existia). É uma opção a se pensar, mas aí teria que mudar a mente do treinador que tem o 4-2-3-1 como seu esquema favorito.
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terça-feira, 28 de junho de 2011

A PONTA DIREITA E O BOTAFOGO, UM CASO DE AMOR

Começou quando? Na época de Heleno de Freitas, quando se jogava com cinco homens na frente? Com certeza já havia esta paixão quando Garrincha dominava aquela zona, na época de quatro atacantes. Com Jairzinho esse amor era fortíssimo, o futebol desse tempo já era formado por três avantes. Ele se renovou com Maurício, e o Botafogo jogava com dois atacantes.
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E hoje em dia, nestes tempos de atacante único, o ponta está morto? Pelo contrário, parece se renovar. A Maicosuel coube vestir o manto da sete mágica do Botafogo. Mas depois da grave lesão do ano passado, e do gol sublime do seu retorno, a magia do 7 ainda não voltou como devia. Falta o quê? Ritmo de jogo? Com certeza. Confiança? Provavelmente. Qualidade técnica? Nunca. Em poucos lances ainda era possível vislumbrar que aí ainda havia a magia que encantou o botafoguense.
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Não foram duas ou três vezes que o Mago pegava a bola, partia pra cima dos adversários, driblava um, driblava dois, driblava três. O problema era o pós-drible. O passe saía mal, o chute fraco. Mas o drible ainda estava lá. Foi de ponta direita que maicousuel fez seu primeiro gol neste campeonato brasileiro. É lá que ele terá que crescer.
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E no Botafogo o drible vale mais que tudo. O driblador pode não ter espaço no esquema tático de técnico X ou ser apagado pelo técnico Y, mas sempre reinará no coração do botafoguense. Se Loco Abreu virou ídolo com uma cavadinha, Maicosuel tomou seu lugar cativo quando aplicou um drible desconcertante – uns dirão “humilhante – em Juan – na época lateral esquerdo do Flamengo – ali, jogado na ponta direita. Drible que ele tentou aplicar novamente contra o lateral Grêmio.
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O que falta ainda para o Maicosuel deslanche além da parte física? Eu acho que ele ainda está muito longe da área adversária. No 4-2-3-1 é necessários que os meias-atacantes sejam mais atacantes do que meias.
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Do contrário, o atacante único deixa de ser único e passa a ser solitário. É notório e reafirmado sempre que o atacante tem que voltar para tabelar com os meias. E neste tempo de escola catalã, todo mundo quer seu Messi, seu falso nove. Mas o perigo deste nove que sai tanto da área é o Arsenal. O futebol mais próximo em estilo e qualidade do Barcelona. Mas é um time que cria muito e faz pouco gols. Quantas vezes os times cruzam as bolas na área e não tem atacante para empurrar para dentro, ou no caso do Botafogo até tem, mas é inoperante: Herrera teve duas chances claríssimas em dois cruzamentos perfeitos de Éverton, no primeiro, e mais dantesco, ele estava sozinho e simplesmente chutou o vazio, o que diminuiu a vergonha foi o bandeira ter apontado impedimento de Éverton antes de cruzar (e se o bandeira erra ou o 10 não estivesse 5cm à frente?), no segundo ele roda ao lado dum zagueiro e nem encosta na bola, mesmo estando em posição privilegiada para o gol.
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Mas donde saiu o primeiro gol do Botafogo? Dum lance típico de ponta direita, Elkeson, driblou, driblou e chutou uma pancada de esquerda, a bola ia para fora quando Marcelo Matos joga-se de frente à bola e em seu último jogo pelo Botafogo faz o seu primeiro gol pelo clube – depois de tantas pancadas em direção aos gols dos adversários –.
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Quando cansou, Maicosuel foi substituído por Caio. Éverton por Cidinho. Juventude, velocidade, dribles, dribles e dribles. E algo que me preocupou: Caio jogou mais perto da área que Maicosuel, e mais do que isso, Caio não caiu. Foi pra área, foi pra cima, e passou no meio de dois defensores – e quando cairia não caiu –, avançou, driblou o terceiro marcador e – aí que aparece um diferencial que andou muito perdido neste garoto, driblar muita gente dribla, muitos meninos por esse Brasil grande faz, mas é neste detalhe que se mostra o talento que todos sabem que o Caio tem, mas que anda há muito sem aparecer – LEVANTA A CABEÇA, vê a área completa em um relance e dá um passe perfeito, no ponto futuro, forte o suficiente para não ser cortado, mas não um tijolo, e lá, onde não havia ninguém, surge Elkeson, transformado então em segundo atacante, arrematando com força e precisão, fazendo aquilo que Herrera errou o jogo inteiro: o gol.
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Caio tem que criar um problema para Caio Jr. Quando Loco Abreu voltar e resolver o problema da grande área Herrera irá pra onde? Provavelmente para o lugar do Éverton. Mas se Caio voltar a jogar deste jeito, driblando, levantando a cabeça, dando o passe, sem tentar fazer gols e ser herói, mas fazer o gol como opção de vitória. É por isso que Messi hoje está acima de todos. Afasta-se das faltas por milímetros. Prefere o drible à falta, prefere o gol ao pênalti.
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Mas, acima de tudo, o que importa salientar: a ponta direita será sempre o caminho correto do Botafogo, e o drible a instância superior em Marechal Hermes e em General Severiano.
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@ThiagoFSR83

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Provável BOTAFOGO contra CEARÁ 04/06-11

football formations

Esse foi o time treinado por Caio Jr.

Caio Jr. efetivou o posicionamento "trocado" da dupla de meias-atacantes (antigamente: ponta-de-lança), ou como chama Jonathan Wilson playmaker-cum-second striker (criador-vira-segundo atacante). Este posicionamento inicial confundiu a defesa, Maicosuel rende melhor no meio, a troca constante com o mais atacante que criador Elkeson, fazendo X, proporciona a busca da área, impedindo o isolamento do único atacante.

mas essa escalação é um problema estratégico:
1. Alessandro tem muito medo de subir, para aproveitar o espaço aberto pelo X da dupal Mailcosuelkeson;

2. éverton joga procurando a linha de fundo, o que criaria um congestionamento para o avançao do lateral esquerdo Cortês, bem mais obtuso do que Alessandro.

Uma solução talvez, seja a simples troca de èverton por Caio. Aberto na direita, o Talismã ocuparia a linha de fundo, já que Alessandro não  fará. desta forma, deslocado para a esquerda, maicosuel abriria o corredor para as investidas de Cortês.

Outra opção seria a troca de Alessandro por Somália, o que não solucionaria a movimentação na esquerda, nem seria um real ganho técnico na direita.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CINCO MAGIAS, SETE FANTASIAS

Há ainda alguma magia neste mundo, magia que teima em sua sutileza de fingir-se, anônima e invisível, de inexistente. Não, caro pagão, não ver a magia que há deveras neste mundo não a faz inexistente, logo o contrário, quanto mais arredia, quanto mais volátil, fugaz e tênue, mais excepcional é a magia na sua inacreditabilidade.

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Há algumas magias ainda neste mundo torto, feio, cheio de resultados frios, números e tabelas. E se há ainda alguma magia neste mundo ele se atreve sempre a aparecer em General Severiano, onde superstições e coincidências reinam escondidas nos seus cantos secretos.

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Números repetidos são uma mania icônica entre os alvinegros. Nada mais comentado do que os 21 do título de 1989. E como presságios estes números ressurgem ante os botafoguenses.

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Em 2009, um ponta-de-lança jovem, mas de certa rodagem, grande revelação no Paraná, de fraca passagem no Palmeiras, Maicosuel chega ao Botafogo de Futebol e Regatas, para ser o novo 10 do Glorioso. Resultado: artilheiro, melhor meia esquerda, melhor jogador do campeonato carioca. Venda para a Alemanha, uma boa passagem lá, para o primeiro ano, mas problemas internos acabam colocando-o fora dos planos do treinador. E depois de uma grande transação, ele volta, e de grande estilo, carregando a 7.

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A 7 de Heleno de Freitas, o Divino;

A 7 de Mané Garrincha, o maior de todos;

A 7 de Jair, o Furacão;

A 7 de Maurício, que libertou o Botafogo de duas décadas sem títulos;

A 7 de Túlio, o Maravilha.

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Cinco Setes que encantaram botafoguenses, brasileiros, o mundo inteiro. E não à toa estes dois números (5-7) se repetiram tanto para o retorno do novo 7 do Glorioso: no dia sete de Maio (7/5), depois de longos sete (7) meses de recuperação, de uma lesão ocorrido no mês de Sete-mbro, aos 15 (1-5) minutos do segundo tempo, o 7 reestreia, e, em 55 segundos em campo, ele faz o gol.

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Não foi um gol qualquer, eu que estava no carro, ainda ouvindo comentários de sua volta sou surpreendido pelo grito de gol, eu fico sem entender, meu filho de 4 anos no banco de trás grita gol também, me arrepio, será verdade?, será possível?, meus olhos enchem-se, estou arrepiado, em êxtase, gritando dentro do carro, era eu, ou o mundo era mais estranho, mais mágico?

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No seu primeiro toque na bola – esqueça-se, História, daquele encostão na bola que o Mago deu assim que entrou em campo na cobrança dum lateral qualquer deste mundo sem magia – Maicosuel mata e gira num só movimento de letra a bola fortíssima do passe de Alex, num giro magistral que relembrou os melhores dias de Zidane, escapando de dois zagueiros ao mesmo tempo que o cercavam, e com o mesmo pé direito tira o goleiro num sutil movimento, e com o pé esquerdo – desta perna cujo joelho o tirou do futebol por tanto tempo – empurra gentilmente para as redes.

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Ajoelhado, apontando para o Céu, é cercado por todo elenco, inclusive pelo técnico, todos emocionados, um momento lindo que nunca me esquecerei.

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A posição “meia” os italianos chamam de “trequartista”, pois joga nos ¾ do campo. Mas ninguém melhor que eles acharam um nome apropriado para os diferenciados da terceira linha do campo: FANTASISTA.

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E nesta noite estranha, que nada valia, valeu o momento de fantasia para as retinas nossas, tão fatigadas de retrancas duras, tão sem poesia.

domingo, 22 de agosto de 2010

NOTAS DO FRACO BFR X AVAÍ

O time não pareceu o mesmo, com a mesma de pegada e incisividade, Jobson e Maicosuel foram marcados incansavelmente por Diogo e Bruno, respectivamente, no esquema de três volantes montado por professor Antônio Lopes, Joel não soube desfazer o bloqueio individual que 2 dos 3 volantes do Avaí faziam sobre os dois principais jogadores alvinegros. Pode ter sido a presença de Mano, pois no jogo passado tanto Jobson quanto Mago conseguiram fugir destas marcações, e contra o Avaí, na única vez que escaparam, o bandeirinha marca impedimento inexistente - quanto erraram no jogo de ontem! - e o árbitro ainda dá amarelo para Jobson por ter continuado a jogada. Tudo bem, pelo que os dois vêm jogando, e pelo que o BOTAFOGO está jogando, acho que serão bem observados por este técnico de seleção que assiste a jogos.
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Quando você tem seus homens de frente com marcação individual, é necessário que o segundo-volante avance com a bola dominada, chamando marcação, aí você solta os atacantes, pois um dos marcadores tem que ir pra cima, o que não ocorreu. O Renato, ao contrário dos outros jogos, dando sempre velocidade e qualidade pela esquerda, também não foi bem.
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E o que foi, que acabou funcionando no time? A famigerada jogada aérea do BOTAFOGO! Embora pareça que temos vergonha dela, parece que ninguém quer mais vê-la em campo. Mas um lembrete: nos 8 gols da final de 180 minutos da Libertadores da América, foram 6 gols de bola alçada na área. Na copa do mundo-10, muitos jogos foram resolvidos assim, que digam o Brasil, a Holanda, Espanha, Argentina e Alemanha!
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Joel está colocando o time sem atacante referência, acho aí um erro, num jogo travado como de ontem, um cara que segure a bola e faça o pivô, é importantíssimo, até mesmo para garantir alguma forma de ataque, pois o jogo foi tão travado no meio de campo que a quantidade de chutes a gol foi baixíssima!
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O que há de mal com jogada aérea? quando o time era ruim, todo mundo batia no peito dizendo que era o estilo do time, enquanto os detratores chamavam o time de "inglês" e de uma só jogada. Agora que temos qualidade individual, ninguém quer mais a jogada aérea? Por quê? ficaram com vergonha de "jogo feio". Já perceberam que NENHUM comentarista quer a volta de Loco Abreu ao time, mesmo TODOS falando da má fase de Herrera? Em jogos travados, é uma diferença do time. Ainda bem que temos zagueiros: Antônio Carlos, Danny Moraes, e agora Fábio Ferreira, já fizeram os seus de bola parada.
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Todavia, com o Loco no campo, com 1 volante nos homens mais técnicos e criativos, teríamos não só a bola aérea como também o pivô, pois o Loco sabe segurar a bola e rolar para trás, o que nem Herrera nem o Edno fazem: na única bola que recebeu, Abreu segurou, parou, olhou e ajeitou para a batida de Marcelo Matos para longe do gol.
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Como ponto de referência para tabelas e assistências, segurando 1 zagueiro dentro da área, você mataria a montagem defensiva dos adversários, pois perderia 3 marcadores (2 volantes com Jobson e Mago e 1 zagueiro com Loco), não perderia velocidade, e ganharia em estatura e presença de área.
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Faltou Joel desmontar o time adversário, no duelo de técnicos venceu Antônio Lopes, que perdeu o jogo porque não tinha um Mago para cruzar bolas paradas, nem paredões de zagueiros para fazer o gol. E quando teve a chance do empate, bateu de frente com uma Muralha Santa, um goleiro de Seleção Brasileira, dois alvamentos em um único lance: Salvo São Jefferson, operador de milagres!
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TÁTICA: BOTAFOGO no seu esquema clássico, variando de 4-3-3-0 defendendo e 3-4-3-0 atacando - o 0 é a ausência de homem de área, que Herrera nem Edon fazem, jogando mais pelos lados do campo -. E o Avaí de Antônio Lopes que hoje não jogou no seu tradicional 4-2-2-2, mas no 4-3-1-2.
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1º TEMPO:
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2º TEMPO:
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ILUSTRAÇÕES: TATICAL PAD

sábado, 14 de agosto de 2010

SEGUNDA VITÓRIA GLORIOSA SEGUIDA

O jogo deste sábado, contra o Dragão de Goiás, mostrou novamente a força ofensiva do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS, que completou, nesta quinta-feira, 12 de Agosto, 106 anos de futebol arte. A veia ofensiva do BFR está em seu DNA, é dele a maior goleada do futebol brasileiro, e por muitos anos a maior do futebol mundial, 24 X 0 contra o Mangueira, que depois foi só fazer samba - ainda bem -, e recebeu a alcunha de O GLORIOSO pelas goleadas seguidas no campeonato vitorioso de 1910, imortalizado no hino - lembrando que o primeiro título do futebol do Botafogo foi em 1907 -. Esta apoteose ofensiva é tamanha que é praticamente impossível montar um time dos sonhos do BOTAFOGO: quem botar na linha frente? Garrincha é a única unanimidade - porque ele é unanimidade no futebol mundial -, e discordando do grande Nelson Rodrigues: esta inteligentíssima! Quem botar ao lado do ANJO? Só na ponta-direita teríamos que escolher entre Heleno de Freitas, o Divino; e Jair, o Furacão; no comando do ataque Amarildo, o Possesso; Quarentinha; Túlio, o Maravilha? Alguém teria que sobrar, se no ainda útil 4-3-3, no 4-2-4 da década de 60, no 2-3-5 das décadas iniciáticas do futebol até os meios de 50! É muita gente boa lá na frente, muita gente boa para encantar, golear, destruir adversários!!!!


Por isso não espanta o Botafogo-10 ter o melhor ataque do BR-10! Não espanta porque é obrigação da Estrela Solitária perseguir o gol a todo custo! E nesta noite não foi diferente. O futebol não foi o mesmo apresnetado em casa contra o galo mineiro, o que eu chamei, sem medo de errar e do exagero, dO MELHOR FUTEBOL DO CAMPEONATO BRASILEIRO!!!! Desta vez o ataque continuou infernal, meteu "apenas" 2, e se deu ao luxo de perder tentos que foi uma barbaridade, exatos 4 gols feitos!


Mas desta vez o time deixou a desejar. Pela segunda vez seguida, e apenas a terceira em 14 jogos, a retaguarda saíu ilesa, o que dei méritos para o sistema defensivo no jogo passado, hoje dou mais desméritos ao adversário. Pelo menos 1 vez o time rubronegro goiano fez a mesmíssima jogada pela esquerda que resoltou no gol do rubronegro carioca, neste ano, e que, no jogo seguinte, contra o alviverde de Campinas se repetiu. Desta vez, não saiu o gol, desmérito deles, e mérito para a calma de JEFFERSON para buscar a bola viva na pequena área. O goleiro selecionável foi tranquilo, não foi ameaçado, e qualquer lance de perigo era prontamente morto por ele, seja socando pelo alto, seja encaixando, seja nunca dando rebote, seja impedindo um cruzamento rasteiro no chão, mortal de qualquer forma, e que normalmente os goleiros esperam no gol, para evitar o que ocorreu com Barbosa x Ghiggia no Maracanazzo de 1950!


O ataque poderia ter sido melhor se os alas tivessem apoiado mais efetivamente. René Simões, um dos melhores técnicos do Brasil, embora pouco prestigiado, ao meu ver, que entende muito de tática e, principalmente, de motivação d atletas; tentou matar o time do BOTAFOGO naquilo que tem de melhor. Tão inteligente fora o René que botou 1 homem em Maicosuel (7), outro em Jobson (9), e outro no Somália (10). Normalmente não se bota marcação individual em um volante, mas René percebeu, no seu dever de casa, que a saída de bola se dá, prioritariamente, com Somália pela esquerda, que corre muito, com suas pernas compridíssimas. O time alvinegro ficou sem saída pelo meio de campo, e faltou justamente os alas saírem para o jogo, afinal, o time joga com 3 zagueiros para que os laterais subam sempre e sempre! Não subiram, e se não fosse o Jobson, sempre enfiado pela extrema direita, o time praticamente não chegaria ao ataque. E por falar em marcação individual, Joel errou, não pôs Marcelo Matos (8) ou Leandro Guerreiro (5) em cima de Carlinhos Bala, que ponteiro por natureza, fazia o homem do meio da trinca do 4-2-3-1, montado por René, e meio torto, já que muita gente marcava individualmente, mas que falhou principalmente na troca de passes - é a falta de qualidade técnica pesando nas costas táticas de René!!!!! -; o baixinho, embora fora de forma, e apagado completamente na segunda etapa, armou umas bolas que passaram pela linha de 3 zagueiros do BFR, faltando - justamente - qualidade técnica para os 3 atacantes do seu time matarem o jogo.


Mas como marcar o Mago e o Possesso? como parar Somália e suas pernas longas, como borracha, como molas? Este moleque outro do Botafogo - o time está cheio deles, que parece correr em câmera lenta, meio desengonçado, mas velocíssimo, parece que corre saltando, com suas pernas longas, cobrindo mais campo em 1 passo, ou antes um salto, do que muitos com dez e se esforçando, por isso parece se multiplicar em campo, parece ter mais fôlego que os demais: o campo é pequeno para as suas pernas longas, na sua corrida de antílope africano! Era a grande pergunta, a grã-dúvida, existencial de René - e que por conseguinte passa a ser a de todos os treinadores que enfrente este brilhante BOTAFOGO de Joel Santana, que varia constantemente de 3-4-2-1 para 4-3-2-1, e sempre termina em campo numa espécie de 4-2-1-2-1 - Simões: como parar Maicosuel, Jobson e Somália? Os dois primeiros não têm medo de encarar três adversários, de ir pra cima, de driblar, de driblar, de driblar - desconcertantes -, de passarem a bola - precisos como relógios -, de rodarem, de correrem o campo, de cair pelas extremas, de buscar e roubar bolas, de partir em velocidade - que zagueiro, que volante acompanham o Mago e o Possesso na corrida, quais, qual? -! E Somália, então, que vem lá atrás, que é o primeiro a chegar, tanto na defesa quanto no ataque; como marcar o garoto que rouba a bola atrás e a vem carregando; e que sempre parece estar lá para o rebote - tanto na frente quanto atrás -; que parece se multiplar, que parece transladar-se, como um fantasma pretinho! O 10 de sorriso brilhante, largo, feliz - com mil motivos para sê-lo -, fez seu segundo gol seguido, esticando uma bola praticamente perdida, metendo-a no cantinho direito do goleiro, uma bola que parecia andar com a mesma lentidão e cobrindo as mesmas largas distâncias quanto o seu dono; este memso 10 - ainda me dói as vistas vê-lo com a 10, ao invés de deixar esta camisa com o Lúcio Flávio mesmo, ou com o Jobson, que é quem mais a merece no momento - correu tanto que teve cãibras - e entrou Fahel, quanta diferença!


O melhor em campo, foi sem dúvida o Jobson*, fez um golaço, além de ter dado dois cruzamentos dignos dos melhores pontas-direitas de todos os tempos, dignos de estarem felicitando o imortal ANJO DE PERNAS TORTAS. No primeiro tempo, imitando Garrincha, entortou um zagueiro e cruzou na medida para Herrera, livre de marcação, de frente para o gol, cabecear para longe - primeiro dos gols feitos perdidos por ele. Alguém duvida que o Loco Abreu, especialista em cabeçadas, marcaria este gol? Poderia até perdê-lo, mas com Herrera, o quasi-gol, está virando crônico; o argentino, pode até ser o artilheiro do time - é o atacante titular e que mais jogou - mas a maioria dos gols foram de pênaltis. No segundo tempo, num ótimo cruzamento pela direita, Herrera faz o mais difícil, a jogada típica do matador, saíu de trás de dois zagueiros e, de carrinho, finaliza para o gol, com o goleiro batido no lance, resultado: quase gol? Eu vi o Loco Abreu fazer um gol destes, este ano, até mais difícil, pois foi antes do primeiro pau, e o Herrera pegou de frente ao gol, no seu segundo Hat-Trick no BOTAFOGO, este com os pés, apenas. Depois, em ótima saída de bola de Fábio Ferreira, que foi bem, apesar de alguns deslises menores, correu, no contra-ataque, parou, girou, e meteu a bola entre três defensores, para ter certeza que o Jobson, novamente na extrema direita, não ficasse em impedimento. O capeta, o possesso, o furacão, pegou a bola na lateral, correu como um louco, e meteu, outro cruzamento perfeito na medida, de manual de ponta-de-lança, para a alegria geral de São Garrincha, e para o desespero de São Heleno e São Quarentinha, Edno (11), sozinho, desacompanhado, sem ninguém, isoladamente, com todo o tempo e espaço do mundo, na marca da cal do pênalti, chuta no meio, de primeira, para a defesa, agradecida, do bom goleiro do Dragão. Goleiro que logo, porém, teria que encarar o Jobgol frente-a-frente, mano-a-mano, cara-a-cara: num contra-ataque, também de manual, o Mago faz de suas magias, e no limite do impedimento, lança a bola para o Jobson, passe perfeito, milimétrico, exato, para este endiabrado que sabe correr em vertical e em diagonal para escapar dos impedimentos e dos zagueiros, o garoto vai em direção ao gol, ignora solenemente Edno que entrava sozinho e gritava na centro-esquerda - quase que como dissesse: "já te dei um, tá na hora de mostrar como se faz gol!" -, samba, balança, sem tocar na bola, o goleiro treme, Jobson* dá um toquinho pra frente e frente e empurra para as redes, com o goleiro no chão, a la Romário-93 nas eliminatórias para a COPA FIFA USA-94, contra o Uruguai. É bem verdade que perdeu um gol de cabeça incrível - 4º gol desperdiçado pelo BFR, que contra alguns times farão e já fizeram falta -, um gol que outro atacante do time, especialista de área não perderia jamais; mas ele tem crédito, e muito, na verdade, para mim, ele poderia perder um gol deste por jogo, desde que acerte dois cruzamentos daqueles que fez hoje, e se ainda marcar gol, pode até perder mais outro!


Tirante a assistência de peito de Herrera para o gol de Somália, em outra bola cruzada pela direita, o argentino foi muito mal, tanto que fora substituído logo após dar uma assistência, o que normalmente dá sobrevida a alguns jogadores em campo. O 17 matou contra-ataques, não completou ataques. Vinha mal há alguns jogos, enquanto Edno - sempre criticado por mim - vem subindo, constantemente, de produção. Taticamente, acredito que Joel ainda prefira o 17 ao 11 para ter mais presença de área, embora não esteja funcionando tão bem, porque Herrera está mais fora do que dentro dela, mas tecnicamente, Edno esteja bem melhor, em forma, com ritmo. Acreditei que com o gol - de pênalti mal cobrado novamente - ele voltaria a subir de produção, não voltou. Ainda corre muito, ainda briga muito, ainda perde muito a bola, na verdade creio que ainda é titular pelo que fez no CARIOCA-10, que mesmo sendo o cobrador oficial de pênaltis do time - fez 5 gols de penalidade máximas, Abreu só 2 - e jogando mais vezes, foi o vice artilheiro do GLORIOSO na competição. Edno está em melhor condição técnica, mas também perde gols que é brincadeira, deve ganhar a titularidade em cima do argentino, embora pareça a sobra - enorme - do uruguaio sobre os dois, a aura de goleador de Loco Abreu deve pesar muito para que volte ao time depressa.


ADENDO: provavelmente é o único jogador que foi à copa e não voltou ao campo. Joel diz que não está em perfeita forma, igual a quando saíu, mas está em forma suficiente para ser titular da Celeste Olímpica? Acho que aí tem gato! Melhor dizendo, é a desculpa de Joel para matê-lo fora do time e não ter a "dor de cabeça" de ter que tirar Herrera do time, ou mudar o esquema tático para o 4-2-3-1, tirando um dos defensores (preferencialmente Alessandro) para ter a dupla sulamericana na frente novamente. O certo é que, não importa o esquema tático, tem que ter os 4 "pretinhos" do time: JEFFERSON-SOMÁLIA-MAICOSUEL-JOBSON, o resto só completa o prato, é como se diz: monta-se um time ao redor de alguns jogadores.

TÁTICA: Joel fez uma mudança significativa entre o time que venceu o galo mineiro semana passada e o que bateu o dragão goiano hoje: inverteu a posição de Jobson e de Maicosuel. Parece pouco, mas não é. No jogo passado foi visível o crescimento defensivo de Alessandro, jogando com o Caio (18) de ponta-direita à sua frente, correndo a ala inteira. Quando entrou em campo hoje, o menino fez o mesmo taticamente, jogando Jobson para o meio, deslocando Edno para a ponta-esquerda. O que isso acarreta: notemos que TODOS os lances descritos de perigo do BOTAFOGO foram pela direita, onde jogava Jobson*. O Mago, caindo pela esquerda, mas afunilando, afinal era o armador do time, não dava a mesma força na extrema esquerda, e Marcelo Cordeiro estava muito mal hoje, não apoiou direito. Se o Mago armou, criou, correu, driblou, lançou, e se Jobson* correu, driblou, cruzou perfeitamente, o time perdeu justamente o "facão" de Jobson, que caindo pela esquerda, trazendo para o meio, a la Robben, a la Messi - se bem que o 9 GLORIOSO é bem melhor que o 11 holandês -, chutando na marca do semi-círculo da grande área, é sempre um perigo ao gol. Mas que não fez tanta falta assim, porque a dupla 7-9 deu certo de novo. Com as mudanças do 2] tempo, o Botafogo perde a linha de três zagueiros e defende em duas linhas de 4, praticamente um 4-2-2-2, mas que não é um 4-4-2, mas um 4-2-4, como nos anos 60, porém com a volta dos pontas, que jogam quase de alas.


1º ARMAÇÃO DO TIME, ENTRADA DE TODOS OS JOGOS

3-4-2-1: JEFFERSON (1); ANTÔNIO CARLOS (3), FÁBIO FERREIRA (4), LEANDRO GUERREIRO (5); ALESSANDRO (2), MARCELO MATOS (8), SOMÁLIA (10), MARCELO CORDEIRO (6); MAICOSUEL (7), JOBSON (9); HERRERA (17)

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--3----------4------
--------5-----------
2-----8------------6
----------10--------
-------------7------
-9------17----------





2º ARMAÇÃO, TIME QUE TERMINA O JOGO


4-2-1-3: JEFFERSON (1); ANTÔNIO CARLOS (3), FÁBIO FERREIRA (4), LEANDRO GUERREIRO (5); ALESSANDRO (2), FAHEL (14), MARCELO CORDEIRO (6); CAIO (18), MAICOSUEL (7), JOBSON (9), EDNO (11)

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-----3------4-------
2------------------6
-----5--------------
-------------14-----
-------7------------
18--------9-------11