terça-feira, 8 de março de 2011
CONTINUA O EMBRÓGLIO ENTRE A GLOBO E DIREITOS DE TRANSMISSÃO
sábado, 5 de março de 2011
ALGUÉM TEM QUE VENCER
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Depois de jogar mal todo um final de brasileirão, uma péssima Taça Guanabara, perder para o River Plate-SE, jogando sempre como o coadjuvante, jogando sempre amedrontado, se apequenando tanto taticamente – reduzindo a sua presença no campo aos primeiros 40 metros de sua defesa – quanto moralmente – retranca contra tudo e contra todos, sempre o pequeno, sempre o ameaçado, sempre o fraco, sempre o acovardado –. E assim seguia em frente o time, joelizado.
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Mas depois de 13 meses, com pelo menos oito de um ótimo trabalho, seguidos por um tempo enorme de contestação – todos percebiam que o time poderia já se soltar, procurar na sua luta a superioridade – culminada na derrota em Sergipe. Ou Joel mudava, ou mudavam Joel. Alguém venceria esta luta, pelo bem ou pelo mal.
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O problema, parece-me, nunca fora Joel, os atletas parecem gostar da sua pessoa, do seu jeito boleiro. Mas os seus métodos não mais funcionavam, sua estratégia não era mais vencedora: funcionou quando todos o subestimavam, subestimavam a garra dos guerreiros alvinegros, quando subestimavam um cara estranho, meio desengonçado, que parecia ser atacante de bolas aéreas – e ele começou a fazer golaços com a bola nos pés, chegando a uma marca de 7 gols em 7 jogos, até o time parar –. Até o time parar funcionou, e parou porque pararam de subestimar, parou porque a estratégia era única e simples – e fácil de ser batida –, parou porque os guerreiros jogavam cada jogo a 120% , e quem quer ser campeão tem que jogar a 70-80%, guardando forças, para nas partidas decisivas, nos clássicos, ter aquele gás a mais para dar 120-130-150%. O BFR não podia mais fazer isso na reta final, pois a gasolina foi queimada no início. É como será a Fórmula 1 este ano, com a volta do KERS, quem usar a energia extra na hora errada será ultrapassado, quem souber usá-la para atacar na hora certa ultrapassará.
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No jogo de volta contra o time sergipano pela Copa do Brasil eu fui incapaz de precisar se o time jogava no 4-2-2-2 ou 4-2-3-1, pois a posição inicial de Caio variava muito. No jogo contra o Volta Redonda neste sábado carnavalesco foi nítido o esquema utilizado pelo Natalino. Depois de passar todos os anos 90 do século passado no 4-4-2 brasileiro (4-2-2-2) tão amado pela torcida, e a década passada toda no 3-5-2 brasileiro (3-4-1-2) tão odiado pela torcida, Joel Natalino Santana finalmente chegou ao século XXI. Novo Milênio, estamos aí. Hoje, quando o adversário estava com a bola, a linha de 3 (Everton (11) pela esquerda, Cajá (10) no meio e Caio (9) pela direita, e diferentemente da maioria dos times que joga com linha de três meias, o BFR joga com meias abertos no “pé certo”, o canhoto na esquerda, e o destro na direita, da mesma forma que Joel armava o seu 4-2-4 quando partia para cima de forma desordenada no segundo tempo do brasileirão-10, com Caio na direita, Herrera e Abreu no meio e Edno na esquerda) ficava extremamente definida, e postada bem próxima para uma boa linha de passe. Com a posse de bola, Caio era o que mais aprofundava – na movimentação que me confundiu no jogo anterio –, o nosso winger (meia-extremo) direito subia com vontade e jogava como um ponta, e graças à ótima atuação do jovem Lucas (2) – para mim o melhor do jogo, seguido, em minha opinião, por Bruno Tiago (7): corretíssimo na defesa, passes primorosos na frente –, as ultrapassagens funcionaram muito bem.
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Infelizmente ainda não vi um time treinado, de movimentação constante, com a aproximação entre as linhas (os dois volantes aproximam dos 3 meias para dar a saída de bola e opção de passe, e estes do avante para não isolá-lo, que volta se aproximando dos meias para abrir a defesa e criar jogadas de gol). Obviamente Herrera não é Loco Abreu, que faz o pivô de forma brilhante e volta bastante, rolando a bola em passes de primeira, do meio para as extremas. Reafirmo categoricamente: JOEL BOTOU O TIME NO ATAQUE COM GENTE, NÃO COM ESTRATÉGIA.
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Mas funcionou. Primeiramente a proximidade dos jogadores da 3º linha propiciou trocas de passes da esquerda para o meio onde se encontrava Caio, o jogador mais à direita, nisto ele puxava a marcação do lateral esquerdo e, numa boa inversão de jogo, deixou Lucas livre para avançar em velocidade por pelo menos 40m, e chegando à linha de fundo, num drible de deixar São Garrincha orgulhoso, entrou na área, obrigando o defensor, vendido, a derrubá-lo. Pênalti claro. Herrera (17) cobra muito forte e mal, o goleiro espalma e a estrela de São Quarentinha põe pra dentro. E praticamente acabou-se a participação do argentino no jogo.
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Novamente a linha de 3 funcionou no lance do segundo gol. Uma das obrigações do 4-5-1 é justamente a troca constante de posições entre os extremos e o armador, além das saídas do centro-avante da área para a criação de vácuos dentro desta, onde se pode ingressar um companheiro. Neste movimento, Herrera na esquerda, Cajá no meio, Caio entrando na área, após batida de lateral e troca de passes entre Lucas e Éverton, e um ótimo cruzamento do canhoto – totalmente entortado pela posição –, Caio sobe só, na marca do penal e cabeceia como manda o manual de Dadá Maravilha: queixo no ombro. Bola no pé da trave e dentro.
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Então vamos aos erros táticos – muitos deles – da equipe alvinegra. O primeiro gol saiu de um lance fortuito – e bem executado – do lateral direito do Voltaço – registro aqui que não sei se o epíteto do time aurinegro, hoje todo de branco, escreve-se Voltasso, como seria de se esperar, ou Voltaço, em homenagem à siderúrgica nacional, CSN, que lá se instala, prefiro a última opção –, que não foi marcado pelo Éverton, passou como quis de um Antônio Carlos (3) meio desligado, e com liberdade chutou forte ao gol e foi defendido por Jéfferson (1) que a esta altura já tivera feito pelo menos mais duas boas defesas. No bate-rebate, ninguém tira, um atacante chuta como dava, Lucas tenta salvar e bota mais para dentro ainda. Primeiro erro: não combatividade de Everton lá na frente permitiu um avanço tão forte do lateral; erro segundo: o que o zagueiro central – que joga pela direita da área – estava fazendo na lateral esquerda?; terceiro erro: onde estava o lateral esquerdo?.
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Estes três erros se repetiram no 2º gol do Voltaço. Após defesa fantástica de um chute de fora da área – Jéfferson não só defende muito, ele defende bonito!!!! –, numa cobrança de escanteio mal rechaçada, o mesmo lateral direito aparece só, tendo toda a área esquerda para pensar, olhar, decidir e cruzar a bola no segundo pau, na cabeça de um zagueiro de 1,95m. Nem São Jéfferson defenderia esta. E é claro, o capita teve todo o direito do mundo de reclamar da sua defesa: QUE BURACO ERA AQUELE NA ESQUERDA????. Foi-se para o intervalo.
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De todas as qualidades Natalinas, a sorte parece ser algo realmente acima da média. Pouco antes do intervalo, um jogador do Volta Redonda teve que dar um tapa no rosto de Antônio Carlos, assim por nada, numa jogada sem qualquer finalidade prática. Resultado: expulsão imediata, certíssima. Como, mais tarde, um outro jogador do aurinegro de branco pisou covardemente na perna de Bruno Tiago, podendo quebrá-la, e não foi expulso. Com um a mais, o BFR que tomava novamente sufoco de um time pequeno, começou a ganhar terreno – e mesmo assim ainda levou o segundo gol!!!! –.
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O jogo reinicia, o time vai pra cima, e repetindo o que fez na primeira etapa – com um gol logo no início do jogo e o segundo antes dos 15” –, “comete” um gol antes dos 2 minutos. Num bom escanteio de Éverton, Rodrigo Mancha (5) sobe mais que a defesa e cabeceia mal, a bola cai – olha a sorte aí – de volta ao seu pé, ele sem olhar para onde, bate para onde apontava o nariz, meio que de bico, meio que de peito de pé, e não é que a bola entra. Melhor.
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E com um a menos, o Voltaço vai para cima, tentando novamente o empate, Jéfferson defende uma à queima roupa, e no rebote, o 18 do Volta Redonda cabeceia, sozinho, com o goleiro no chão e sem marcação, para fora. Perdeu gol incrível. Melhor.
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Por fim, novamente o simples posicionamento dos jogadores, mesmo sem uma estratégia formada e treinada – o que mostra como apenas uma escolha de jogadores certos no esquema certo já é um grande auxílio para a vitória –, e sua movimentação mostraram-se fortemente efetivos. Com o recuo do extremo-direito em direção à Bruno Tiago – jogando perfeitamente como volante-armador, posição que os ingleses chamam de box-to-box (Gerrard, Lampard), os italianos de regista (Pirlo) e os argentinos de carillero (Cambiasso) –, abrindo um buraco enorme entre os zagueiros e o lateral esquerdo, e com uma ultrapassagem precisa de Lucas no canto direito, o 7 mete uma bola precisa no vácuo, o 2 tem todo o tempo do mundo – e toda a área esquerda onde o Volta Redonda fez e desfez na defesa alvinegra – para matar a bola, levantar a cabeça, ler o jogo e rolar uma bola que gritava: “FAZ, FAZ, FAZ!!!”, para que o jovem Alex desencantasse como profissional.
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Bem na defesa, velocidade no apoio, uma assistência, um pênalti cavado, renovação nas esperanças do botafoguense que o “Presidente” comande do bureau, não dentro do campo, Lucas ótimo. Bruno Tiago também está mandando no meio. Fica a briga pela posição de volante de contenção. A lateral esquerda está muito mal, Márcio Azevedo (6) tem velocidade, é driblador – embora sempre tente o mesmo golpe: o drible da vaga, ou meia-lua –, que dá certo quando ele se aproxima, mas tão nervoso como está, tão afoito quanto anda, está dando o golpe de muito longe, permitindo que o adversário tome a frente. Mas o cruzamento não sai um certo, e defensivamente está apagado, só lembrar que os dois gols saíram do lado dele.
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Aparentemente, para quem vê de fora, as conversas que a diretoria teve com jogadores em separado, com Joel Santana em reservado, e um certo almoço de três horas entre um certo centro-avante que não jogou por estar machucado e o gerente de futebol deram certo. Quem cedeu – e quanto cedeu – não sei e não me importo. Posso afirmar, no entanto, que sei quem venceu: não foi o Papai, o General, nem foram as “lideranças do grupo”. Quem venceu foi o BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS. Nisto eu tenho certeza, tanto quanto boto fé em São Didi!!!
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O BFR ganhou hoje PORQUE FEZ MAIS GOLS, QUEM NÃO LEVA SÓ EMPATA. 7 VITÓRIAS, NO FUTEBOL, VALEM MAIS QUE 20 EMPATES.
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Default do BFR até as mudanças de Joel, onde Márcio Rosário (4):
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G------------------1-------------------
D----------3------------4---------------
D-2-----------------------------------6-
M------------7---------5----------------
M----9-----------10---------11--------
A------------------17-------------------
quinta-feira, 3 de março de 2011
(IN)DEFINIÇÕES: TÁTICAS, TÉCNICAS, SUOR E SORTE
O que define um jogo de futebol? É a tática, é a técnica, é a raça? É tudo isso junto? É a sorte? Para os times comandados por Joel Natalino Santana – ou pelo menos este Botafogo – é a sorte quem define os resultados.
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Joel é um homem inteligente. Usa de um sofisma brilhante para sua auto-promoção: Quando questionado sobre o seu rendimento no clube, cita de pronto o fato de ter sido o treinador da equipe que menos perdeu. E ninguém o contradiz, mostrando que o BFR foi uma das equipes que menos venceu, na verdade, empatou metade dos jogos de uma liga inteira. E como eu sempre reafirmo: 7 VITÓRIAS VALEM MAIS DO QUE 20 EMPATES. Se Joel se preocupasse menos em perder e mais em ganhar não seria tão questionado. Poderia ter perdido 12 das partidas que empatou e ganho as outras 7 disputas, e ainda assim terminaria o campeonato com 9 pontos a mais, dentro da Libertadores e lutando pelo título até a última rodada.
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Mas Joel é inteligentíssimo, ninguém o questiona no seu sofisma. A não ser a torcida – ou parte da –. Pelo menos desde que perdeu a sua tão gloriosa invencibilidade em casa – mesmo que esta invencibilidade mascarasse as pouquíssimas vitórias em seu próprio domínio – para os reservas e juniores do Internacional jogando de forma covarde. Daí sua covardia tornou-se insuportável. E quando, jogando no mando do Grêmio, precisando vencer para ir a Libertadores, Joel escala 3 zagueiros, 3 volantes e leva de 3 gols, sua situação no clube ficou periclitante.
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Armando mal, para numa mexida – as mesmas de sempre – parecer que venceu o jogo na sua capacidade de lê-lo e modificá-lo; Fazendo mistérios – e anunciando-os – para sempre escalar os mesmos do mesmo jeito; Prometer mudar a equipe, mas entregá-la mesma e igual. Joel precisa perder para aprender. Mas perdeu em casa para reservas e juniores e não mudou. Perdeu – e feio – a vaga nas Libertadores e não mudou.
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Joel é sempre o mesmo e não muda.
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A sua desculpa é sempre o resultado etc. Resultado é fútil, o que importa é sempre o desempenho – este traz sempre a reboque o resultado –: jogando-se bem ganha-se os jogos, pode até perder – a perda é um momento normal da natureza –, mas se perde como campeão. Jogando mal e vencendo um dia se perde, e quando se perde...
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Digamos a verdade: quem sente falta da seleção de Dunga, ou de Lazzaroni? Alguém ficou realmente sentido pela perda, achando-a um absurdo, um sacrilégio? O argumento contrário é a seleção de Telê Santana. Ora, no mundo todo se celebra esta equipe, sua escalação é sabida de cor por muita gente, quantas pessoas lembram-se de todos os jogadores da Itália-82? A Hungria de 54 é celebradíssima, alguém sabe para quem perdeu? Ah, tá!, está nos anais da Copa do mundo, um detalhe poucas vezes lembrado – e quando é, sempre com as maiores teorias de conspiração da história do futebol, ficando a frente até da copa da Argentina-78 (até onde eu saiba, a copa-98 só é questionada no Brasil) –. E a Holanda-74? Esta só caiu para uma equipe tão boa quanto, com monstros sagrados das 4 linhas nos dois lados do campo.
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Não à toa o time de 2007 ainda é lembrado – com admiração por alguns torcedores de melhor memória, e com chacotas pelos adversários pelos “chororôs” –, time que perdeu mais para si mesmo – rachas internos, falta de dinheiro, individualismo e estrelismo acima do coletivo – do que por qualquer outro motivo tático-técnico.
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Se o time atual, aparentemente, não apresenta os mesmos rachas e estrelismos, o mesmo não se pode dizer do trabalho tático-técnico, se comparado ao “Carrossel Alvinegro”. Joel cobra atitude, ataque, mas isso é impossível no seu esquema. No Brasil, o 3-5-2 é jogado com 3 zagueiros e 2 laterais soltos, que ao defender voltam para a linha de defesa, na prática é um 5-3-2. Tirando todas as falhas táticas que o 3-5-2 apresenta – que não irei citá-las neste momento –, a melhor forma de se apresentar este esquema é com wingers de verdade (cuja tradução literal seria ala, posição tática que no Brasil significa lateral solto, não um meia-extremo que fecha o meio de campo pelos lados e ataca como um ponta), não como fazemos aqui. Assim, ao invés de um 3-4-1-2, teríamos um 3-2-3-2 – praticamente o esquema tático da Hungria-54, um MM –. É difícil mandar um time ter atitude vencedora e atacar se 7 de seus homens encontram-se na linha defensiva, com um ponta-de-lança que terá que conduzir uma bola por mais de 30-
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Assim, precisando vencer, e bem, Joel troca um zagueiro por um meia. Por incrível que pareça, para Joel, o 4-2-2-2 é um esquema ofensivo, ou até mesmo muito ofensivo, quando na verdade, como se diz no popular, “nem fede, nem cheira” – por algum motivo ou campanha difamatória, acredita-se que o 4-3-3 é muito ofensivo, o que, de alguma forma, parece significar pouco defensivo, ou inconsequente, como se atacar e fazer gols não fosse o motivo de existir do futebol, e ainda que se perde o domínio do meio campo; só que esqueceram de avisar este detalhes técnicos para o Barcelona, uma das melhores defesas do mundo, ao Porto, ou ao Santos de Dorival Jr.! –.
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O que parece óbvio é que com 4 atrás se tem a opção da basculação, fazendo a subida dos laterais de forma alternada, ou usando o “método holandês”, como faz o Barça, por exemplo, um lateral que nunca ataca – Abdal – e um que fica mais livre para subir – Daniel Alves –. Ou pode fazer no “jeitinho brasileiro”, isto é, prender um volante na frente da linha de zaga e liberar os dois laterais ao mesmo tempo. Ao invés de 3 zagueiros, 2 zagueiros mais pelo menos uma auxiliar – ou lateral-base ou volante –. No BFR com 2 zagueiros, esta foi a função de Rodrigo Mancha (5), fazer a base para a subida dos laterais.
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Estes últimos foram os opostos, como o “Presidente” Alessandro (14) “bancado”, Lucas foi um dos melhores em campo – coroado pelo penal final da classificação – vestindo a 2, já Márcio Azevedo (6) precisou sair para ser preservado das vaias. Bruno Tiago (7) muito bem, assim como Éverton (8), embora este tenha oscilado um pouco no início do jogo e saído de campo machucado, dando lugar a Alex (11) que não foi bem – embora o gol que tenha “perdido” foi total mérito da defesa do goleiro do River Plate-SE –. Herrera (17) muita raça e péssimo tecnicamente, jogou fora duas possíveis assistências primorosas, uma de Lucas que ele conseguiu encobrir a trave estando sozinho e sem goleiro, outra num passe dos lampejos de 10 top mundial de Renato Cajá (10), em que sozinho, de frente ao goleiro fez o mais difícil de forma mais errada possível. Caio (9) oscilou bastante também. Já a defesa esteve praticamente impecável – talvez pela pouca ofensividade dos nordestinos –, Jéfferson ainda fez pelo menos uma defesa difícil – de praxe, afinal, o emprego de Joel é garantido pelas mãos do nosso 1 –, “botou pilha” nos cobradores de pênalti sergipanos, e acertando dois cantos – melhor dizendo, lendo perfeitamente a posição de chute dos atacantes –, os obrigou a chutar para fora; Antônio Carlos (3) foi bem atrás e atrapalhou o goleiro no gol contra, convertendo o seu pênalti – o que faz questionar, por que ele não bateu contra o rubro-negro, e sim o Somália? –; Márcio Rosário (4) deu menos sustos que o normal – ou quase nenhum – e novamente acertou o seu penal – embora eu ache que ele não pegou na bola como queria –.
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A vitória veio, num gol contra, chorado e tosco. Quebrou-se uma “maldição” de pênaltis, os jogadores vieram abraçar um Joel Santana emocionado. A pergunta fica: A classificação mascarará o fato do BFR NÃO TER FEITO 1 GOL SEQUER NO RIVER PLATE-SE? Que jogou de igual para igual, em 180 minutos, com um time de 4º divisão – como joga de igual para igual contra todos os times do Rio, seja nos clássicos ou nos jogos contra os mini –?
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Isso sem contar os erros dantescos – mais deles – cometidos por Joel: 1. Loco Abreu era o capitão com a lesão de Marcelo Mattos – embora a torcida preferisse o 13 ao 8 –, depois de Abreu, o capitão sempre foi o Jéfferson – na pré-temporada, os dois “disputavam” a braçadeira –, mas no jogo de ida no NE, sem maiores explicações, Herrera apareceu como capitão, embora saibamos da raça argentina do argentino, que característica de liderança ele apresenta além de destempero e passar o jogo todo discutindo com o árbitro? Neste jogo de volta no Rio, sem el Loco em campo, e sem explicações, Herrera não é mais o capitão, e sim Jéfferson! Essa troca constante de capitães demonstraria alguma coisa interna, ou somente que Joel não tem critério algum? 2. Depois de um passe açucarado e maravilhoso de Cajá para Herrera, e este perder mais um gol feito, Joel troca o 10 por Fabrício (19), sem que ninguém entendesse, ganhando vaias e o epíteto de Burro. O 19 tocou na bola? Duas vezes, uma para errar um passe e outra para botar a bola para a lateral. 3. O time foi posto para frente com gente, não com estratégia, o time está tão joelificado que continuou esperando o adversário atrás para contra-atacar, isto é, esperou um time que não precisava ir pra cima, tentou contra-atacar um time que não QUERIA ATACAR. Como confirmação do que afirmei no 10º parágrafo, o catenaccio interista da década de 60 (bi-campeão da Liga dos Campeões) era na base do 4-3-3, mas totalmente retrancado, reativo e jogando na base do chutão e do contra-ataque: ter 3 atacantes não torna o time mais ofensivo, o que faz isso é a estratégia do treinador – que muitas vezes parece inexistir em alguns momentos, ou jogos, do BFR –. 4. Houve uma indefinição de posicionamentos. Inicialmente eu não consegui definir se o time jogava no 4-2-2-2 ou no 4-2-3-1, por causa da movimentação de Caio, que muitas vezes aparecia muito atrás da linha da bola, pela direita, algumas vezes até invertendo de posição com o lateral direito Lucas – uma ótima estratégia, praticamente inventada no Botafogo pela dupla Zagallo-Nilton Santos –, mas seus melhores momentos foi no pé da grande área à direita, como um ponta clássico, driblando e passando e chutando num espaço de
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No mais o mais do mesmo. A estrela brilhou, o time ganhou vergonhosamente ao estilo Joel. Joel que tem medo de atacar e fazer 2, 3 gols e levar 1, mas que fica sem saber o que fazer quando o time entra com 2 volantes e 3 zagueiros e leva gol – como na semifinal da Taça Guanabara – e aí enfia meias e atacantes sem estratégia alguma, pior, fica totalmente perdido quando entra com 3 volantes, 3 zagueiros e leva 3 gols. E então, Joel Natalino Santana, o que se faz?
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NO FUTEBOL, GANHA QUEM FAZ MAIS GOLS, QUEM NÃO LEVA SÓ EMPATA.
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NO FUTEBOL, 7 VITÓRIAS VALEM MAIS DO QUE 20 EMPATES.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
SE O BOTAFOGO NÃO FOSSE O BOTAFOGO
Ainda seria eu, ou uma parte de mim seria?
O que uma bola e uma estrela têm de tão importante para serem assim, tão vida da gente? Porque as estrelas são esferas inflamadas e seus raios são luz, são fogo – luz infatigável, fogo insaciável –.
Se o Botafogo não fosse o Botafogo, o que eu seria?
Ainda eu me reconheceria, ou somente uma parte de mim seria?
Porque o Botafogo não é uma questão de escolha, é uma questão de caráter: Paciência, Resiliência, Excelência.
Se o Botafogo não existisse, eu seria mais um, mais um tanto de todas tantas cores, mais um qualquer, sem nada de especial. Porque o Botafogo é o único time do mundo que não possui cores: é luz apenas – uma luz que rasga as trevas.
CELESTIAL
domingo, 6 de fevereiro de 2011
CLÁSSICO VOVÔ: UMA AULA DE ATTACKING PATTERN
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
COMEÇARAM OS ESTADUAIS, AS FÓRMULAS AINDA FUNCIONAM?
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Mas com o crescente profissionalismo e o aumento de dinheiro envolvido nos campeonatos, fica cada vez mais difícil para um time “pequeno” (leia-se, pobre) competir com um “grande” (leia-se, rico). Dificilmente veremos a Portuguesa-SP ter o mesmo brilho da época de Djalma Santos, por exemplo, ou os Américas (de RJ e de MG) figurarem novamente entre as elites estaduais.
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Neste caminho, muitos cronistas esportivos questionam a validade de uma competição de nível tão pífio no futebol nacional, outros até já fazem deboche. Como amante inveterado dos estaduais, acho-os NECESSÁRIOS num país CONTINENTAL como o Brasil – afinal, que grandes atrativos tem um Campeonato Brasileiro que dure 1 ano inteiro para os expectadores, por exemplo da Paraíba ou de Roraima, cujos clubes não estão nem na 2º divisão, e mais importante ainda, como os jovens destes estados mais pobres da federação terão chances no futebol, pois imaginamos que num país tão imenso e tão amante da bola geraria craques de bola espalhados pelos seus quatro cantos da –, todavia eu acredite que o modelo encontra-se, há muito, atrasado e falho.
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Uma mudança no calendário nacional de futebol faz-se, a partir destas premissas, urgente. Como crítico deste modelo aí vigente, venho também propor certas mudanças na sua organização.
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Meu primeiro movimento seria modificar os estaduais, sobretudo dos grandes centros – isto é, onde encontramos mais times na elite do futebol, as 1º e 2º divisões –. Tomaremos como exemplo o campeonato carioca – só pelo fato de ser o meu preferido –: Qual a necessidade do Botafogo, do Vasco, do Fluminense e do Flamengo jogarem sete ou oito jogos para irem para os mata-matas, quando já especulamos, pelas leis das probabilidades, que eles irão?
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Na minha opinião, para aumentar a competitividade, a fase de grupos deveria ser disputada pelos clubes de menores orçamentos, os chamados “pequenos”. Estes pequenos, então, poderiam disputar 4 vagas para as 8º de final, cada um pegando um grande, depois em cruzamento direto até que sobrem 2 para as finais. Os grandes, por sua vez, se enfrentariam, nas prováveis semi e finais, mas num sentimento de urgência, em que perder para um rival equivaleria a perder um título.
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Vejamos, como contraponto, o que ocorreu no Cariocão-10, o BFR perdeu para o Vasco na Taça Guanabara (doravante TG) e para o Fluminense na Taça Rio (TR), o que não mudou em nada o fato do Botafogo ter se tornado campeão direto vencendo os dois turnos, sendo o único dos grandes com 100% de aproveitamento sobre os pequenos; e nós sabemos que um simples empate no mata-mata pode virar a loteria dos pênaltis, uma ameaça séria ao elenco superior e mais caro de um time grande, ao contrário, nos pontos corridos, beneficiaria aqueles times com maior poder de fogo.
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Doutra forma, os pequenos poderiam aprontar contra os grandes. No modelo atual, um pequeno acaba tendo interferência apenas nos primeiros jogos; quando os grandes pegam ritmo, os embates contra os pequenos viram jogo treino. No entanto, o histórico recente mostra que pequenos podem sim aprontar nestes mata-matas, como em 2006, por exemplo, ou nas semifinais do Paulistão de 2010.
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O mesmo aplicar-se-ia a outros grandes centros, mormente São Paulo, onde a fórmula poderia ser a mesmíssima (contando 4 grandes), além de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná (cada um destes estados contando com 2 grandes times, com títulos nacionais). Estes 5 estados detém quase toda a totalidade dos títulos nacionais, ficando apenas 3 títulos no Nordeste: 2 do Bahia e 1 do Sport de Recife. Estes times grandes podem ser aproveitados em torneios mais curtos e mais rentáveis, como logo discutiremos.
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Obviamente há defeitos neste modelo sugerido, claro, e o mais nítido: uma possível queda de arrecadação, proveniente de um grande esvaziamento dos estádios. Mas tirando os jogos dos grandes contra os pequenos, e os clássicos que por ventura aparecem, quando é que vemos os estádios com bom público, sem ressaltar o fato de quase todos os jogos já serem entre pequenos? O que num primeiro momento seria o esvaziamento dos estádios, pode acarretar num movimento oposto, sem a influência dos grandes e com os pequenos tendo chances, a briga seria maior entre eles, aumentando a competitividade, e consequentemente a qualidade e com ela, público. O que ocorrerá, com certeza, é a supervalorização dos clássicos: com a sensação de urgência, de vencer ou vencer, a rivalidade só aumentará.
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Outro caráter questionável seria a perda de fórmulas consagradas. Por exemplo, no Rio de Janeiro existe as duas taças que o campeão de cada turno levanta, e guarda em casa, troféus que podem ser a glória máxima de um pequeno, mas não muito para um grande – fórmula que me parece ter sido adotada também no Rio Grande do Sul –. Nada impede, no entanto, que se disputem as duas taças, os dois turnos, aumentando os jogos – e com isso a arrecadação – dos pequenos, os grandes sempre entrando nos mata-matas, com sorteio direcionado, por exemplo: Se na TG numa chave caíram Botafogo e Fluminense e na outra Vasco e Flamengo, projetando um clássico VOVÔ e um dos MILHÕES para as semi; na TR o sorteio inverteria os chaveamentos, daí se o Vasco fosse o sorteado, só não poderia cair na chave dele o Flamengo, que sendo este sorteado, iria imediatamente para o outro agrupamento.
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Valorização dos clássicos, jogos em que os pequenos poderiam surpreender, estádios mais cheios para os jogos decisivos, arrecadação, arrecadação... É claro que a estratégia de dois turnos geraria mais dividendos só pelo motivo de ter mais clássicos, mas abriria espaço para mais crítica, como o inegável questionamento: o que os grandes fariam entre as fases finais dos estaduais? Minha resposta: LIGAS REGIONAIS.
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Como Nordestino sei a importância e o sucesso da copa do Nordeste (a partir de agora, CNE), torneio de grande força e valor no início da década passada, mas retomado meio que aos trancos e barrancos ano passado, muito mais pelo calendário deficitário causado pela copa do mundo e pelas várias divisões do Campeonato Brasileiro (CBR). E se pudemos utilizar os estaduais alimentando-se das rivalidades locais, há também as rivalidades regionais. O Torneio Rio-São Paulo (RSP), por exemplo, move verdadeiras paixões, e possíveis disputas de marketing: quem tem mais torcida: Flamengo ou Coríntians? Qual o time que teve mais gênios do futebol de todos os tempos: o Santos de Pelé ou o Botafogo de Garrincha? Entre outras tantas.
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Usando novamente o exemplo do RSP: Um torneio de pontos corridos, de dois grupos (talvez homenageando os dois maiores jogadores de sempre: Grupo Pelé e Grupo Garrincha, marketing, marketing... este é o futuro do futebol) contando, cada grupo com dois times do Rio de Janeiro e dois de São Paulo, utilizando o modelo do Cariocão: na primeira fase os times jogam entre si do mesmo grupo, no returno contra os adversários do outro grupo. Os 2 melhores de cada grupo vão para um quadrangular final, todos contra todos, em jogo único, com mando de campo para aquele melhor qualificado na fase de grupos. Os dois melhores farão uma final de dois jogos, com a preferência do último jogo em casa para o que tivesse o melhor desempenho no quadrangular final.
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Tiro curto (os times jogariam no mínimo 7 jogos na fase de grupos, mais 3 do quadrangular, e mais 2 jogos finais), só timaços, grandes públicos, e ainda podendo ter as paradas estratégicas no entre-fases (entre o turno e o returno) para as finais estaduais – podendo ocorrer os mata-matas de um possível segundo turno, justamente após as finais das ligas regionais, tudo bem sincronizado, o que poderia apimentar ainda mais as finais tanto estaduais quanto regionais, com um sentimento de revanche, imagine um Palmeiras e Coríntias num quadrangular regional após um ter eliminado o outro das finais estaduiais, ou um Fla-Flu na final de um Cariocão depois de uma final destas num RSP! O sonho de muito dirigente com problemas de cofres, e o jogo do ano para muitos torcedores – seriam jogos para serem lembrados por décadas! –.
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A mesmíssima fórmula poderia ser aplicado à Copa Sul-Minas (CSM). Com os dois gigantes de Minas (Cruzeiro e Atlético-MG), os dois imensos gaúchos (Internacional e Grêmio) e os dois campeões brasileiros do Paraná (Coritiba e Atlético-PR), mais dois ou quatro convidados (dependendo do desempenho destes times no ano anterior, hoje, por exemplo, com certeza eu chamaria o Avaí para constar nesta lista, afinal é time de primeira divisão, e o Figueirense, que há alguns anos vem sendo bastante competitivo).
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Obviamente eu não aplicaria a mesma fórmula ao CNE, ou as Copas do Norte e do Centro-Oeste. Embora alguns clubes destas regiões joguem na primeira e na segunda divisões do CBR – e alguns deles enormes times no âmbito nacional, como os grandes baianos e pernambucanos –, há uma necessidade de um torneio maior, com mais times e mais longos, assim como campeonatos estaduais diferenciados para estas regiões, mais compridos. Assim, ocupando o 1º semestre com o Estadual e o 2º com o Regional, desta forma, os times teriam mais caixa, e o futebol longe dos grandes centros econômicos – não se engane, o futebol do Sul e, principalmente, do Sudeste é melhor porque têm mais dinheiro, só por isso, não há nada na água destes estados que façam as pessoas jogarem mais bola que nos outros lugares do mundo – estaria mais valorizado.
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Da mesma forma, os pequenos times do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Paraná, poderiam competir entre si em ligas regionais compatíveis com o seu tamanho, uma copa para o Sudeste e outra para o Sul, nos moldes do CNE. Fazendo com que estes times utilizem profissionais do futebol o ano todo, e, como todos sabemos, o futebol é a saída da miséria de muitas famílias no Brasil – o que esquecemos é que a maioria absoluta dos jogadores profissionais do futebol ganham em torno de 2 a 3 salários mínimos, mas é um dinheiro que sustenta uma família nos lugares mais pobres do país –.
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Reagrupando o futebol no nível local, começaria também a repensá-lo no nível nacional. A primeira mudança seria na Copa do Brasil (CB), e seria simples: ao invés dela acontecer concomitante à Copa Libertadores da América (CL), eu a puxaria para ocorrer entre a CL e a Copa Sulamericana (CS), isso mesmo, no meio do ano. Como torneio mata-mata, não interferiria muito no andamento do CBR, assim como a CS não mexe muito no nosso calendário, pois os times vão caindo, e a maioria encontra-se fora deste torneio.
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A CB é o único torneio do mundo que eu conheço que o campeão não pode defender o seu título, isto é, nunca haverá um bicampeão de fato – a Copa do Mundo passou a ter critério de não mais classificar de forma direta um campeão o seu campeão para o torneio seguinte, mas nas duas copas posteriores a esse regulamento, 2006 e 2010, os campeões anteriores estavam lá, defendendo o seu título, o que só não ocorreu, salvo engano na Copa de 1934 em que os Uruguaios se recusaram a participar em represália ao grande número de desistências dos Europeus em sua casa –, e esta simples mudança da data possibilitaria este feito, e ainda a valorizaria, pois, hoje em dia, a CB é o torneio para quem não teve competência de ir para à CL.
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Até mesmo o sistema italiano pode ser utilizado para melhorar o encaixe entre a CB e a CL, isto é, os times mais avançados no torneio continental, entram mais tarde na Copa Nacional. Algo para mim completamente legítimo, a Internationale de Milão de Mourinho, foi campeã da Copa da Itália disputando apenas 5 jogos, enquanto times menores jogaram muito mais e nem chegaram perto da final.
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Tradução: mais jogos, mais finais, mais caixa. Mais rentável para os clubes, mais rentável, principalmente, para as federações esportivas. Um time grande, desta forma, disputaria até 5 títulos por ano, sendo 2 regionais (estadual e interestadual), 2 nacionais (CB e CBR) e 1 internacional (CL ou CS). Com o ano cheio, e mais renda, os clubes seriam obrigados a reforçar o elenco por causa do grande número de jogos, o que abriria mais portas para os profissionais da bola, e fortaleceria os clubes com melhores estruturas, principalmente no que tange às categorias de base: com recursos limitados, seria de lá que sairia a maioria dos jogadores que comporiam elenco para tantos torneios disputados, e a venda destes jogadores que se destacam aumentaria o fluxo de caixa das equipes formadoras.
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Por fim o mais importante título nacional, o campeonato brasileiro. Um cocunhado meu me sugeriu um CBR de 25 a 31 times de turno único – o número ímpar de participantes seria necessário para que os times tenham a mesma quantidade jogos em casa e fora –. Mas eu não mudaria em nada a 1º e 2º divisões nacionais, que para mim já são sucessos.
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Minhas mudanças começariam com a extinção da 4º divisão, seguida de uma reformulação da terceirona: Quatro grupos de 9 times cada, jogando ida e volta, passando os dois melhores de cada grupo para as quartas-de-final, os semifinalistas teriam acesso direto à segunda divisão. Campeonato longo o suficiente para ocupar todo um semestre, com todos os times jogando pelo menos 16 jogos, com o finalista chegando a 22 jogos, principalmente se levarmos em conta que um turno da primeira ou da 2º divisão tem 18 jogos.
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A questão ficaria de como selecionar os 36 times da disputa. Primeiro, os 4 rebaixados da 2º divisão, que ficariam como cabeças de chave. Depois, distribui-se 1 campeão de cada uma das 5 ligas regionais – ou melhores colocados nestes torneios que não jogue nem a primeira nem a segunda divisões – por cada um dos 4 grupos, ficando um grupo com dois campeões de ligas; e, por fim, distribui-se os 27 campeões estaduais – ou melhores colocados nestes torneios que não jogue nem a primeira nem a segunda divisões, e nem sejam campeões regionais –.
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Essa estrutura aumentaria a importância das ligas regionais, mormente aquelas “Ligas B” com os times pequenos do RSP e da CSM, e os estaduais dos estados mais pobres. O chaveamento seguiria mais ou menos o esquema abaixo – eu tentaria formar grupos com times de estados próximos, para que gastem menos em viagens, mas esta medida poderia transformar a primeira fase da 3º divisão do CBR numa nova Liga regional –:
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GRUPO I = R1, L1, L5, E1, E5, E9, E13, E17, E21
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GRUPO II = R2, L2, E2, E6, E10, E14, E18, E22, E25
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GRUPO III = R3, L3, E3, E7, E11, E15, E19, E23, E26
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GRUPO IV = R4, L4, E4, E8, E12, E16, E20, E24, E27
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LEGENDA:
E (campeão estadual)
R (rebaixados da segunda divisão do ano anterior)
L (campeão das ligas regionais)
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Eis as minhas sugestões: fortalecer os estaduais, colocando os grandes times para jogarem apenas jogos importantes. Ressuscitar os grandes torneios regionais. Dar oportunidade e calendário para os times pequenos dos grandes centros (Rio, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná) e para o futebol dos estados mais pobres: com seus estaduais mais fortes, suas ligas regionais com visibilidade e uma terceira divisão que se torna o sonho destes times que competem nestes campeonatos – hoje, os campeões estaduais têm acesso à quarta divisão, o que os coloca muito longe da elite do futebol –. Calendário organizado gera recursos para os clubes e oportunidades para os jovens jogadores, e os mais velhos que estão se preparando para deixar o futebol e organizando seus “pés-de-meia” para suas aposentadorias.