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domingo, 22 de janeiro de 2012

QUAL TERIA SIDO O ESQUEMA TÁTICO DE OSWALDO DE OLIVEIRA NO 1º JOGO DO ANO?


AZAR, MAIS AZAR, UM POUCO DE SORTE, SÓ ACONTECE COM O BOTAFOGO
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Loco Abreu fez dois. Deveria ter feito quatro gols.
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O Botafogo fez três gols. Poderia ter feito seis.
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Três bolas e meias na trava (o chute de Márcio Azevedo bateu nos dois paus e não entraram).
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Loco Abreu perdeu um pênalti (nas minhas contas é o quarto que perde no comando do ataque botafoguense) – embora, na minha opinião atacante só perde pênalti quando chuta pra fora, o goleiro defendeu: méritos dele, totalmente –. Numa cabeçada limpa, sem sair do chão, o goleiro salvou em cima da linha em seu contra-pé. No fim do jogo, uma cabeçada passou a um palmo do gol. Foi decisivo, ficou devendo. Leia isto, assista o jogo, decida você como julgá-lo.
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ERROS DEFENSIVOS
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O gol do Resende saiu, obviamente de um golpe de sorte. Mas credita-se a ela este gol? Não, é claro. Só faz gol quem chuta, só desvia na barreira quem consegue uma falta para bater. E como surgiu esta falta?
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Eis o ponto. Por duas ou três vezes no primeiro tempo Márcio Azevedo – que foi bastante bem ofensivamente, sobremaneira nos 45 minutos iniciais – foi pego fora de lugar. Mesmo posicionado na defesa, o lateral esquerdo estava à frente do atacante a quem deveria marcar. Disso surgiu a falta. Da falta saiu o gol.
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“Tudo pela falta de um prego”.
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RENATO + ANDREZINHO
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Em teoria, o esquema tático do Botafogo seria um 4-2-3-1. Mas a movimentação em campo, sobretudo dos centrais não parecia formar um W.
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O triângulo do centro com dois volantes, sendo um cabeça-de-área e um regista (armador) e um enganche (ponta-de-lança) à frente, alinhado com os dois wingers (usarei, doravante, o termo pontas), esta é a formação básica do W no meio-campo do 4-2-3-1.
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A movimentação dos centrais destruíam completamente este desenho. O futebol possui quatro momentos ou fases bem distintas. Um bom técnico é aquele que faz com que o time se movimente da forma mais eficiente possível, e ocupe os espaços da melhor maneira. As quatro fases do jogo de futebol são: posse de bola (ou ataque); defesa; transições ofensivas (contra-ataque) e defensivas (reposicionamento para evitar o contra-ataque).
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Quando o Botafogo tinha a bola, Renato – de quem se espera que venha até a defesa para fazer a saída de bola – avançava até o ataque, Andrezinho é que vinha até os zagueiros buscar a bola. Na verdade, Renato jogou mais à frente do que Andrezinho o jogo inteiro, pois quando o time defendia o 10 se alinhava ao 8 e ao 5.
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Essas trocas de posições entre Renato e Andrezinho foram essenciais para o primeiro gol do Botafogo.
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MAICOSUEL+HERRERA
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No segundo tempo, principalmente após a saída de Elkeson, o Mago foi deslocado à ponta-esquerda. Neste momento, a sua movimentação lembrou muito a movimentação de David Silva no Manchester City: defendendo aberto como winger, atacando centralizado como ponta-de-lança.
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Então, quando atacava, o Botafogo chegou a ter três meias-articuladores centrais. Andrezinho atrás, Renato pela meia-direita, Maicosuel pela meia-esquerda, Herrera na ponta-direita.
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Foi daí, da meia-esquerda que o 7 encontrou o gol livre, após rebote incompreensível do goleiro do Resende – que tinha ido, até aquele momento, muito bem no partida –, apenas para empurrar a bola para as redes.
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Quanto a Herrera, pouco se pode falar. No fim da temporada passada, ajudou a queimar Caio Júnior, reclamando da posição em que jogava. Quando, na verdade, o maior problema era ele. No ano passado, o 17 tinha toda a liberdade do mundo para entrar na área de gol toda a vez que a jogada fosse iniciada pelo meio ou pela esquerda – o que mais um atacante poderia querer? –.
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No primeiro jogo desta temporada ele entra de... ponta-direita, com liberdade para entrar na área de gol quando o jogo se desenvolvia pelo lado contrário. Recebeu uma bola limpa na zona de pênalti e finaliza – mais uma vez – muito mal. E numa jogada de ponta, bola na cabeça de Abreu, bola na rede do gol.
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A pergunta fica: quem é que está certo, ele ou os técnicos que insistem em colocá-lo na ponta-direita?
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MANUTENÇÃO DA BASE
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O lugar comum é elogiar a base do ano passado. Afirmação mais errônea impossível. Vejamos:
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Time base de Joel Santana, 2010 (3-4-1-2):
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Jéfferson;
Fahel, Antônio Carlos, Fábio Ferreira;
Alessandro, Marcelo Mattos, Somália, Marcelo Cordeiro;
Maicosuel (depois que se machuca é substituído por Renato Cajá ou Lúcio Flávio);
Herrera, Loco Abreu
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Time base de Caio Júnior, 2011 (4-2-3-1):
Jéfferson;
Lucas (Alessandro), Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Cortez;
Marcelo Mattos, Renato (não o mesmo do ano anterior);
Herrera, Elkeson, Maicosuel;
Loco Abreu
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Time base de Oswaldo de Oliveira, 2012 (4-2-3-1):
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Jéfferson;
Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Márcio Azevedo;
Marcelo Mattos, Renato;
Maicosuel, Andrezinho, Elkeson (Herrera);
Loco Abreu
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Isto é, mais de 60% do time que começou jogando em 2012 está junto, pelo menos, desde o segundo semestre de 2010 (quando Maicosuel foi reintegrado ao time). Outras peças estão em General Severiano desde a desastrosa campanha de 2009, como: Jéfferson (que chegou na 2º metade do campeonato brasileiro), Maicosuel (que jogou apenas o Carioca), Jobson (que também chegou durante o returno do Brasileirão e só poderá voltar a jogar após março).
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Não só são jogadores que conhecem bem General Severiano – sobretudo, que conhecem muitíssimo bem o Engenhão, casa Gloriosa desde 2007 –, o esquema tático também não é nenhuma novidade do Botafogo, e não falo do esquema de Caio Jr., não. Em 2009, o então técnico do time da estrela solitária, Estevam Soares, montou um time que no papel era um 4-2-2-2, mas na prática era um 4-2-3-1: Lúcio Flávio centralizado, Renato (não o mesmo de 2010, muito menos o atual) aberto na direita, Jobson aberto na esquerda, André Lima na área.
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Trocando e melhorando (quase) todos os nomes, o desenho permanece igual.
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CONCLUSÃO
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Muito cedo para se afirmar qualquer coisa sobre o time ainda – a não ser que precisa, e MUITO, calibrar a pontaria e treinar finalizações –. O time jogou, mormente no primeiro tempo e após voltar à frente do placar um futebol vistoso, de passes rápidos e movimentação constante – dos grandes, foi o que criou mais chances claras de marcar –. No entanto, dos grandes foi o único a levar gol – embora tenha ficado na média de gols marcados, nesse quesito, o pior foi o Vasco da Gama –, mesmo a defesa não tendo sido cobrada nunca contra o Resende: ficar de olho!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

VASCO X BOTAFOGO: QUANDO A EFICIÊNCIA (SEMPRE) VENCE OS JOGOS

Dois erros de saída de bola, dois contra-ataques, dois gols. Sem contar dois incríveis salvamentos do melhor goleiro do Brasil - um pênalti e uma defesa a la Banks!-. Este é o resumo da noite de domingo entre Botafogo - completamente fora da briga pelo título agora - e o Vasco.
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Num primeiro momento imaginei que o Vasco jogaria numa espécie de 4-6-0 (4-3-3-0), como o Botafogo de 1989 e a Roma de Spalletti, mas isso não ocorreu. Embora tenha sido difícil realmente de definir a posição de Diego Souza, jogou quase sempre de falso nove, função que não cumpriu bem.
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Pelo lado do Botafogo terrível jogo de Maicosuel, Elkeson, mas principalmente de Cortês, Herrera e Fábio Ferreira, os três responsáveis direto pelos gols.
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Os técnicos já descobriram como parar o Botafogo e se utilizam da mesmíssima estratégia desde a derrota para o Atlético goianiense. Com base em um 4-3-2-1 ou 4-3-1-2, os técnicos adversários montam duas barreiras de frente à área, uma primeira de quatro zagueiros e uma segunda de três volantes. Além disso, deslocam um ponta para as costas de Cortês, aproveitando-se do fato dele subir muito, voltar nunca e Marcelo Mattos não cumprir seu papel de cobertura decentemente, como mostra o campinho abaixo:
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Assim, a grande vantagem da equipe, o dois contra um na extremidade do campo - sobretudo na esquerda - desaparece. Um volante pega o Cortês, o lateral pega Maico/Elkeson, e ainda tem uma sobra de um zagueiro ou um volante pelo meio. O resultado é que eles têm que tocar para o meio e não encontram em quem fazer esse passe. A ausência de um 10 é notória aqui. Elkeson é ponta-esquerda, não ponta-de-lança. Ao pegar a bola ele irá pra cima do adversário, é o que faz, é o que sabe fazer. Mas nesse momento é necessário um passador. Alguém que se aproxime da extremidade para o passe e jogue de primeira e de segunda, no máximo, fazendo assim um 3x2. 
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Se o volante central tentar acompanhá-lo para impedir a superioridade numérica na ponta, abre o meio para a chegada de Renato que teria toda a entrada da área livre para o passe/chute ou, se tivesse a cobertura do terceiro volante, a outra ponta teria um 2x1 do ponta e do lateral contra o lateral adversário.
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Então o que falta, OFENSIVAMENTE, no Botafogo? Um verdadeiro 10 no triângulo central. O homem trazido para a função - Felipe Menezes - não está dando cabo da mesma. Nessas horas muitos sentirão falta de Lúcio Flávio, é o jogo perfeito para ele - e o típico jogo que costumava apagar e sumir de campo -. O Botafogo só conseguiu penetrar duas vezes na área, todas com levantamentos diagonais, e todas no primeiro tempo. Na primeira, Elkeson matou no peito e chutou em cima de Prass, na segunda, Herrera recuou de peito para Prass - vou descontar jogada parecida que Herrera chutou pra fora, ele estava impedido -.
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 Outra solução é a saída imediata de Herrera. Passou a semana inteira reclamando de jogar de ponta. Em torno dos 20 minutos do primeiro tempo, Caio Júnior mudou o esquema do time. De 4-2-3-1 passou a 4-4-2 (vide o campinho abaixo). Herrera jogou onde mais, segundo ele, rende, próximo a Loco Abreu. Não só sumiu do jogo, como o time piorou. A entrada de Caio na direita com seu drible em velocidade melhorou o time, em duas jogadas fez mais que Herrera em dois jogos inteiros, mesmo assim, Caio ainda não é suficiente. O que deve fazer muito botafoguense se perguntar: "E se na direita fosse o Jobson"? 
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É nessas horas que se espera, também, um Prof. Pardal. Mudar o time, qualquer mudança das mais loucas deve dar resultado. Mas o Caio Júnior, que é muito bom tático, ainda é muito deficiente nas mudanças de jogos. Só muda no mais óbvio e quase sempre quando não dá mais tempo. Saiu Marcelo apenas porque se machucou. A mudança de Herrera foi a pior. Só saiu depois do time estar perdendo por dois gols e levar um amarelo. Eu? O adversário tinha um atacante - ou dois, se contarmos o ponta direita como atacante, embora estivesse jogando mais de meia -, PARA QUÊ UMA LINHA DE 4? O óbvio nessa situação seria recuar Marcelo para zaga e liberar de vez Cortês e Lucas - de 4-2-3-1 para 3-3-3-1 -. Evitaria muitas surpresas nas costas dos laterais. Se Mattos machucou, trocasse-o por um zagueiro, Bruno Tiago só não foi pior em campo do que Herrera, Cortês e Fábio Ferreira.
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DEFENSIVAMENTE, onde o Botafogo tem mais errado? Como já foi escrito por mim várias vezes, no sistema de cobertura. Contra times de dois atacantes, como está sendo praxe se jogar contra o Botafogo, não é necessário uma linha de 4 atrás, pode se dar liberdade para Cortês como ele gosta. O problema é fazer a basculação certa. No primeiro gol, notem, os dois laterais estavam na frente ao mesmo tempo - o que não pode acontecer JAMAIS numa linha de 4 -, os volantes estavam sem fazer cobertura dos mesmos - o que não pode acontecer JAMAIS numa linha de 4 -, o Fábio Ferreira saiu jogando como líbero e soltou a bola nos pés do volante adversário - Fábio Ferreira como líbero não pode acontecer JAMAIS -. Daí o contragolpe na ponta-direita, o coitado do Antônio Carlos ficou sozinho contra 4 vascaínos. O jogador mais recuado a chegar no lance foi Lucas, o lateral direito, e o gol foi feito por um volante que chegou ATRÁS de Lucas.
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A basculação deveria ser simples, não entendo como o time continua errando isso, pois até não profissionais da área sabem como funciona (campinho abaixo). Mas, é claro, o maior erro é de Cortês que sai sempre - Lucas normalmente só sobe quando acionado por Renato - e fica parado olhando para ver o que acontece quando perde a bola. Veja na imagem que, se Cortês - ou Lucas - subir, os outros três zagueiros devem ir em direção ao espaço deixado, ou Mattos ir para esquerda, virando um falso lateral, deixando a frente da área para Renato proteger. É bastante simples e básico no futebol.
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Abraços a todos, nos vemos na próxima, SAUDAÇÕES.

terça-feira, 12 de abril de 2011

pré-jogo Botafogo x Avaí

football formations


A primeira leitura do time é um 4-2-2-2.

Caio Canedo - ponta natural - jogará como um ponta de lança, i.e., o armador, como no primeiro jogo do Botafogo dirigido por Caio Jr.

Com a descida de from éVerton - ala esquerdo - e o avanço natural de Caio para a esquerda, nós teríamos um 4-3-3, que é a forma natural dos jogadores em cmapo.

Defendendo, o time agiria como um 4-2-3-1, com o Argentino Herrera bloqueando o lado esquerdo do adversário.

o gigante Uruguaio, Loco Abreu, fará o papel de pivô, caindo pelo meio do campo, ajudando na criação de jogada com seus passes precisos e visão de jogo inteligente.

football formations

Silas, técnico do Avaí, pretende formar seus 11 num 3-5-2, mas que no Brasil significa: 5-3-2.

Silas tentará parar o time do Botafogo pela vantagem numérica na defesa, com 3 zagueiros e 2 volantes no meio.

À primeira vista, seu time teria alguma superioridade contra uma formação em 4-2-2-2.

TODAVIA, o time do Botafogo parece jogar bem aberto, o que é incomum nesta formação. Herrera e Éverton como extremos mudariam a posição dos defensores.

Se o Botafogo defende em 4-2-3-1, parará a progressão dos alas do Avaí.

A formação mais perigosa para o Avaí seria quando Caio Canedo vira um terceiro atacante, atuando bem aberto. O 4-3-3 quebraria completamente a formação 3-5-2.

Mas a superioridade em tática deve ser assegurada na técnica e no campo, jogando o jogo.

sábado, 5 de março de 2011

ALGUÉM TEM QUE VENCER

“Alguém tem que ceder” é o título de uma boa comédia cinematográfica. E poderia ser o título de uma boa mudança na história recente do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS. Talvez com uma pequena alteração: “Alguém tem que vencer.” Neste caso, olhando as notícias de “informações vazadas de bastidores”, a luta seria entre Joel Santana e algumas “lideranças do grupo”. Quem? Será alguém que, no penúltimo jogo do BFR no BR-10 pediu para sair de campo por nitidamente não estar jogando – o time tão enfiado atrás que a bola simplesmente não chegava na frente –, alegando que era jogo para outro tipo de atacante. E era mesmo, um atacante que fosse ao meio, buscasse a bola, arrancasse, driblasse três, quatro marcadores e concluísse a gol. Talvez um jogo para Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, não para um definidor, um monstro da grande área, mas não um virtuose da bola.
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Depois de jogar mal todo um final de brasileirão, uma péssima Taça Guanabara, perder para o River Plate-SE, jogando sempre como o coadjuvante, jogando sempre amedrontado, se apequenando tanto taticamente – reduzindo a sua presença no campo aos primeiros 40 metros de sua defesa – quanto moralmente – retranca contra tudo e contra todos, sempre o pequeno, sempre o ameaçado, sempre o fraco, sempre o acovardado –. E assim seguia em frente o time, joelizado.
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Mas depois de 13 meses, com pelo menos oito de um ótimo trabalho, seguidos por um tempo enorme de contestação – todos percebiam que o time poderia já se soltar, procurar na sua luta a superioridade – culminada na derrota em Sergipe. Ou Joel mudava, ou mudavam Joel. Alguém venceria esta luta, pelo bem ou pelo mal.
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O problema, parece-me, nunca fora Joel, os atletas parecem gostar da sua pessoa, do seu jeito boleiro. Mas os seus métodos não mais funcionavam, sua estratégia não era mais vencedora: funcionou quando todos o subestimavam, subestimavam a garra dos guerreiros alvinegros, quando subestimavam um cara estranho, meio desengonçado, que parecia ser atacante de bolas aéreas – e ele começou a fazer golaços com a bola nos pés, chegando a uma marca de 7 gols em 7 jogos, até o time parar –. Até o time parar funcionou, e parou porque pararam de subestimar, parou porque a estratégia era única e simples – e fácil de ser batida –, parou porque os guerreiros jogavam cada jogo a 120% , e quem quer ser campeão tem que jogar a 70-80%, guardando forças, para nas partidas decisivas, nos clássicos, ter aquele gás a mais para dar 120-130-150%. O BFR não podia mais fazer isso na reta final, pois a gasolina foi queimada no início. É como será a Fórmula 1 este ano, com a volta do KERS, quem usar a energia extra na hora errada será ultrapassado, quem souber usá-la para atacar na hora certa ultrapassará.
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No jogo de volta contra o time sergipano pela Copa do Brasil eu fui incapaz de precisar se o time jogava no 4-2-2-2 ou 4-2-3-1, pois a posição inicial de Caio variava muito. No jogo contra o Volta Redonda neste sábado carnavalesco foi nítido o esquema utilizado pelo Natalino. Depois de passar todos os anos 90 do século passado no 4-4-2 brasileiro (4-2-2-2) tão amado pela torcida, e a década passada toda no 3-5-2 brasileiro (3-4-1-2) tão odiado pela torcida, Joel Natalino Santana finalmente chegou ao século XXI. Novo Milênio, estamos aí. Hoje, quando o adversário estava com a bola, a linha de 3 (Everton (11) pela esquerda, Cajá (10) no meio e Caio (9) pela direita, e diferentemente da maioria dos times que joga com linha de três meias, o BFR joga com meias abertos no “pé certo”, o canhoto na esquerda, e o destro na direita, da mesma forma que Joel armava o seu 4-2-4 quando partia para cima de forma desordenada no segundo tempo do brasileirão-10, com Caio na direita, Herrera e Abreu no meio e Edno na esquerda) ficava extremamente definida, e postada bem próxima para uma boa linha de passe. Com a posse de bola, Caio era o que mais aprofundava – na movimentação que me confundiu no jogo anterio –, o nosso winger (meia-extremo) direito subia com vontade e jogava como um ponta, e graças à ótima atuação do jovem Lucas (2) – para mim o melhor do jogo, seguido, em minha opinião, por Bruno Tiago (7): corretíssimo na defesa, passes primorosos na frente –, as ultrapassagens funcionaram muito bem.
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Infelizmente ainda não vi um time treinado, de movimentação constante, com a aproximação entre as linhas (os dois volantes aproximam dos 3 meias para dar a saída de bola e opção de passe, e estes do avante para não isolá-lo, que volta se aproximando dos meias para abrir a defesa e criar jogadas de gol). Obviamente Herrera não é Loco Abreu, que faz o pivô de forma brilhante e volta bastante, rolando a bola em passes de primeira, do meio para as extremas. Reafirmo categoricamente: JOEL BOTOU O TIME NO ATAQUE COM GENTE, NÃO COM ESTRATÉGIA.
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Mas funcionou. Primeiramente a proximidade dos jogadores da 3º linha propiciou trocas de passes da esquerda para o meio onde se encontrava Caio, o jogador mais à direita, nisto ele puxava a marcação do lateral esquerdo e, numa boa inversão de jogo, deixou Lucas livre para avançar em velocidade por pelo menos 40m, e chegando à linha de fundo, num drible de deixar São Garrincha orgulhoso, entrou na área, obrigando o defensor, vendido, a derrubá-lo. Pênalti claro. Herrera (17) cobra muito forte e mal, o goleiro espalma e a estrela de São Quarentinha põe pra dentro. E praticamente acabou-se a participação do argentino no jogo.
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Novamente a linha de 3 funcionou no lance do segundo gol. Uma das obrigações do 4-5-1 é justamente a troca constante de posições entre os extremos e o armador, além das saídas do centro-avante da área para a criação de vácuos dentro desta, onde se pode ingressar um companheiro. Neste movimento, Herrera na esquerda, Cajá no meio, Caio entrando na área, após batida de lateral e troca de passes entre Lucas e Éverton, e um ótimo cruzamento do canhoto – totalmente entortado pela posição –, Caio sobe só, na marca do penal e cabeceia como manda o manual de Dadá Maravilha: queixo no ombro. Bola no pé da trave e dentro.
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Então vamos aos erros táticos – muitos deles – da equipe alvinegra. O primeiro gol saiu de um lance fortuito – e bem executado – do lateral direito do Voltaço – registro aqui que não sei se o epíteto do time aurinegro, hoje todo de branco, escreve-se Voltasso, como seria de se esperar, ou Voltaço, em homenagem à siderúrgica nacional, CSN, que lá se instala, prefiro a última opção –, que não foi marcado pelo Éverton, passou como quis de um Antônio Carlos (3) meio desligado, e com liberdade chutou forte ao gol e foi defendido por Jéfferson (1) que a esta altura já tivera feito pelo menos mais duas boas defesas. No bate-rebate, ninguém tira, um atacante chuta como dava, Lucas tenta salvar e bota mais para dentro ainda. Primeiro erro: não combatividade de Everton lá na frente permitiu um avanço tão forte do lateral; erro segundo: o que o zagueiro central – que joga pela direita da área – estava fazendo na lateral esquerda?; terceiro erro: onde estava o lateral esquerdo?.
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Estes três erros se repetiram no 2º gol do Voltaço. Após defesa fantástica de um chute de fora da área – Jéfferson não só defende muito, ele defende bonito!!!! –, numa cobrança de escanteio mal rechaçada, o mesmo lateral direito aparece só, tendo toda a área esquerda para pensar, olhar, decidir e cruzar a bola no segundo pau, na cabeça de um zagueiro de 1,95m. Nem São Jéfferson defenderia esta. E é claro, o capita teve todo o direito do mundo de reclamar da sua defesa: QUE BURACO ERA AQUELE NA ESQUERDA????. Foi-se para o intervalo.
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De todas as qualidades Natalinas, a sorte parece ser algo realmente acima da média. Pouco antes do intervalo, um jogador do Volta Redonda teve que dar um tapa no rosto de Antônio Carlos, assim por nada, numa jogada sem qualquer finalidade prática. Resultado: expulsão imediata, certíssima. Como, mais tarde, um outro jogador do aurinegro de branco pisou covardemente na perna de Bruno Tiago, podendo quebrá-la, e não foi expulso. Com um a mais, o BFR que tomava novamente sufoco de um time pequeno, começou a ganhar terreno – e mesmo assim ainda levou o segundo gol!!!! –.
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O jogo reinicia, o time vai pra cima, e repetindo o que fez na primeira etapa – com um gol logo no início do jogo e o segundo antes dos 15” –, “comete” um gol antes dos 2 minutos. Num bom escanteio de Éverton, Rodrigo Mancha (5) sobe mais que a defesa e cabeceia mal, a bola cai – olha a sorte aí – de volta ao seu pé, ele sem olhar para onde, bate para onde apontava o nariz, meio que de bico, meio que de peito de pé, e não é que a bola entra. Melhor.
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E com um a menos, o Voltaço vai para cima, tentando novamente o empate, Jéfferson defende uma à queima roupa, e no rebote, o 18 do Volta Redonda cabeceia, sozinho, com o goleiro no chão e sem marcação, para fora. Perdeu gol incrível. Melhor.
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Por fim, novamente o simples posicionamento dos jogadores, mesmo sem uma estratégia formada e treinada – o que mostra como apenas uma escolha de jogadores certos no esquema certo já é um grande auxílio para a vitória –, e sua movimentação mostraram-se fortemente efetivos. Com o recuo do extremo-direito em direção à Bruno Tiago – jogando perfeitamente como volante-armador, posição que os ingleses chamam de box-to-box (Gerrard, Lampard), os italianos de regista (Pirlo) e os argentinos de carillero (Cambiasso) –, abrindo um buraco enorme entre os zagueiros e o lateral esquerdo, e com uma ultrapassagem precisa de Lucas no canto direito, o 7 mete uma bola precisa no vácuo, o 2 tem todo o tempo do mundo – e toda a área esquerda onde o Volta Redonda fez e desfez na defesa alvinegra – para matar a bola, levantar a cabeça, ler o jogo e rolar uma bola que gritava: “FAZ, FAZ, FAZ!!!”, para que o jovem Alex desencantasse como profissional.
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Bem na defesa, velocidade no apoio, uma assistência, um pênalti cavado, renovação nas esperanças do botafoguense que o “Presidente” comande do bureau, não dentro do campo, Lucas ótimo. Bruno Tiago também está mandando no meio. Fica a briga pela posição de volante de contenção. A lateral esquerda está muito mal, Márcio Azevedo (6) tem velocidade, é driblador – embora sempre tente o mesmo golpe: o drible da vaga, ou meia-lua –, que dá certo quando ele se aproxima, mas tão nervoso como está, tão afoito quanto anda, está dando o golpe de muito longe, permitindo que o adversário tome a frente. Mas o cruzamento não sai um certo, e defensivamente está apagado, só lembrar que os dois gols saíram do lado dele.
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Aparentemente, para quem vê de fora, as conversas que a diretoria teve com jogadores em separado, com Joel Santana em reservado, e um certo almoço de três horas entre um certo centro-avante que não jogou por estar machucado e o gerente de futebol deram certo. Quem cedeu – e quanto cedeu – não sei e não me importo. Posso afirmar, no entanto, que sei quem venceu: não foi o Papai, o General, nem foram as “lideranças do grupo”. Quem venceu foi o BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS. Nisto eu tenho certeza, tanto quanto boto fé em São Didi!!!
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O BFR ganhou hoje PORQUE FEZ MAIS GOLS, QUEM NÃO LEVA SÓ EMPATA. 7 VITÓRIAS, NO FUTEBOL, VALEM MAIS QUE 20 EMPATES.
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Default do BFR até as mudanças de Joel, onde Márcio Rosário (4):
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G------------------1-------------------
D----------3------------4---------------
D-2-----------------------------------6-
M------------7---------5----------------
M----9-----------10---------11--------
A------------------17-------------------

quinta-feira, 3 de março de 2011

(IN)DEFINIÇÕES: TÁTICAS, TÉCNICAS, SUOR E SORTE

O que define um jogo de futebol? É a tática, é a técnica, é a raça? É tudo isso junto? É a sorte? Para os times comandados por Joel Natalino Santana – ou pelo menos este Botafogo – é a sorte quem define os resultados.

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Joel é um homem inteligente. Usa de um sofisma brilhante para sua auto-promoção: Quando questionado sobre o seu rendimento no clube, cita de pronto o fato de ter sido o treinador da equipe que menos perdeu. E ninguém o contradiz, mostrando que o BFR foi uma das equipes que menos venceu, na verdade, empatou metade dos jogos de uma liga inteira. E como eu sempre reafirmo: 7 VITÓRIAS VALEM MAIS DO QUE 20 EMPATES. Se Joel se preocupasse menos em perder e mais em ganhar não seria tão questionado. Poderia ter perdido 12 das partidas que empatou e ganho as outras 7 disputas, e ainda assim terminaria o campeonato com 9 pontos a mais, dentro da Libertadores e lutando pelo título até a última rodada.

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Mas Joel é inteligentíssimo, ninguém o questiona no seu sofisma. A não ser a torcida – ou parte da –. Pelo menos desde que perdeu a sua tão gloriosa invencibilidade em casa – mesmo que esta invencibilidade mascarasse as pouquíssimas vitórias em seu próprio domínio – para os reservas e juniores do Internacional jogando de forma covarde. Daí sua covardia tornou-se insuportável. E quando, jogando no mando do Grêmio, precisando vencer para ir a Libertadores, Joel escala 3 zagueiros, 3 volantes e leva de 3 gols, sua situação no clube ficou periclitante.

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Armando mal, para numa mexida – as mesmas de sempre – parecer que venceu o jogo na sua capacidade de lê-lo e modificá-lo; Fazendo mistérios – e anunciando-os – para sempre escalar os mesmos do mesmo jeito; Prometer mudar a equipe, mas entregá-la mesma e igual. Joel precisa perder para aprender. Mas perdeu em casa para reservas e juniores e não mudou. Perdeu – e feio – a vaga nas Libertadores e não mudou.

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Joel é sempre o mesmo e não muda.

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A sua desculpa é sempre o resultado etc. Resultado é fútil, o que importa é sempre o desempenho – este traz sempre a reboque o resultado –: jogando-se bem ganha-se os jogos, pode até perder – a perda é um momento normal da natureza –, mas se perde como campeão. Jogando mal e vencendo um dia se perde, e quando se perde...

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Digamos a verdade: quem sente falta da seleção de Dunga, ou de Lazzaroni? Alguém ficou realmente sentido pela perda, achando-a um absurdo, um sacrilégio? O argumento contrário é a seleção de Telê Santana. Ora, no mundo todo se celebra esta equipe, sua escalação é sabida de cor por muita gente, quantas pessoas lembram-se de todos os jogadores da Itália-82? A Hungria de 54 é celebradíssima, alguém sabe para quem perdeu? Ah, tá!, está nos anais da Copa do mundo, um detalhe poucas vezes lembrado – e quando é, sempre com as maiores teorias de conspiração da história do futebol, ficando a frente até da copa da Argentina-78 (até onde eu saiba, a copa-98 só é questionada no Brasil) –. E a Holanda-74? Esta só caiu para uma equipe tão boa quanto, com monstros sagrados das 4 linhas nos dois lados do campo.

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Não à toa o time de 2007 ainda é lembrado – com admiração por alguns torcedores de melhor memória, e com chacotas pelos adversários pelos “chororôs” –, time que perdeu mais para si mesmo – rachas internos, falta de dinheiro, individualismo e estrelismo acima do coletivo – do que por qualquer outro motivo tático-técnico.

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Se o time atual, aparentemente, não apresenta os mesmos rachas e estrelismos, o mesmo não se pode dizer do trabalho tático-técnico, se comparado ao “Carrossel Alvinegro”. Joel cobra atitude, ataque, mas isso é impossível no seu esquema. No Brasil, o 3-5-2 é jogado com 3 zagueiros e 2 laterais soltos, que ao defender voltam para a linha de defesa, na prática é um 5-3-2. Tirando todas as falhas táticas que o 3-5-2 apresenta – que não irei citá-las neste momento –, a melhor forma de se apresentar este esquema é com wingers de verdade (cuja tradução literal seria ala, posição tática que no Brasil significa lateral solto, não um meia-extremo que fecha o meio de campo pelos lados e ataca como um ponta), não como fazemos aqui. Assim, ao invés de um 3-4-1-2, teríamos um 3-2-3-2 – praticamente o esquema tático da Hungria-54, um MM –. É difícil mandar um time ter atitude vencedora e atacar se 7 de seus homens encontram-se na linha defensiva, com um ponta-de-lança que terá que conduzir uma bola por mais de 30-40 metros e dois atacantes isolados na frente. O 3-5-2 nasceu reativo – como predador natural do 4-3-1-2 e o 4-2-2-2, e também acaba funcionando bem contra o 4-4-2 em duas linhas pela flutuação do enganche entre as estas – e está moribundo como esquema reativo: o seu estilo de jogo é o contra-ataque. Por isso, o botafoguense acostumou-se a levar pressão de Flamengo, Fluminense, Vasco, River Plate-SE, e todos os mini-clubes cariocas. É a sua natureza, mandar ir pra frente quando o time é posto atrás é, no mínimo, incoerente.

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Assim, precisando vencer, e bem, Joel troca um zagueiro por um meia. Por incrível que pareça, para Joel, o 4-2-2-2 é um esquema ofensivo, ou até mesmo muito ofensivo, quando na verdade, como se diz no popular, “nem fede, nem cheira” – por algum motivo ou campanha difamatória, acredita-se que o 4-3-3 é muito ofensivo, o que, de alguma forma, parece significar pouco defensivo, ou inconsequente, como se atacar e fazer gols não fosse o motivo de existir do futebol, e ainda que se perde o domínio do meio campo; só que esqueceram de avisar este detalhes técnicos para o Barcelona, uma das melhores defesas do mundo, ao Porto, ou ao Santos de Dorival Jr.! –.

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O que parece óbvio é que com 4 atrás se tem a opção da basculação, fazendo a subida dos laterais de forma alternada, ou usando o “método holandês”, como faz o Barça, por exemplo, um lateral que nunca ataca – Abdal – e um que fica mais livre para subir – Daniel Alves –. Ou pode fazer no “jeitinho brasileiro”, isto é, prender um volante na frente da linha de zaga e liberar os dois laterais ao mesmo tempo. Ao invés de 3 zagueiros, 2 zagueiros mais pelo menos uma auxiliar – ou lateral-base ou volante –. No BFR com 2 zagueiros, esta foi a função de Rodrigo Mancha (5), fazer a base para a subida dos laterais.

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Estes últimos foram os opostos, como o “Presidente” Alessandro (14) “bancado”, Lucas foi um dos melhores em campo – coroado pelo penal final da classificação – vestindo a 2, já Márcio Azevedo (6) precisou sair para ser preservado das vaias. Bruno Tiago (7) muito bem, assim como Éverton (8), embora este tenha oscilado um pouco no início do jogo e saído de campo machucado, dando lugar a Alex (11) que não foi bem – embora o gol que tenha “perdido” foi total mérito da defesa do goleiro do River Plate-SE –. Herrera (17) muita raça e péssimo tecnicamente, jogou fora duas possíveis assistências primorosas, uma de Lucas que ele conseguiu encobrir a trave estando sozinho e sem goleiro, outra num passe dos lampejos de 10 top mundial de Renato Cajá (10), em que sozinho, de frente ao goleiro fez o mais difícil de forma mais errada possível. Caio (9) oscilou bastante também. Já a defesa esteve praticamente impecável – talvez pela pouca ofensividade dos nordestinos –, Jéfferson ainda fez pelo menos uma defesa difícil – de praxe, afinal, o emprego de Joel é garantido pelas mãos do nosso 1 –, “botou pilha” nos cobradores de pênalti sergipanos, e acertando dois cantos – melhor dizendo, lendo perfeitamente a posição de chute dos atacantes –, os obrigou a chutar para fora; Antônio Carlos (3) foi bem atrás e atrapalhou o goleiro no gol contra, convertendo o seu pênalti – o que faz questionar, por que ele não bateu contra o rubro-negro, e sim o Somália? –; Márcio Rosário (4) deu menos sustos que o normal – ou quase nenhum – e novamente acertou o seu penal – embora eu ache que ele não pegou na bola como queria –.

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A vitória veio, num gol contra, chorado e tosco. Quebrou-se uma “maldição” de pênaltis, os jogadores vieram abraçar um Joel Santana emocionado. A pergunta fica: A classificação mascarará o fato do BFR NÃO TER FEITO 1 GOL SEQUER NO RIVER PLATE-SE? Que jogou de igual para igual, em 180 minutos, com um time de 4º divisão – como joga de igual para igual contra todos os times do Rio, seja nos clássicos ou nos jogos contra os mini –?

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Isso sem contar os erros dantescos – mais deles – cometidos por Joel: 1. Loco Abreu era o capitão com a lesão de Marcelo Mattos – embora a torcida preferisse o 13 ao 8 –, depois de Abreu, o capitão sempre foi o Jéfferson – na pré-temporada, os dois “disputavam” a braçadeira –, mas no jogo de ida no NE, sem maiores explicações, Herrera apareceu como capitão, embora saibamos da raça argentina do argentino, que característica de liderança ele apresenta além de destempero e passar o jogo todo discutindo com o árbitro? Neste jogo de volta no Rio, sem el Loco em campo, e sem explicações, Herrera não é mais o capitão, e sim Jéfferson! Essa troca constante de capitães demonstraria alguma coisa interna, ou somente que Joel não tem critério algum? 2. Depois de um passe açucarado e maravilhoso de Cajá para Herrera, e este perder mais um gol feito, Joel troca o 10 por Fabrício (19), sem que ninguém entendesse, ganhando vaias e o epíteto de Burro. O 19 tocou na bola? Duas vezes, uma para errar um passe e outra para botar a bola para a lateral. 3. O time foi posto para frente com gente, não com estratégia, o time está tão joelificado que continuou esperando o adversário atrás para contra-atacar, isto é, esperou um time que não precisava ir pra cima, tentou contra-atacar um time que não QUERIA ATACAR. Como confirmação do que afirmei no 10º parágrafo, o catenaccio interista da década de 60 (bi-campeão da Liga dos Campeões) era na base do 4-3-3, mas totalmente retrancado, reativo e jogando na base do chutão e do contra-ataque: ter 3 atacantes não torna o time mais ofensivo, o que faz isso é a estratégia do treinador – que muitas vezes parece inexistir em alguns momentos, ou jogos, do BFR –. 4. Houve uma indefinição de posicionamentos. Inicialmente eu não consegui definir se o time jogava no 4-2-2-2 ou no 4-2-3-1, por causa da movimentação de Caio, que muitas vezes aparecia muito atrás da linha da bola, pela direita, algumas vezes até invertendo de posição com o lateral direito Lucas – uma ótima estratégia, praticamente inventada no Botafogo pela dupla Zagallo-Nilton Santos –, mas seus melhores momentos foi no pé da grande área à direita, como um ponta clássico, driblando e passando e chutando num espaço de 5 metros. Mas esta indefinição de Caio não é problema, pois seu posicionamento mais adiantado ou mais recuado depende muito também da reação do lateral direito adversário: se este sobe, Caio defende, se ele fica tímido, Caio não precisa voltar. O maior problema foi quando Caio aparecia na esquerda, o que seria ótimo se houvesse uma inversão de lado com o Éverton ou com o Herrera, o que não aconteceu, entulhando o campo de gente na esquerda – já que Cajá, por natureza, cai sempre para este lado –. Herrera foi outro problema, às vezes isolados lá na frente pelo recuo de Caio, o 17 não tem técnica suficiente para fazer o falso-9 – como Messi, Van Persie, além de Rooney, Tévez, Cristiano Ronaldo e Ronaldo Assis quando os seus times necessitam desta mudança tática –, nem é pivô para aproximar dos meias e fazer troca rápida de passe para ultrapassagens – como Loco Abreu, Liédson, Ronaldo Nazário na sua volta em 09 –. Herrera é segundo atacante, condutor de bola que vem de trás, e atualmente numa péssima fase técnica. Para jogar com dois atacantes de movimentação, talvez a melhor opção fosse o 4-3-1-2, para que o ponta-de-lança chegue de trás e preencha o espaço vazio no centro do ataque e sirva os dois companheiros com passes cruzados na área, assim Cajá jogaria de enganche com Éverton sendo o carrillero pela esquerda. Perdido na frente, com pelo menos dois gols perdidos, Herrera talvez tenha sido um dos piores jogadores titulares do time – o pior com certeza foi o Márcio Azevedo –.

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No mais o mais do mesmo. A estrela brilhou, o time ganhou vergonhosamente ao estilo Joel. Joel que tem medo de atacar e fazer 2, 3 gols e levar 1, mas que fica sem saber o que fazer quando o time entra com 2 volantes e 3 zagueiros e leva gol – como na semifinal da Taça Guanabara – e aí enfia meias e atacantes sem estratégia alguma, pior, fica totalmente perdido quando entra com 3 volantes, 3 zagueiros e leva 3 gols. E então, Joel Natalino Santana, o que se faz?

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NO FUTEBOL, GANHA QUEM FAZ MAIS GOLS, QUEM NÃO LEVA SÓ EMPATA.

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NO FUTEBOL, 7 VITÓRIAS VALEM MAIS DO QUE 20 EMPATES.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

CLÁSSICO VOVÔ: UMA AULA DE ATTACKING PATTERN

CLÁSSICO VOVÔ: UMA AULA DE ATTACKING PATTERN
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O advento irremediável do 4-2-3-1 e todas as suas variantes – sistema estremamente vencedor desde que surgiu, segundo Jonathan Wilson, na Espanha e logo no seu primeiro ano deu o título mundial de juniores à Portugal em 1990, e campeão do mundo em 1998, 2006 e 2010 – vem aparentemente com o fim do centroavante de referência em detrimento ao falso nove, jogador que sai da linha de frente para ajudar na armação, como Totti fazia na Roma no meio da década passada, ou algumas tentativas do Manchester United com C. Ronaldo como homem de referência, posição que o 7 repetiu na copa do mundo de 2010 por Portugal e hoje em dia é testado por Mourinho no Real Madrid. Na prática, o 4-2-3-1 vira um 4-2-4-0.
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As constantes movimentações requerida aos novos centroavantes do 4-2-3-1, juntamente com a nova lei de impedimento, que joga a linha de defesa mais perto da área – o que impossibilita as jogadas que transformaram Ronaldo Nazário no melhor do mundo em 1996-7, saindo de trás da linha de defesa quase no círculo central –, a melhor preparação física e nutricional, e o melhor treinamento tático das defesa, diminuiriam o erro, e o centroavante é jogador que joga no erro do adversário, nas brechas das defesas, no descuido do adversário – o centroavante cujas maiores características são o posicionamento, a cabeçada e a finalização –. O centroavante é um cadáver em campo, um cadáver matador.
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Os dois times hoje provaram que esta tese está errada, ou melhor, que sistema é sistema, estratégia é quem ganha o jogo. Muricy Ramalho montou um time no papel no 4-2-2-2, com Fred e Rafael Moura na linha de frente. O time, em tese, deveria ficar bem pesado e refém do 3-5-2 de Joel Santana – o 3-5-2 não é, ao meu ver, um sistema, mas um anti-sistema, é um predador proposto para times que jogam no 4-2-2-2 ou no 4-3-1-2 –, mas não aconteceu. Na prática, o time variava pro 4-2-3-1, com Fred (9) fazendo o falso nove – como Messi no Barça –, Rafael Moura (10) isolado na frente – a pior situação possível para o 3-5-2 é jogar contra adversários com apenas 1 atacante, ficando com 1 sobra dupla e perdendo o meio de campo e as alas –, Souza (7) de extremo direito e Conca (11) na extrema esquerda. O time de Joel continuava com nenhuma inovação tática, mas com uma melhora substancial na parte técnica: Somália (16), cada vez pior, nem foi pro meio nem pra esquerda, Bruno Thiago (7) voltou ao campo – o menino na base era meia direita, no profissionais só tinha espaço como volante, aprendeu a fazer a marcação e a roubada de bola, como um carrillero argentino, ou um box-to-box inglês, como Ramires e Elias, defende atrás, parte com a bola dominada até a área adversária (daí o nome em inglês, “área-a-área”), e numa arrancada dessa conseguiu o pênalti duvidoso convertido por Loco Abreu (13) – e Márcio Azevedo (6) jogou na posição em que foi contratado par fazer.
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Num jogo tão truncado a vitória só a bola parada poderia ganhar, aí entra o centroavante à moda antiga, criado para jogar em duplas, recebendo a bola, como Loco Abreu, Fred, Rafael Moura e Herrera (17). Numa falta, Renato Cajá (10) abriu o placar para o alvinegro. Até aí tudo bem, é uma das funções do 10, ser um kicker. Mas quem melhor aproveitou a bola parada – ou foi melhor treinado para – foi o tricolor. O time das laranjeiras teve um escanteio, Rafael Moura, o He-man, sai da zona morta e cabeceia antes do primeiro pau, como ano passado Washington, o coração-valente, fez alguns gols assim, jogando no mesmo lugar que o louro hoje. Numa falta, a defesa erra, Fred dá uma casquinha pra trás, Jéfferson faz um milagre, mesmo deslocado do lance, e Rafael, talvez em impedimento, bota pra dentro, Jéfferson ainda quase salva. Dois gols de centroavante puro. Loco Abreu teve duas chances de pênaltis, e na primeira cavadinha perde, na segunda humilha. Jogo empatado em 4 lances do bola parada. É a tese que as últimas copas do mundo vêm mostrando, a bola parada é o que mais decide em jogos de alto nível, e que jogão foi!
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Mas este texto é sobre manobras de ataque. 4-2-3-1, 3-4-1-2, são 4 números que dizem onde os jogadores estão, mas não como se movimentam, nem como se organizam estrategicamente. Tomemos o exemplo do 4-2-3-1, sistema extremamente mutante. Esta é a posição original, mas a estratégia do técnico pode fazer com que o time se feche em um 4-1-5-0, ou vá pra cima no 4-2-1-3. Duas forma de jogar diferente, retrancado ou avançado, mas partindo da mesma disposição inicial. Vamos falar de três jogadas lindíssimas do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS, em que uma delas chegou-se ao gol da vitória, e que prova como um centroavante às antigas, desde que de alto nível, poderia jogar no novo sistema da moda.
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Como observação à esta última proposição, ainda sem comentar as três jogadas supracitadas, lembremos da dupla Loco-Cajá, ainda no primeiro tempo. Se o centroavante clássico necessita da dupla, de um servidor – seja ele um ponta clássico ou um lateral que lhe cruze a bola, seja um ponta-de-lança, um outro avante ou um enganche –, este pode muito bem ser o meia-central do 4-2-3-1. Em certo momento, com o time ganhando, Cajá que estava péssimo ganha confiança com o gol e começa a bater de longe, aproveitando-se de sua qualidade de kicker. Ao receber a bola de costas para o gol, na sua movimentação natural do centro para esquerda, faz o pivô num belo toque lateral com o calcanhar, Cajá mata e bate, a bola vai na junção da trave-traveção. Se o centroavante faz este pivô, vindo da frente pro meio, abrindo espaços, saindo da frente da área para a entrada do enganche, como Guivarc’h na França-98 e Henry na mesma França, mas em 06, ou até mesmo, para quem viu ao vivo, Serginho “armava” para os três meias que vinham de trás em 82 – Falcão-Sócrates-Zico –.
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Nas três jogadas às quais quero chamar a atenção ocorreram no segundo tempo, com os 2 times com 10 em campo, Arévalo Rios (15) entrou no lugar de João Felipe (5), formando um triângulo na defesa com os outros dois zagueiros, Antônio Carlos (3) e Márcio Rosário (4), liberando as saídas dos laterais, Alessandro (2) e Márcio Azevedo (6). Dessa forma o BFR se reestruturou numa espécie de 4-1-3-1, com Cajá pelo centro, Herrera pela esquerda e Bruno pela direita – a pergunta é, porque, com o time completo não pode manter este mesmo esquema com 1 volante a mais ali? –.
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Vejamos como a movimentação de ataque funciona mesmo com um nove de verdade, que no caso veste a 13! Num primeiro lance, Herrera parte arrancando, da meia-esquerda em direção ao centro da área, posição inicial de Loco Abreu. A bola escapa um pouco. Abreu move-se em direção à bola e abre em direção à esquerda, nessa espécie de corta-luz à distância, o seu stopper – zagueiro de marcação individual – o acompanha, e o quarto-zagueiro é enganado pelo movimento do 13 e o observa mover-se, entrementes Herrera chega na bola, livre de marcação e faz uma jogada de craque, ao invés de investir em direção à área, dando tempo para a defesa se recompor, dá um toque para o Loco, entre os dois defensores, se não tivesse tão desequilibrado, ou se o zagueiro central tricolor não fosse tão bom seria saco, mas o adversário dá um toquinho com a ponta do pé, salvando o gol certo.
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Num segundo movimento, Herrera em velocidade vem da meia-esquerda, Cajá arrancando pelo meio, Loco à frente – eram, salvo engano da memória, 3 alvinegros contra 5 tricolores –. As qualidades individuais, quando postadas em prol da coletividade dá no mais belo futebol do mundo. Numa jogada digna de Barcelona, Loco move-se levemente para a esquerda – para que Herrera, que conhece muito bem, mesmo sem precisar olhar para ele, passe nas suas costas no campo vazio – e para para fazer o pivô, seu marcador vai junto. Cajá dá um passe milimétrico onde Loco estaria e onde não mais havia um defensor central, Herrera lampeja no buraco, sai de frente ao goleiro e o encobre num lindo toque, a la Loco! O gol foi de uma movimentação de 3-1 maravilhosa, de manual, de deixar Arsene Wenger admirado. Salvo engano 3ª assistência do Cajá, e 3º gol dele, uma cobrança de falta de manual, por cima do 2º homem da barreira – e olha que aposto que a bola entrou naquele chute de longe –.
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O terceiro movimento poderia ter se tornado o gol mais bonito do ano no Brasil até então. Herrera na ponta direita sobe mais que dois defensores, Abreu movia-se da esquerda para o centro, matando o zagueiro que o marcava, e dá um voleio de direita – muito bem, voleio de direita, e dizem que ele não é técnico! –. Belíssima defesa. No duelo de Loco Abreu e Diego Cavalieri saiu 3X1 pro goleiro, defendendo uma cavadinha, uma cabeçada mortal e esse chutaço à queima-roupa!
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Mais uma vez o BFR ganhou somente e apenas por causa do Jéfferson (1), em dois chutes de lateral esquerdo do fluminense, praticamente indefensáveis. Mais um chute no primeiro tempo, de um pivô maravilhoso do Fred para a finalização do lateral direito das laranjeiras, em que o pezinho do 1 salvou. Mais pelo menos 2 defesas dificílimas.
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Filosofias futebolísticas de mesa de botequim: 1. No futebol ganha quem faz mais gols, quem não leva só empata – e hoje o BFR fez mais, e teve um tolhido! –. 2. 7 vitórias valem mais do que 20 empates.
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Esquema do 2º tempo:
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G-------------------1------------------
D-------------3---------4---------------
D--2--------------------------------6---
M--------8----------5-------------------
M------------------10----------17---------
A------------------13-------------------
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Avulsos:
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Joel fez as piores mudanças que eu já vi na minha vida, tirou o melhor em campo – Cajá – e pôs o Éverton, só pra por mesmo, e botar um novo preferido em campo. Mas o mais tosco foi a saída do lateral esquerdo para a entrada do Somália, cada vez mais péssimo! O resultado foi imediato, com a mudança aos 30 minutos do segundo tempo pra segurar o resultado, Mariano, o melhor lateral direito do Brasil pintou e bordou sem ser perturbado, afinal Somália estava afundado dentro da área, e a lateral estava um latifúndio, fez um cruzamento fantástica para um defesa sensacional do Jéfferson de uma cabeçada à queima-roupa. Minha única mudança naquele time seria a troca de Herrera por Caio, para o velocista com gás de sobra correr sobre a exausta defesa tricolor. Seria um pandemônio na área adversária.
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O melhor ajudante de Joel, no entanto, foi o, às vezes, genial Muricy Ramalho: Com o jogo em 2X2, tirou o centroavante e pôs um volante, desfazendo o 4-1-2-2 (com Fred fazendo um falso 9) para um 4-2-2-1. Levou pressão e levou gol. Trocou Souza, extremo pela direita e colocou um atacante por lá. Assim, usou 2 mudanças pra fazer 1.
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Provável diálogo do 2º pênalti ou “Soy Loco pero no mucho!”: Cajá – Eu bato. Loco – Sou o batedor oficial, e sou maior do que você, sou o capitão, e sou maior do que você, sou o artilheiro da equipe, e sou maior do que você, sou o Loco Abreu e tenho que impor moral pra esse goleirinho e pros outros que não se brinca com el 13, e sou maior do que você! Cajá – Certo, capitão! Cavalieri – Você é orgulhoso demais, toda vez que tem jogo importante quer dar cavadinha, o primeiro pênalti do ano: cavadinha. Copa do Mundo: cavadinha. Semifinal de Copa América: cavadinha na seleção brasileira. É clássico e quer minha foto no mural dos botafoguenses. Não fui e não serei o novo Bruno, nunca, nunca mais um Bruno! Não vai repetir a loucura, não vai arriscar em menos de 2 minutos, vai bater forte no meu canto direito, como fez no último jogo e onde bate a maioria. Loco Abreu vai pra bola e... Panenka! Goleiro sentado, bola faz um arco e morre. Humilhação dupla, além da cavadinha, goleiro deslocado para o lado contrário. Mais uma foto no mural do botafoguense, agora só falta o do cruz-maltino, pensam o Maneco e o Biriba, cada qual com sua foto! Loco – Quem tem colhão? Quem tem, quem tem? Eu tenho, eu, el 13. Eu, colhão!


sábado, 14 de agosto de 2010

SEGUNDA VITÓRIA GLORIOSA SEGUIDA

O jogo deste sábado, contra o Dragão de Goiás, mostrou novamente a força ofensiva do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS, que completou, nesta quinta-feira, 12 de Agosto, 106 anos de futebol arte. A veia ofensiva do BFR está em seu DNA, é dele a maior goleada do futebol brasileiro, e por muitos anos a maior do futebol mundial, 24 X 0 contra o Mangueira, que depois foi só fazer samba - ainda bem -, e recebeu a alcunha de O GLORIOSO pelas goleadas seguidas no campeonato vitorioso de 1910, imortalizado no hino - lembrando que o primeiro título do futebol do Botafogo foi em 1907 -. Esta apoteose ofensiva é tamanha que é praticamente impossível montar um time dos sonhos do BOTAFOGO: quem botar na linha frente? Garrincha é a única unanimidade - porque ele é unanimidade no futebol mundial -, e discordando do grande Nelson Rodrigues: esta inteligentíssima! Quem botar ao lado do ANJO? Só na ponta-direita teríamos que escolher entre Heleno de Freitas, o Divino; e Jair, o Furacão; no comando do ataque Amarildo, o Possesso; Quarentinha; Túlio, o Maravilha? Alguém teria que sobrar, se no ainda útil 4-3-3, no 4-2-4 da década de 60, no 2-3-5 das décadas iniciáticas do futebol até os meios de 50! É muita gente boa lá na frente, muita gente boa para encantar, golear, destruir adversários!!!!


Por isso não espanta o Botafogo-10 ter o melhor ataque do BR-10! Não espanta porque é obrigação da Estrela Solitária perseguir o gol a todo custo! E nesta noite não foi diferente. O futebol não foi o mesmo apresnetado em casa contra o galo mineiro, o que eu chamei, sem medo de errar e do exagero, dO MELHOR FUTEBOL DO CAMPEONATO BRASILEIRO!!!! Desta vez o ataque continuou infernal, meteu "apenas" 2, e se deu ao luxo de perder tentos que foi uma barbaridade, exatos 4 gols feitos!


Mas desta vez o time deixou a desejar. Pela segunda vez seguida, e apenas a terceira em 14 jogos, a retaguarda saíu ilesa, o que dei méritos para o sistema defensivo no jogo passado, hoje dou mais desméritos ao adversário. Pelo menos 1 vez o time rubronegro goiano fez a mesmíssima jogada pela esquerda que resoltou no gol do rubronegro carioca, neste ano, e que, no jogo seguinte, contra o alviverde de Campinas se repetiu. Desta vez, não saiu o gol, desmérito deles, e mérito para a calma de JEFFERSON para buscar a bola viva na pequena área. O goleiro selecionável foi tranquilo, não foi ameaçado, e qualquer lance de perigo era prontamente morto por ele, seja socando pelo alto, seja encaixando, seja nunca dando rebote, seja impedindo um cruzamento rasteiro no chão, mortal de qualquer forma, e que normalmente os goleiros esperam no gol, para evitar o que ocorreu com Barbosa x Ghiggia no Maracanazzo de 1950!


O ataque poderia ter sido melhor se os alas tivessem apoiado mais efetivamente. René Simões, um dos melhores técnicos do Brasil, embora pouco prestigiado, ao meu ver, que entende muito de tática e, principalmente, de motivação d atletas; tentou matar o time do BOTAFOGO naquilo que tem de melhor. Tão inteligente fora o René que botou 1 homem em Maicosuel (7), outro em Jobson (9), e outro no Somália (10). Normalmente não se bota marcação individual em um volante, mas René percebeu, no seu dever de casa, que a saída de bola se dá, prioritariamente, com Somália pela esquerda, que corre muito, com suas pernas compridíssimas. O time alvinegro ficou sem saída pelo meio de campo, e faltou justamente os alas saírem para o jogo, afinal, o time joga com 3 zagueiros para que os laterais subam sempre e sempre! Não subiram, e se não fosse o Jobson, sempre enfiado pela extrema direita, o time praticamente não chegaria ao ataque. E por falar em marcação individual, Joel errou, não pôs Marcelo Matos (8) ou Leandro Guerreiro (5) em cima de Carlinhos Bala, que ponteiro por natureza, fazia o homem do meio da trinca do 4-2-3-1, montado por René, e meio torto, já que muita gente marcava individualmente, mas que falhou principalmente na troca de passes - é a falta de qualidade técnica pesando nas costas táticas de René!!!!! -; o baixinho, embora fora de forma, e apagado completamente na segunda etapa, armou umas bolas que passaram pela linha de 3 zagueiros do BFR, faltando - justamente - qualidade técnica para os 3 atacantes do seu time matarem o jogo.


Mas como marcar o Mago e o Possesso? como parar Somália e suas pernas longas, como borracha, como molas? Este moleque outro do Botafogo - o time está cheio deles, que parece correr em câmera lenta, meio desengonçado, mas velocíssimo, parece que corre saltando, com suas pernas longas, cobrindo mais campo em 1 passo, ou antes um salto, do que muitos com dez e se esforçando, por isso parece se multiplicar em campo, parece ter mais fôlego que os demais: o campo é pequeno para as suas pernas longas, na sua corrida de antílope africano! Era a grande pergunta, a grã-dúvida, existencial de René - e que por conseguinte passa a ser a de todos os treinadores que enfrente este brilhante BOTAFOGO de Joel Santana, que varia constantemente de 3-4-2-1 para 4-3-2-1, e sempre termina em campo numa espécie de 4-2-1-2-1 - Simões: como parar Maicosuel, Jobson e Somália? Os dois primeiros não têm medo de encarar três adversários, de ir pra cima, de driblar, de driblar, de driblar - desconcertantes -, de passarem a bola - precisos como relógios -, de rodarem, de correrem o campo, de cair pelas extremas, de buscar e roubar bolas, de partir em velocidade - que zagueiro, que volante acompanham o Mago e o Possesso na corrida, quais, qual? -! E Somália, então, que vem lá atrás, que é o primeiro a chegar, tanto na defesa quanto no ataque; como marcar o garoto que rouba a bola atrás e a vem carregando; e que sempre parece estar lá para o rebote - tanto na frente quanto atrás -; que parece se multiplar, que parece transladar-se, como um fantasma pretinho! O 10 de sorriso brilhante, largo, feliz - com mil motivos para sê-lo -, fez seu segundo gol seguido, esticando uma bola praticamente perdida, metendo-a no cantinho direito do goleiro, uma bola que parecia andar com a mesma lentidão e cobrindo as mesmas largas distâncias quanto o seu dono; este memso 10 - ainda me dói as vistas vê-lo com a 10, ao invés de deixar esta camisa com o Lúcio Flávio mesmo, ou com o Jobson, que é quem mais a merece no momento - correu tanto que teve cãibras - e entrou Fahel, quanta diferença!


O melhor em campo, foi sem dúvida o Jobson*, fez um golaço, além de ter dado dois cruzamentos dignos dos melhores pontas-direitas de todos os tempos, dignos de estarem felicitando o imortal ANJO DE PERNAS TORTAS. No primeiro tempo, imitando Garrincha, entortou um zagueiro e cruzou na medida para Herrera, livre de marcação, de frente para o gol, cabecear para longe - primeiro dos gols feitos perdidos por ele. Alguém duvida que o Loco Abreu, especialista em cabeçadas, marcaria este gol? Poderia até perdê-lo, mas com Herrera, o quasi-gol, está virando crônico; o argentino, pode até ser o artilheiro do time - é o atacante titular e que mais jogou - mas a maioria dos gols foram de pênaltis. No segundo tempo, num ótimo cruzamento pela direita, Herrera faz o mais difícil, a jogada típica do matador, saíu de trás de dois zagueiros e, de carrinho, finaliza para o gol, com o goleiro batido no lance, resultado: quase gol? Eu vi o Loco Abreu fazer um gol destes, este ano, até mais difícil, pois foi antes do primeiro pau, e o Herrera pegou de frente ao gol, no seu segundo Hat-Trick no BOTAFOGO, este com os pés, apenas. Depois, em ótima saída de bola de Fábio Ferreira, que foi bem, apesar de alguns deslises menores, correu, no contra-ataque, parou, girou, e meteu a bola entre três defensores, para ter certeza que o Jobson, novamente na extrema direita, não ficasse em impedimento. O capeta, o possesso, o furacão, pegou a bola na lateral, correu como um louco, e meteu, outro cruzamento perfeito na medida, de manual de ponta-de-lança, para a alegria geral de São Garrincha, e para o desespero de São Heleno e São Quarentinha, Edno (11), sozinho, desacompanhado, sem ninguém, isoladamente, com todo o tempo e espaço do mundo, na marca da cal do pênalti, chuta no meio, de primeira, para a defesa, agradecida, do bom goleiro do Dragão. Goleiro que logo, porém, teria que encarar o Jobgol frente-a-frente, mano-a-mano, cara-a-cara: num contra-ataque, também de manual, o Mago faz de suas magias, e no limite do impedimento, lança a bola para o Jobson, passe perfeito, milimétrico, exato, para este endiabrado que sabe correr em vertical e em diagonal para escapar dos impedimentos e dos zagueiros, o garoto vai em direção ao gol, ignora solenemente Edno que entrava sozinho e gritava na centro-esquerda - quase que como dissesse: "já te dei um, tá na hora de mostrar como se faz gol!" -, samba, balança, sem tocar na bola, o goleiro treme, Jobson* dá um toquinho pra frente e frente e empurra para as redes, com o goleiro no chão, a la Romário-93 nas eliminatórias para a COPA FIFA USA-94, contra o Uruguai. É bem verdade que perdeu um gol de cabeça incrível - 4º gol desperdiçado pelo BFR, que contra alguns times farão e já fizeram falta -, um gol que outro atacante do time, especialista de área não perderia jamais; mas ele tem crédito, e muito, na verdade, para mim, ele poderia perder um gol deste por jogo, desde que acerte dois cruzamentos daqueles que fez hoje, e se ainda marcar gol, pode até perder mais outro!


Tirante a assistência de peito de Herrera para o gol de Somália, em outra bola cruzada pela direita, o argentino foi muito mal, tanto que fora substituído logo após dar uma assistência, o que normalmente dá sobrevida a alguns jogadores em campo. O 17 matou contra-ataques, não completou ataques. Vinha mal há alguns jogos, enquanto Edno - sempre criticado por mim - vem subindo, constantemente, de produção. Taticamente, acredito que Joel ainda prefira o 17 ao 11 para ter mais presença de área, embora não esteja funcionando tão bem, porque Herrera está mais fora do que dentro dela, mas tecnicamente, Edno esteja bem melhor, em forma, com ritmo. Acreditei que com o gol - de pênalti mal cobrado novamente - ele voltaria a subir de produção, não voltou. Ainda corre muito, ainda briga muito, ainda perde muito a bola, na verdade creio que ainda é titular pelo que fez no CARIOCA-10, que mesmo sendo o cobrador oficial de pênaltis do time - fez 5 gols de penalidade máximas, Abreu só 2 - e jogando mais vezes, foi o vice artilheiro do GLORIOSO na competição. Edno está em melhor condição técnica, mas também perde gols que é brincadeira, deve ganhar a titularidade em cima do argentino, embora pareça a sobra - enorme - do uruguaio sobre os dois, a aura de goleador de Loco Abreu deve pesar muito para que volte ao time depressa.


ADENDO: provavelmente é o único jogador que foi à copa e não voltou ao campo. Joel diz que não está em perfeita forma, igual a quando saíu, mas está em forma suficiente para ser titular da Celeste Olímpica? Acho que aí tem gato! Melhor dizendo, é a desculpa de Joel para matê-lo fora do time e não ter a "dor de cabeça" de ter que tirar Herrera do time, ou mudar o esquema tático para o 4-2-3-1, tirando um dos defensores (preferencialmente Alessandro) para ter a dupla sulamericana na frente novamente. O certo é que, não importa o esquema tático, tem que ter os 4 "pretinhos" do time: JEFFERSON-SOMÁLIA-MAICOSUEL-JOBSON, o resto só completa o prato, é como se diz: monta-se um time ao redor de alguns jogadores.

TÁTICA: Joel fez uma mudança significativa entre o time que venceu o galo mineiro semana passada e o que bateu o dragão goiano hoje: inverteu a posição de Jobson e de Maicosuel. Parece pouco, mas não é. No jogo passado foi visível o crescimento defensivo de Alessandro, jogando com o Caio (18) de ponta-direita à sua frente, correndo a ala inteira. Quando entrou em campo hoje, o menino fez o mesmo taticamente, jogando Jobson para o meio, deslocando Edno para a ponta-esquerda. O que isso acarreta: notemos que TODOS os lances descritos de perigo do BOTAFOGO foram pela direita, onde jogava Jobson*. O Mago, caindo pela esquerda, mas afunilando, afinal era o armador do time, não dava a mesma força na extrema esquerda, e Marcelo Cordeiro estava muito mal hoje, não apoiou direito. Se o Mago armou, criou, correu, driblou, lançou, e se Jobson* correu, driblou, cruzou perfeitamente, o time perdeu justamente o "facão" de Jobson, que caindo pela esquerda, trazendo para o meio, a la Robben, a la Messi - se bem que o 9 GLORIOSO é bem melhor que o 11 holandês -, chutando na marca do semi-círculo da grande área, é sempre um perigo ao gol. Mas que não fez tanta falta assim, porque a dupla 7-9 deu certo de novo. Com as mudanças do 2] tempo, o Botafogo perde a linha de três zagueiros e defende em duas linhas de 4, praticamente um 4-2-2-2, mas que não é um 4-4-2, mas um 4-2-4, como nos anos 60, porém com a volta dos pontas, que jogam quase de alas.


1º ARMAÇÃO DO TIME, ENTRADA DE TODOS OS JOGOS

3-4-2-1: JEFFERSON (1); ANTÔNIO CARLOS (3), FÁBIO FERREIRA (4), LEANDRO GUERREIRO (5); ALESSANDRO (2), MARCELO MATOS (8), SOMÁLIA (10), MARCELO CORDEIRO (6); MAICOSUEL (7), JOBSON (9); HERRERA (17)

--------1-----------
--3----------4------
--------5-----------
2-----8------------6
----------10--------
-------------7------
-9------17----------





2º ARMAÇÃO, TIME QUE TERMINA O JOGO


4-2-1-3: JEFFERSON (1); ANTÔNIO CARLOS (3), FÁBIO FERREIRA (4), LEANDRO GUERREIRO (5); ALESSANDRO (2), FAHEL (14), MARCELO CORDEIRO (6); CAIO (18), MAICOSUEL (7), JOBSON (9), EDNO (11)

--------1-----------
-----3------4-------
2------------------6
-----5--------------
-------------14-----
-------7------------
18--------9-------11






sábado, 7 de agosto de 2010

VITÓRIA GLORIOSA!



O BOTAFOGO apresentou, hoje, o melhor futebol do Brasil. Com uma ofensividade e velocidade que lembra muito o que o alvinegro praiano apresentou entre Março e Abril, e com uma pegada, uma volúpia defensiva tão impressionante quanto vistosa. O BOTAFOGO, até os 30' do 2º tempo, não deixava jogar, como o Barcelona que quando está sem a bola faz marcação avançada, com pressão ininterrupta, com, no mínimo, dois homens em cima do adversário - belíssimo sistema defensivo montado pelo Natalino. E o GLORIOSO não defendia só com os volantes, laterais e zagueiros, mas o Maicosuel e o Jobson também sempre em cima, sempre em cima, sem parar!


O que definiu a partida foi justamente esta pressão, mas principalmente a brutalidade com a qual o BOTAFOGO partia para cima do alvinegro mineiro. Digo brutalidade pois havia sempre uma incinsividade, uma vontade de vencer, de bater, de massacrar o adversário, mas sempre jogando bola - o jogo hoje foi limpo, de poucas faltas, e poucos cartões, muito mais pontuais por uma entrada mais dura e isolada.


O Mago voltou! Voltou para casa. Notadamente estava sem ritmo de jogo, ainda, estava lento, não era o driblador implacável, mas a visão de jogo, e os passes continuam afiados. Um dos seus últimos lances em campo foi uma inversão de bola, da intermediária direita para a ponta-esquerda, nos pés do Marcelo Cordeiro que emendou muito mal o cruzamento de primeira. Mas O MAGO voltou!, e num lampejo de sua magia, dribla dois atleticanos, e no meio de mais uns três pelo menos, assiste PRIMOROSAMENTE Herrera, que chuta mal, Fábio Costa defende pior ainda, e o Mago que não tem nada haver com isso, faz o que lhe é mais característico, como diriam os argentinos, o "toco y voy"! Sempre, quando faz estas jogadas próximas a área, o Mago entra, meio que na surdina, entre os zagueiros, esperando estes rebotes ou um toque do pivô, assim fez alguns gols no Carioca-09!


E por falar em Herrera, o argentino tem estrela, consagrou-se o artilheiro do GLORIOSO, com 5 gols, num pênalti sofrido pelo, ótimo como sempre, Jobson, O POSSESSO. E bateu muito mal, e o Fábio Costa foi pior ainda na bola. Mas o argentino tem estrela, participou, decisivamente dos três gols, batendo o pênalti, dando o chute que acarretou o rebote do gol na belíssima jogada do MAGO, e no gol de Somália, foi a "mano de Dios"!


Somália foi outro monstro, os "pretinhos" do FOGÃO estão demais: JEFFERSON-SOMÁLIA-JOBSON-MAICOSUEL! O seu gol, em outro chute bisonho, corou uma partidaça quase perfeita desse garoto! O "10" - meu Deus, dói nos olhos ver o Somália com este número nas costas, a "10", na minha opinião, deveria ir para o Jobson, ou ficar o Lúcio Flávio mesmo, afinal, o 11 não é cativo do Edno, que é banco - chutou (e provavelmente iria para fora), a bola desvia no antebraço do argentino botafoguense e entra, matando o arqueiro 13 atleticano! Concordo com o Gaciba - muitíssimo bem hoje, correto em 99% -: a câmera focalizou bem o juiz, quando este disse para o Diego Souza: "a bola BATEU no braço dele!" Isto mesmo, o Herrera estava no chão e de costas, usando os braços para se levantar, quando viu a bola vindo, tentou tirar o braço, mas não deu tempo: "bola na mão" clássico, pois a lei do futebol não fala da importância do toque, mas se foi intencional ou não. O Argentino foi inteligente também, logo depois de a bola bater nele, levantar os braços, avisando a falta de intenção, e depois sair comemorando o gol como do Somália, se comemorasse como dele, indicaria a intenção de desviar para o gol.


Joel mexeu muitíssimo bem hoje, na verdade montou um time quase perfeito, eu só trocaria o Herrera pelo Abreu e o Alessandro pelo Somália, com isso surgiria mais um espaço no meio ou no ataque. Alessandro, como de costume, foi um dos mais criticados por mim no primeiro tempo e no começo do segundo, eu pedia insistentemente a entrado do Abreu em seu lugar. Com a saída do Marcelo Matos para a entrada de Caio, o time continuou bem - menino jogou muito bem hoje, tanto ofensivamente, com muita movimentação, quanto defensivamente, apresentando-se sempre lá atrás! -, mas quem cresceu com a mudança foi Alessandro, que se tornou uma fera lá atrás, um verdadeiro leão de chácara limpando tudo: sem a obrigação de apoiar, que passou a ser função de Caio, e talvez o medo de ir pro banco fizeram dele um verdadeiro bastião na defesa. Com o cansasso, do ainda fora de ritmo Maicosuel, e a entrada do Abreu, mais para fazer uma média do que relmente fazer alguma coisa, pois o time já não atacava e os ninguém ter acertado um único cruzamento no jogo de hoje, fez com que o time levasse sufoco. Edno, que não foi tão bem como nos últimos jogos, ficou na posição de Maicosuel, para criar as jogadas, como não conseguiu desempenhar a função, o time recuou demais, o que foi o maior erro dos jogos anteriores, deixou o adversário crescer, e teve 1 único chute perigoso contra a sua meta, o que foi rechaçada perfeitamente por JEFFERSON, que provou, mais uma vez porquê é seleção - não é todo goleiro que pega uma bola daquela. Em outro lance, um gol certo do Ricardinho se não fosse a trave.



Taticamente, o BOTAFOGO jogou com um esquema que variava entre o 3-5-2 (na verdade um 3-4-2-1) eo 4-3-2-1, com o Leandro Guerreiro fazendo um líbero, um pouco à frente da zaga, com os laterais bem atrás, defensivamente, mas no momento do ataque, ficava preso, praticamente um zagueiro, para os laterais apoiarem com vontade. Somália apoiava muito pela esquerda, Marcelo Matos ficava mais preso, mas com o bom passe, ajudou muito o time ofensivamente. Com a saída de um volante - Marcelo Matos - para a entrada de um ponta, Alessandro ficou preso pela direita. Herrera ficava mais na frente, embora, por caracterísitca própria, não fique preso, Jobson bem aberto pela esquerda, Maicosuel aberto pela direita, como dois pontas, e muitas vezes, os dois invertiam a posição para donfundir o adversário.


O time mineiro jogou num 4-2-2-2, com Diego Souza armando sozinho, pois Serginho foi apagado no jogo - sua única boa jogada foi, devidamente, morta pelo Jefferson -. A entrada de Ricardinho melhorou muito o time atleticano, pois ajudou a armação, quase fazendo um golaço, sendo o BOTAFOGO salvo pela trave. Obina fixo no ataque, e o Tardelli flutuando pelos dois lados - jogou muito, mostrou porque foi pra seleção, logo, logo, será o Jobson! -.

1º TEMPO:
















2º TEMPO, 1ºS MUDANÇAS:

















2º TEMPO, ÚLTIMAS MUDANÇAS:

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Só um adendo pra quem chamava o Engenhão de "Vazião", talvez o maior público do Brasileirão hoje, mais de 24 mil pagantes, e mais de 27 mil presentes, para presenciar o jogo do melhor ataque do Brasileirão-10, que só perderá o posto se o Corínitans ou o Avaí fizerem 3 ou mais gols nos seus jogos neste domingo.