sábado, 10 de setembro de 2011

QUANDO SOLENEMENTE PERDER-ME EM DIREÇÃO DOS TEUS BRAÇOS

Quando eu
...............................solenemente
perder-me em direção dos teus braços
com a potência das forças que atraem a ave 'a terra
não me despirei a minha alma
como nu ira' o meu corpo.

Não serei tua por completa
parte de mim sera' só mistério
a outra solidão
e ao se encontrarem todas nos teus braços
ainda não serei tua
como o vento e a a'rvore
que se encontram e se enamoram
e se despedem tão sutilmente.

Pois se quiseres amor
dar-te-ei apenas o meu corpo
e se queres carinho
dar-te-ei apenas satisfação.

Porque pessoas não se amam
trocam corpos
porque pessoas não se querem
se desejam.

Mas se queres ainda uma parte cega de minhalma
renegas o meu corpo:
e com palavras, e com gestos e com olhares,
me enamoras e me redescobre
como a aventura u'ltima dos confins do mundo
E eu serei teu grande Mistério
incompleto e inverossímil
insatisfeito e incompreensível
tua busca u'nica
tua demanda
indecifrável

E quando não restar nada em ti
que não seja a vontade de adorar-me
então poderás amar-me pois serei teu Nume
e terás uma parte infinitesimal
de minhalma infinda
uma pista deste Mistério indevassável
e dar-te-ei meu inútil Segredo.

E terás uma parte de minhalma
e com ela esta algema minima
a qual e' atrelada
que se chama meu corpo.