quinta-feira, 1 de junho de 2017

SONETO

Mas o poema dos amantes é
O mar que muda tão constante quanto
Somos mutantes. O amor faz maré
          Nos carregando, barco solto. Espanto
          Imenso, incenso em ascensão. Rio morto
          Não possui porto, pois amar sem pranto
É mar sem vento. Enquanto fingem torto
Este vazio amor, quem de vero tem
Um bem querer, acha nenhum conforto
          Em maré baixa. Porém, quando vem
          A onda com as brisas e nos traz o amado
          Sorriso, é só sossego e paz num sem
Fim. Amor é o mar, como está falado
No termo amante, este jamais parado...