sábado, 25 de agosto de 2012

PROVÁVEL ARSENAL 2012/13


- Com a saída de Robin van Persie para o rival Manchester United, de Alex Song para o Barcelona, e a ida do turco Nuri Sahin para o Liverpool este deve ser o time do Arsenal para a temporada 2012/13; já contando com a iminente volta de Jack Wilshere, o melhor Box-to-box inglês da penúltima temporada, e a recuperação de Koscielny e Sagna (em amarelo os movimentos defensivos, em azul claro movimento dos apoiadores, em azul escuro o movimento dos atacantes):

 



- As únicas dúvidas nesta escalação é se Arsène Wenger preferiria Gibbs ou André Santos na lateral esquerda (o técnico parece preferir o francês, eu o brasileiro); e na zaga-central se usaria o francês Koscielny ou o gigante alemão Per Mertesacker. Uma terceira opção é não ter escolha, contra times que se utilizam mais da jogada aérea e menos da velocidade usaria o alemão em detrimento ao francês, e vice-versa; contra um time que vai ficar apenas sentado atrás o brasileiro no lugar do francês, ou o francês quando a necessidade de defender for maior.


- A vinda do turco Sahin melhoraria, e muito, o elenco do Arsenal e daria uma dor de cabeça a Wenger. Se nos últimos três anos, e especialmente na temporada passada, Le Boss quebrava a cabeça para montar um time decente com as peças que tinha a seu dispor, hoje ele quebraria para deixar um de fora. Nesse sentido, o francês teria 5 jogadores pra três vagas: no seu 4-2-3-1 costumeiro (que, às vezes, toma forma ora de 4-3-3 ora de 4-2-1-3, como na primeira partida desta Barclay’s Premier League) Walcott, Giroud, Wilshere, Cazorla e Sahin ficariam lutando pela vaga de regista, enganche e winger do time.


- Minha primeira impressão é que Sahin brigaria pela vaga de Arteta, mas não é verdade. Fazendo um levantamento dos mapas dos últimos jogos, lendo o que se escrevia nos blogs sobre o Arsenal, e assistindo à primeira partida desta BPL, é fácil notar que o espanhol joga, já há algum tempo, na “função-Pirlo”, isto é, um regista que joga no primeiro vértice (seja de um triângulo, seja de um losango no meio-campo), logo em frente à sua própria zaga. Assim como Pirlo, é necessário um jogador mais energético à sua frente, seja um destruidor como Gattuso, seja um Box-to-box como Vidal. Assim, o 8 espanhol e o 21 italiano, usando de suas experiências e visões de jogo, se posicionariam para a cobertura de quem dá o primeiro combate, roubando a bola, ou interceptando um passe (no jogo contra o Palmeiras pela perna da Volta da Copa Sulamericana, Renato, do Botafogo, fez a mesma função). Sahin e Wilshere brigariam por esta posição em frente a Arteta, sem o turco a posição parece ter já dono.


- Com isso diminuiria uma posição no meio, e Wenger poderia decidir jogar com Arteta-Sahin-Wilshere. E para onde iria Cazorla? Se não para o banco (o que eu não acredito que irá a não ser para ser poupado fisicamente da maratona dos jogos), iria para uma das pontas, nas quais o espanhol atua em ambas. Levando em consideração que Podolski veio para ser titular (e que pode jogar em qualquer uma da quatro posições do ataque), Walcott e Giroud brigariam pela vaga que resta. O inglês jogaria na necessidade do time ter mais velocidade, enquanto o francês jogaria dentro da área contra times que sentam na defesa, enfiando-se, dessa forma, entre os zagueiros: abrindo espaços, brigando pelo alto (a sua entrada na primeira partida foi providencial, só consigo os Gunners conseguiram criar verdadeiras chances de gol, e uma deles ele desperdiçou bisonhamente, mas muito mais pela falta de ritmo).


- Rosicky ainda tem espaço neste time, com a sua entrada aconteceria exatamente como o descrito no parágrafo anterior, formando um trio de Arteta-Wilshere-Rosicky, Cazorla iria para ponta. O time teria total controle da posse de bola desta forma (as outras duas vagas no ataque, eu escolheria Poldi-Giroud). Gervinho só entraria para acelerar ainda mais o time.


- O time ainda precisa da contratação, imediata, de um volante de destruição, mas que, pelo tamanho do Arsenal, saiba também manter a posse de bola. Num jogo “grande” (contra o Liverpool, os times de Manchester, Chelsea, ou mesmo na UEFA Champions League), vencendo de 1 a 0 aos 35’ do segundo-tempo, com esta escalação que postei, tirava o Arteta, o Wilshere e o Giroud, botava o volantão no lugar do espanhol, Diaby no lugar do inglês, e Gervinho no lugar do francês, ajeitava a defesa, deslocava Poldoski para o centro, e preparava os contra-ataques com três velocistas.


- Até.