Hoje.
21:45.
Última aula da noite e do dia.
Olho pela janela enquanto espero os alunos terminarem os exercícios que passei. João Pessoa brilhante, iluminada por mil fogos.
Um desejo súbito me ataca: Não queria voltar pra casa! Pegar o carro e sair por aí, a noite iluminada chamava um bicho em mim. Voltar aos meus 16 quanto a noite só começava às 23:50!!
Fim de trabalho, pego meu automóvel, volto pra casa, verifico calibre dos pneus, água, dou uma limpada no carro, e me tranco em casa.
Envelhecer é uma tortura.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
QUANDO SOLENEMENTE PERDER-ME EM DIREÇÃO DOS TEUS BRAÇOS
Quando eu
...............................solenemente
perder-me em direção dos teus braços
com a potência das forças que atraem a ave 'a terra
não me despirei a minha alma
como nu ira' o meu corpo.
Não serei tua por completa
parte de mim sera' só mistério
a outra solidão
e ao se encontrarem todas nos teus braços
ainda não serei tua
como o vento e a a'rvore
que se encontram e se enamoram
e se despedem tão sutilmente.
Pois se quiseres amor
dar-te-ei apenas o meu corpo
e se queres carinho
dar-te-ei apenas satisfação.
Porque pessoas não se amam
trocam corpos
porque pessoas não se querem
se desejam.
Mas se queres ainda uma parte cega de minhalma
renegas o meu corpo:
e com palavras, e com gestos e com olhares,
me enamoras e me redescobre
como a aventura u'ltima dos confins do mundo
E eu serei teu grande Mistério
incompleto e inverossímil
insatisfeito e incompreensível
tua busca u'nica
tua demanda
indecifrável
E quando não restar nada em ti
que não seja a vontade de adorar-me
então poderás amar-me pois serei teu Nume
e terás uma parte infinitesimal
de minhalma infinda
uma pista deste Mistério indevassável
e dar-te-ei meu inútil Segredo.
E terás uma parte de minhalma
e com ela esta algema minima
a qual e' atrelada
que se chama meu corpo.
...............................solenemente
perder-me em direção dos teus braços
com a potência das forças que atraem a ave 'a terra
não me despirei a minha alma
como nu ira' o meu corpo.
Não serei tua por completa
parte de mim sera' só mistério
a outra solidão
e ao se encontrarem todas nos teus braços
ainda não serei tua
como o vento e a a'rvore
que se encontram e se enamoram
e se despedem tão sutilmente.
Pois se quiseres amor
dar-te-ei apenas o meu corpo
e se queres carinho
dar-te-ei apenas satisfação.
Porque pessoas não se amam
trocam corpos
porque pessoas não se querem
se desejam.
Mas se queres ainda uma parte cega de minhalma
renegas o meu corpo:
e com palavras, e com gestos e com olhares,
me enamoras e me redescobre
como a aventura u'ltima dos confins do mundo
E eu serei teu grande Mistério
incompleto e inverossímil
insatisfeito e incompreensível
tua busca u'nica
tua demanda
indecifrável
E quando não restar nada em ti
que não seja a vontade de adorar-me
então poderás amar-me pois serei teu Nume
e terás uma parte infinitesimal
de minhalma infinda
uma pista deste Mistério indevassável
e dar-te-ei meu inútil Segredo.
E terás uma parte de minhalma
e com ela esta algema minima
a qual e' atrelada
que se chama meu corpo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O CRIADOR RECUADO: O CASO DO BOTAFOGO
Na história da tática do futebol uma figura tende sempre a aparecer e desaparecer de tanto em vez. É a figura do armador recuado. Vejamos: no antigo 2-3-5 ele estava lá, o central da segunda linha (camisa 5) tinha a função, além da defensiva, de armar as jogadas da linha de frente com lançamentos e inversões, muitas vezes ligando o contra-ataque. No WM (3-2-2-3) este elemento desaparece. O 5 recua para a linha de zaga e cria-se uma terceira linha (8 e 10) antes da linha de avantes. A armação fica por conta destes dois jogadores, que jogavam perto da linha de frente.
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Então veio uma nova revolução, tão importante quanto o próprio WM, o 4-2-4 do Brasil de 1958. A partir do WM, um dos meias defensivos (camisa 4) recua para a linha de zaga, enquanto um dos meias ofensivos (camisa 10) entra na linha de ataque. No meio, ficavam então o 5 e o 8, um defensivo e outro ofensivo. Esta segunda linha tinha a função de defender, mas o 8 fazia a mesma dupla função do antigo central do 2-3-5, armar o time através de lançamentos e passes.
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Foi neste esquema que brilharam, por exemplo, Didi, Gérson (pelo Botafogo), Mengálvio (Santos), Ademir da Guia (provavelmente o maior jogador da história do Palmeiras), e, posteriormente, no 4-3-3, grandes como Sócrates (Corinthians) e Falcão (talvez o maior do Internacional de Porto Alegre), e tantos outros gênios.
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Antigamente, este camisa 8, chamado de meia-armador, jogava, normalmente, sobre a linha de meio campo, na posição do que hoje convencionamos chamar de segundo volante. Vejamos, nesse sentido, dois exemplos tomados dos grandes times do Botafogo da década de 60.
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Escalação do time de 1962:
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Escalação do time de 1968:
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No Brasil esta posição sumirá na formação do nosso 4-4-2. Com o meio em forma de quadrado (2-2), o brasileiro reconstruiu o meio do WM. O defeito maior dos 4-4-2s sulamericanos (brasileiro e argentino) era o imenso vazio aberto nas laterais do campo, com isso abria-se o corredor para o apoio constante dos laterais. Desta forma, fazia-se necessário que ambos os volantes cobrissem a subida dos dois laterais. O passador (camisa 8) recuado sumira, em seu lugar outro destruidor de jogo. A criação de jogadas voltaria para os dois meias avançados, um mais cadenciador – fazendo as funções do antigo meia-armador – (camisa 10) e um ponta-de-lança mais condutor de bola (camisa 7 ou 11).
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Em outros países, no entanto, o 8 manteve-se como criador de jogadas – nem sempre recuado – na constituição de seus 4-4-2s. Na Argentina, com seu losango (4-3-1-2) mediano, o 8 continuava sobre a linha de meio campo, com um destruidor logo atrás, e na mesma linha outro médio com funções defensivas e de apoio, e logo a frente o ponta-de-lança – que lá se chama, muito acertadamente, enganche –. Na verdade, ao invés de trocar o armador por um volante combativo, os portenhos acrescentaram outro. No entanto, a função não é a mesma. Esta posição – em castelhano chamado de carrilero – não é um CRIADOR, e sim um APOIADOR. Muito diferente.
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Na Inglaterra, por sua vez, com seu 4-4-2 em duas linhas ortodoxas, o camisa 8 tem a função de defender atrás, armar o time com lançamentos, e chegar com vontade na frente pra concluir com chutes de média distância. Este jogador de área-a-área (Box-to-box) é criador de jogadas, que se desenvolvem de forma descentralizada. Porém, quase sempre, o Box-to-box é quase sempre mais apoiador do que criador. Em alguns times, a criação fica por conta de um dos wingers.
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Porém, em país nenhum do mundo esta função tem uma nomenclatura tão precisa e simples quanto na Itália: Regista. Isto é, aquele jogador que REGE a transição ofensiva (contra-ataque), REGE a construção, é um auxiliar defensivo, ocupando espaços inteligentemente, interceptando passes, mas, sobretudo, é um passador, REGENDO o time, não um apoiador.
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Como podemos ver na citação abaixo, a nova formação em triângulo – como no antigo 4-3-3 – dos novos esquemas em maior uso (4-2-3-1, 4-3-3) recria a função de regista. Ressurge a função do passador. O meia-central precisa dar a saída de bola. Ora, se existe um marcador específico para destruir o jogo de bola do criador de jogadas, é necessário que um jogador extra retenha essa bola e desafogue o time:
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This is where the central midfielder gets the most attention, and also the most criticism. The popularity of ‘the passer’ amongst managers owes much to the decline of two-striker formations, with 4-5-1s (more specifically, 4-2-3-1s and 4-3-3-s) favoured. In basic terms, this simply means an extra midfield spot available, and hence the destroyer-creator model was amended to give a destroyer-passer-creator system in the centre of midfield (…). “Receive, pass, offer, receive, pass, offer” is the Barcelona mantra for midfielders.
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(Isto é onde o meia central recebe a maior atenção, e também a maior crítica. A popularidade de “o passador” entre técnicos deve-se muito ao declínio das formações de dois atacantes, com 4-5-1s (mais especificamente, 4-2-3-1s e 4-3-3s) favorecidos. Em termos básicos, isto significa simplesmente um espaço vago no meio-campo, e desde que o modelo destruidor-criador foi ajustado para dar num sistema destruidor-passador-criador no centro do meio-campo (...). “Receber, passar, oferecer, receber, passar, receber” é o mantra do Barcelona para os meias).
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Desta maneira podemos supor que, o central deveria manter a posse de bola. Muitas vezes através de passes curtos laterais, quase sempre inócuos, aparecendo para receber e manter esse sistema de passes. Porém, algumas vezes, o passe longo, invertendo o jogo, ou o passe em profundidade para um companheiro buscam justamente a criação de jogadas com mais ímpeto, na procura por um colega de time melhor posicionado para o ataque. A este jogador, portanto, fica a obrigação do primeiro ou do segundo passe, este qualificado.
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BOX-TO-BOX Vs REGISTA, DIFERENÇAS (?)
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Chamamos a atanção, desta feita, agora para uma questão que seria muito proveitosa para o debate sobre este texto: existem diferenças entre o Box-to-box e o Regista? Se existem quais são? Atrevemo-nos a responder com certa certeza a primeira pergunta: sim, existem diferenças intrínsecas entre as duas funções.
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Complicado, agora, é achar uma resposta para a segunda questão. Embora possamos distinguir a primeira vista um Box-to-box de um regista durante um jogo apenas observando a sua movimentação, difícil é explicar. Acreditamos, portanto, que o Box-to-box tem a necessidade de chegar à frente para impedir o esvaziamento entre o ataque e o meio do 4-4-2. Isto é, faz-se necessário mais o seu apoio ao ataque do realmente a construção recuada de jogadas. Vejamos Gerard – o melhor Box-to-box que eu já vi –, ou até mesmo o jovem Wilshere do Arsenal – que já ocupa esta função tanto no time quanto na seleção –, é necessário que ele chegue até a borda da grande área para concluir, inclusive, no time nacional, muitas vezes Gerard joga como último vértice de um triângulo no 4-2-3-1 ou 4-3-3 armado, raramente, por Fábio Cappelo. Desta forma, ao Box-to-box não fica a obrigação real de criar jogadas, pois, muitas vezes, no 4-4-2 ortodoxo, o meia-de-criação é um dos wingers, sendo que o outro acaba sendo um winger-atacante.
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O que vemos, no entanto, de certa forma em uma crise do Box-to-box, o reposicionamento do meio em forma de triângulo (destruidor-passador-criador). A função, parece-nos cada vez mais relegada ao lateral, que defendendo na sua área, apoia na área adversária (tática individual que só surgiria como NECESSIDADE nos 4-4-2s sulamericanos, que, devido a sua falta de amplitude cria verdadeiros corredores em frente aos laterais que se tornam cada vez mais ofensivos).
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Já o Regista não. Este pode reger o time de posições mais recuadas, sem necessidade alguma que avance em direção à área adversária (embora não seja proibido de fazê-lo). Um caso emblemático é o do grande Pirlo, campeão de tudo com o Milan e Regista da seleção italiana campeã do mundo em 2006. Jogando pelo Milan, o 21 que começou a carreira como trequartista (meia-de-ligação), atuava como primeiro vértice de um losango, posição normalmente ocupada por um jogador mais combativo, que no rossonero era função de Gattuso. Este, destruía as jogadas à frente de Pirlo, a bola chegava, então, mais limpa para seus pés. Ou recebia diretamente da zaga, fazendo o primeiro passe. Esta função individual foi observada, também, em Fábio Rochemback e em outros jogadores pelo jornalista Eduardo Cecconi.
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Porém, o maior regista que eu já vi jogar foi Pep Guardiola, talvez os mais novos não o tenha visto, seu futebol ficou obsoleto no início da década de 2000, obrigando-o a se aposentar muito mais cedo do que seu enorme talento permitiria. Hoje em dia, no entanto, com a grande revolução que ele está criando no seu Barcelona, todos estão assimilando novamente o meio em triângulo – embora a recomposição do meio em triângulo seja devedor do surgimento do 4-2-3-1 – e a sua função de regista (de passador, de articulador recuado) está em alta no momento, o que podemos ver no grande Xavi, que sob a direção de Frank Rijkaard era apenas um primeiro volante reserva, e hoje talvez seja o jogador mais desejado do mundo depois de Messi.
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Tomemos, então, como exemplo a seleção brasileira de Mano Menezes. Há uma predileção natural do técnico pelo Box-to-box do tipo Ramires e outros (Ralf, Jucilei), jogadores marcados pelo shuttle (disparo) em direção à área adversária – basta lembrar dalguns gols da Seleção de jogadas iniciadas por esses shuttles realizados por Ramires, muitas vezes ganhando os combates não com técnica e habilidade, mas na raça e na disposição em dividir a bola (o que também tem sua beleza, uma beleza quase bélica), como no gol de Jádson contra o Paraguai –, em detrimento de volantes-meias (registas) como do tipo de Hernanes – que se cometeu um erro contra a boa seleção francesa, merecia mais chances no time canarinho –.
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CASO EM ESTUDO: BOTAFOGO – 2011
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O Botafogo, desde a chegada de Caio Júnior, vem se adaptando ao 4-2-3-1. Este esquema tático, quase sempre se desmembra num 4-3-3 quando ataca (mais precisamente 4-2-1-3), com os wingers (meias-extremos) se tornando verdadeiros pontas no momento de ataque, deixando centralizado um criador. No entanto, no Glorioso, este desenho se converte, praticamente, num 4-2-4. A linha de meias é formada por meias-atacantes que são incisivos e condutores em velocidade, muito mais interessados em ir em direção ao gol do que em armar jogadas – isto muda quando o meia-central da terceira linha é Felipe Menezes, muito mais enganche do que os companheiros –.
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Contudo, o que nos importa para este texto são a posição e a função dos volantes botafoguenses, a movimentação e opção de meias ficará para outro momento. A dupla da segunda linha chamou a atenção pelo ótimo desempenho, e pelo inusitado também, afinal, do time titular do Botafogo, até agora, aquele responsável pela articulação é o Renato, como já percebeu Cecconi:
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“Mesmo na primeira linha do meio-campo, Renato não é um mero volante combativo, protetor do lateral Alessandro. Pelo contrário. Ele é um articulador recuado, marca mas acima de tudo participa da organização ofensiva realizando o primeiro passe e fazendo a passagem para receber. Esta iniciativa do camisa 8 desonerou Felipe Menezes, cuja timidez na partida não comprometeu o time ofensivamente pela participação de Renato e de Maicossuel nos passes”.
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Marcelo Mattos (5) e Renato (8), como apontado por nós em textos anteriores (aqui e aqui), jogam em uma linha diagonal, com Marcelo posicionado bem atrás de Renato. Todavia, este posicionamento do 8 não faz com que ele avance regularmente até a área adversária, ficando quase sempre contido para receber um passe mais atrás ou posicionando-se, inteligentemente, para prevenir o time de um contra-ataque. Muito menos defende de frente a área botafoguense, sua área de atuação é praticamente em cima da linha de meio campo, de onde acelera o jogo invertendo lançamentos para o lateral esquerdo, ou aprofundando jogadas com o lateral direito. Ora, tomemos como parâmetro o jogo contra o Atlético-MG no Engenhão pelo campeonato brasileiro, nesta partida, muitas vezes o 8 encontrava-se à frente de Felipe Menezes, exercendo pressing no adversário.
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Desta forma seria errôneo classificar o segundo volante alvinegro de Box-to-box, ele é um regista, embora muitas vezes tenha atuado assim no 4-4-2 ortodoxo do Sevilha, e outras vezes, chegou a exercer a função de regista neste time espanhol quando atuou como primero 1 do 4-4-1-1 do desenho de 2010 desta equipe – um desenho muito mais próximo do 4-2-3-1 botafoguense –.
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Chamamos atenção também para a tática individual do Marcelo Mattos. Ele é o volante de contenção do Botafogo, o elemento destruidor do trio central – o chamado cabeça-de-área –. Porém é o 5 quem exerce a função de box-to-box da equipe, adiantando-se para a segunda bola (rebote) ofensivo para o arremate de média distância – algo que não lembro ainda de ver Renato fazer no time –, defendendo até dentro da área, quando necessário, e puxando contra-ataques em velocidade, como na assistência genial para o gol de Maicosuel contra o Atlético-MG na partida de ida da Copa Sulamericana.
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CONCLUSÃO
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O momento atual, de resgate do triângulo mediano e da formação de equipes em quatro linhas, acaba dando refôlego ao jogador-passador, que, através de seus passes, poucas vezes objetivos, é o responsável pela posse de bola e sua inteligência tática possibilita interceptações precisas de passes, as duas principais características defensivas dos grandes times da atualidade. Em contra-partida, o Box-to-box clássico vem desaparecendo, permanecendo apenas aqueles que conseguem se adaptar às funções ou de passador ou ao criador do meio – mormente a primeira opção –.
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Mas há um ponto necessário ao debate que não notamos nos argumentos utilizados na nossa pesquisa. O triângulo mediano moderno é quase sempre de base baixa (2-1) assimétrico, salvo raras exceções como o Barcelona ou o Porto, que jogam com triângulo de base alta (1-2) bastante simétricos. Isto é, a função do passador não é exercido mais por um meia, e sim um volante. Destarte, não seria mais acurado chamá-los de “meias-armadores” como antigamente, nem de “volante-meia” como vários jornalistas esportivos hoje convêm chamar por falta de termo melhor (inclusive, o que na minha opinião, é o melhor analista tático brasileiro hoje, André Rocha), e sim, talvez, de “volante-armador”.
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TRIÂNGULOS MÉDIOS: MODELOS EM USO HOJE:
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sábado, 13 de agosto de 2011
RESUMO DOS JOGOS DO BOTAFOGO
Decidi esperar uma quantidade razoável de jogos com elenco completo do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS na mão de Caio Júnior para analisar o seu desempenho. Com cinco jogos com o meia Renato e quatro com a presença de Loco Abreu, podemos desenhar algum tipo de linha mestra do time alvinegro.
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Vou me restringir aos jogos COM Loco Abreu. Desempenho maravilhoso, 3 vitórias e 1 derrota, sete gols a favor, três contra. Porém a análise que importa é observar individualmente cada partida e de que forma os jogos se alinham como uma evolução contínua – se para melhor ou pior –.
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ESQUEMA TÁTICO:
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Na ausência de Loco Abreu, o time jogava num 4-2-3-1, com forças pelas extremidades, porém com Herrera de 1 o time perdia não só presença de área, como também rendia pouco nas finalizações, o time vivia, praticamente, dos chutes de longa distância de Elkeson. Quando este passou a ser marcado mais de perto e os seus chutes de longa distância começaram a falhar o time decaiu radicalmente, passando quatro jogos sem vencer – dois empates e duas derrotas, nesta ordem –.
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Começou-se a rotatividade na frente, atrás deste 1, e ninguém funcionou – salvo o jovem Alex, que em suas duas entradas no time marcou dois gols –. Dizia-se que o esquema era perfeito para o Loco Abreu, esperava-se por ele. O técnico começou a ser contestado depois destes resultados pífios, justamente quando o time poderia engrenar e colar na primeira colocação. Esperava-se por Loco Abreu.
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O uruguaio voltou, e aí? Quem sairia? O departamento médico resolveu o problema: Evérton se machucou, Caio se machucou, Alexandre Oliveira não se firmou – no jogo em que o Botafogo perdeu para o Atlético Paranaense de 2 a 1, este jogador perdeu pelo menos quatro gols sozinho –. Desta feita, El 13 poderia entrar sem a necessidade de que Herrera saísse do time.
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O que se imaginou, em um determinado momento, é que, com os dois, o time do Botafogo voltaria ao 4-2-2-2. Embora isso tenha ocorrido algumas vezes, o time continuou, em seus melhores momentos, no mesmíssimo 4-2-3-1, todavia agora bastante assimétrico: os dois volantes encontram-se desalinhados, e o trio de meias também.
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MUDANÇAS:
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Uma das maiores modificações foi a troca das posições iniciais entre Maicosuel e Elkeson. O Mago foi colocado na posição em que tem maior conforto, o centro, deslocando Elkanhão para a esquerda. O resultado não foi satisfatória, retirando o 9 de onde ele vinha sendo mais perigoso, com seus chutes de média distância. E a contrapartida também não compensou, a evolução de Maicosuel não foi o esperado.
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Na extrema direita foi deslocado Herrera. O seu posicionamento inicial é muito aberto e muito recuado para ser considerado como um segundo atacante, pelo contrário, seu posicionamento é de winger-ofensivo. Como nos melhores 4-2-3-1 do mundo, pelo menos um dos extremos é um atacante recuado – Cristiano Ronaldo, no Real Madrid, por exemplo, ou Pedro no Barcelona, quando o time assumia este desenho tático, e na seleção espanhola, e Eto’o quando a Internationale usava esse esquema – ou um winger que se torna um atacante com a bola – Walcott no Arsenal, e Di Maria no Real, por exemplo –. Esta é a função de Herrera: quando o time ataca pela direita, este é o seu posicionamento, bem recuado e aberto, para trabalhar com o lateral que avança, tabelar com o meia central, e progredir por aquele lado até o fundo, se necessário. Quando o jogo se faz pela esquerda ou pelo centro, ele avança para dentro da área, em diagonal, muitas vezes trocando de posição com Loco Abreu – estes movimentos serão importantes quando nos referirmos aos gols de Herrera logo a frente –.
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JOGO 1 (CRUZEIRO 0 E BOTAFOGO 1):
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No retorno de Loco Abreu o 4-2-2-2 foi mais bem configurado. O resultado: dominação completa do Cruzeiro. A vitória veio de um lance fortuito, em que a bola chegando em condição para Abreu – muito distante da área – e uma belíssima pancada de longe: o gol decisivo.
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Neste jogo o time conseguiu demonstrar uma grande qualidade defensiva, embora relativamente desorganizado. O time se mostrou bastante inseguro atrás, o que se torna até paradoxal: como se segurar tão bem se defendendo tão mal? A resposta é simples: pouca qualidade ofensiva do adversário.
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O elemento de ataque mais eficaz do Cruzeiro é o argentino Montillo, e o elemento mais eficaz na defesa alvinegra há muito tempo tem sido Marcelo Mattos. Com o 5 anulando o 10, os dois times sem conseguir criar, uma jogada de qualidade diferenciada decidiu o jogo.
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De positivo: apenas o resultado.
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JOGO 2 (ATLÉTICO PARANAENSE 2 E BOTAFOGO 0):
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Uma comédia de erros. Num lance de bola alçada na área, Jéfferson errou pela segunda vez, depois do retorno das férias forçadas com A Seleção, uma saída de gol para tirar uma bola baixa – típica bola da zaga, não do goleiro –, a defesa inteira não sobe, o goleiro erra, bola para dentro. Logo após o atacante do atlético perde a bola, pura de fora da área para dentro e o juiz marca pênalti. Daí o segundo gol.
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Mas a pior parte foi a postura do Botafogo. O time retrocedeu um ano e meio, foram noventa minutos de chuveirinho, nenhuma linha de fundo. Resultado, com um gigante na frente, nenhuma vitória pelo alto. O que é lógico. Mesmo que Loco Abreu tivesse três metros de altura ele não venceria, pois estaria nas costas dos zagueiros que recebem a bola de frente. Nos lances de linha de fundo, os zagueiros estão de costas, o atacante de frente, e a própria movimentação dos mesmos, que se voltam em direção à bola, desmarca o atacante que tem mais chances de acertar o alvo.
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Saldo: retrocesso completo, e o resultado demonstra isso.
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JOGO 3 (BOTAFOGO 4 E VASCO 0)
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O melhor jogo do Botafogo sob a direção de Caio Jr. Ressaltamos que, no segundo tempo, o time abdicou de jogar, aceitou ser pressionado para “segurar” um resultado, sofreu sufoco – parece que está institucionalizado neste grupo a joelização, o muricybol, faz um gol e segura atrás, por este motivo o Botafogo entregou quatro pontos, cedendo empates no fim dos jogos em que, ganhando de 1 a 0 decidiu “segurar” –. Até hoje tento aprender o motivo pelo qual se acha que, depois de conseguir uma vitória parcial dominando a partida, é mais inteligente DEIXAR DE DOMINÁ-LA?
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Caio Jr., pelo menos soube capitalizar muito bem a derrota anterior: nada de chuveirinho, nada de Locodependência, nada de cruzamentos direto da intermediárea. O que, no entanto, não significa não utilizar o seu centravante, nem muito menos deixar de cruzar bolas na área. Significa sim, utilização inteligente da linha de fundo, e jogar, predominantemente pelo chão.
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Dizer, no entanto, que o Vasco não jogou bola, que esteve apagado, é um erro. O Vasco jogou bola, e muito. O primeiro tempo foi primoroso. Chances para os dois lados. A diferença é que o Botafogo chegou e fez, o Vasco parou ou na sua própria incompetência na finalização, ou na boa defesa do Botafogo.
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O segundo tempo mostrou a enorme evolução defensiva do Botafogo. Embora Gustavo tenha se saído, ao meu ver, melhor pelo chão do que Fábio Ferreira, este último deu uma segurança pelo alto que o time não havia demonstrado há tempos.
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Logo no início, um escanteio, cobrança no primeiro pau magistral de Renato, e gol do zagueiro-artilheiro Antônio Carlos. Depois de vários erros de bolas paradas, e de treinamento especial liderado por Caio Jr., finalmente deu resultado a cobrança lateral.
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Logo após, contra-ataque maravilhoso puxado pelo lateral esquerdo Cortês, passe magistral, entre os zagueiros, para Herrera, o 17 bate, o goleiro dá rebote e Loco Abreu – que, inteligentemente, viu a movimentação de Herrera e da defesa, levantou a cabeça para a direita, vazia de zagueiros, e se movimenta para aquela direção – arremata de direita para os fundos das redes.
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Para quem afirma que o 4-2-3-1 prescinde de um homem de área, de um matador natural, e precisa, sim, de um homem de movimentação na frente, eis a resposta. Na verdade, cada time deve trabalhar da forma que se encaixa melhor: no Barcelona não há centro-avantes, no Real Madrid Mourinha ainda procura um finalizador de área que não encontrou – ao seu contento – em Benzema.
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Chamo a atenção, agora para a MOVIMENTAÇÃO de Herrera a qual me referi anteriormente. Como a jogada vinha se fazendo, desde o campo de defesa pela esquerda, o argentino se deslocou para o centro, estando, inclusive, à frente de Loco Abreu. O que permitiu, do mesmo modo, que o uruguaio pudesse aparecer desmarcado no vazio onde deveria estar o 17.
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No terceiro gol, o lateral direito Lucas – que, para a felicidade geral da nação alvinegra, tomou o lugar de Alessandro –, trabalhou com Herrera, foi à linha de fundo – o que não acontecia anteriormente com o seu antecessor – e cruzou certeiro na cabeça de Elkeson, que jogando de extremo-esquerdo, cumpriu a mesma movimentação do argentino, saindo da ponta e entrando na área. O nordestino, com extrema consciência e categoria, ajeita de cabeça para Abreu – aquilo que o 13 faz sempre para os companheiros e raramente recebe em troca – que, de voleio, arremata sem chances para o goleiro.
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Note que a jogada aérea voltou a funcionar com o botafogo, seja ela de bola parada ou rolando, mas SEMPRE de linha de fundo, e NUNCA como arma única ou principal, e sim como um DIFERENCIAL do time, muito bom em cima, com laterais que sabem cruzar.
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No quarto gol, após uma roubada de bola no meio, Renato avança em diagonal da esquerda para a direita, a zaga fecha, impedindo o chute ao mesmo tempo que vigiavam Abreu. O 8, então, dá um passe genial, entre El Loco e a defesa, encontrando Herrera que vinha fechando de sua posição inicial aberto à direita para dentro da área. O passe foi tão bem executado, que o argentino teve pelo menos uns 3 segundos de liberdade para matar a bola, olhar o goleiro e finalizar perfeitamente – o passe em profundidade, entre os zagueiros e em direção às suas costas, é o melhor possível, afinal o defensor tem que se acompanhar a trajetória da bola, se virar, e, por fim, ir em direção dela, a vantagem é toda do atacante –.
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Conclusão: Se o Botafogo não foi perfeito, mostrou uma segurança e uma tranquilidade de quem quer chegar em algum lugar.
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JOGO 4 (ATLÉTICO MINEIRO 1 E BOTAFOGO 2)
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Devo avisar ao leitor que este jogo eu não vi, acompanhei-o pelo rádio – obrigado sistemas de televisão detêm os direitos de transmissão de jogos –, por isso vamos aos pormenores de MINHAS IMPRESSÕES do que ouvi, e dos vídeos dos gols:
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- Novamente um gol no início do jogo, novamente jogada de linha de fundo. Maicosuel, de volta à ponta-esquerda, sambou e tremeu na frente do lateral e soltou a bola no ponto-futuro para o overlapping do lateral esquerdo Márcio Azevedo. Na linha de fundo Loco Abreu ganhará, senão todas, a maioria, e que habilidade com a cabeça, amigo! Subiu muito mais que o zagueiro, e no terceiro andar, amaciou a bola e colocou-a no vazio, para Herrera – novamente com a MOVIMENTAÇÃO da extrema-direita para o centro, quando a bola está no lado oposto – arrematar com potência para as redes. Como tem torcedor que pode reclamar ainda de um jogador como Loco Abreu (conheço VÁRIOS)? 4 jogos: 3 gols e 1 assistência!!! Monstruoso. Dificilmente manterá esta média, mas se ficar perto seria fenomenal! Este lance lembrou o terceiro gol do Botafogo contra o Vasco: linha de fundo, cabeçada para o meio, arremate de primeira.
- Como no quarto gol contra o Vasco, bola roubada na defesa, contra-ataque puxado por um volante, bola perfeita para o extremo chegar e finalizar. Porém este gol foi muito mais bonito. O passe de Marcelo Mattos foi algo de magistral, entre os zagueiros, e em velocidade. Maicosuel, que vinha correndo por trás, chega antes que os zagueiros, e com muita folga – novamente: o zagueiro é obrigado ainda a olhar a trajetória da bola, virar o corpo, e locomover-se –, o resultado foi que o Mago chegou com tranquilidade suficiente para escolher o canto e tocar com tranquilidade na saída do goleiro.
- O Atlético-MG demonstrou total falta de opções: suas jogadas eram apenas chuveirinhos para a área. Mas novamente a zaga botafoguense falhou. É claro que o gol foi extremamente fortuito, afinal, ninguém imaginou que aquela bola do Richarlisson entraria, nem os torcedores, nem o Jéfferson, nem o próprio. Acertando a bola descendente com o calcanhar, ela sobe e simplesmente cai, uma folha seca perfeita, e nem o Rich deve saber como conseguiu fazer isso.
- Devo lembrar que esses gols no início estão prejudicando o futebol do Botafogo, principalmente no segundo tempo. O Botafogo finalizou 4 ou 5 vezes para o gol. O Galo pelo menos 3 vezes mais do que isso. Eficiência do Botafogo, por certo, mas aceitar que o adversário finalize tantas vezes é um erro, pelo menos duas vezes Jéfferson operou verdadeiros milagres de coragem, reflexo e perícia, parando o gol do adversário nos pés dos atacantes que entraram sós.
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Saldo: A certeza da vitória e da vantagem do jogo de volta – o Botafogo pode até perder por um a zero em casa –, a certeza que finalmente o time está criando e matando o jogo, mas continua cedendo-o quando adquire qualquer vantagem mínima. Nem sempre Jéfferson irá salvar o time.
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ADEMAIS, duas certezas que eu tenho: NO FUTEBOL GANHA QUEM FAZ MAIS GOLS, QUEM NÃO LEVA SOMENTE EMPATA. & 7 VITÓRIAS VALEM MAIS DO QUE 20 EMPATES.
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TIME TITULAR DO BOTAFOGO
A DANÇA DAS NINFAS
Meu corpo desfalece-se -- quase um morto --
meus olhos esquecem-se da luz
...................São de dentro
...........................E me mergulho
...........................Quase um afogar-me
...........................Quase um não-eu
Do fundo destas águas místicas
Surgem (belas) mergulhadas vindas
Dos meus mundos mais lascivos:
...........................Ninfas lindas
Vêm ter comigo: tocam meu corpo
...........................Meu beiço
...........................Meu peito
...........................Meu fosso
Seus corpos são macios
Suas peles aveludadas
Seus cheiros florais e frutados, ardidos,
Seus peitos rijos
Suas nádegas volumosas
Seus sexos perfeitos
Vêm ter comigo: acariciam meu corpo
...........................Beijo a beijo
...........................Olho a olho
...........................Língua a língua
...........................Toque a toque
Me sentem por completo
Carregam meu corpo em suas carícias
.................................em seus prazeres
Carregam meu corpo
.................................em seus toques
.................................em seus beijos
Do fundo
Dos meus mundos
...........................mais lascivos
......................................................sensuais cheiros
de
......................................................seus sexos
Meu corpo desfalece
..................Esquece-se de si
..................E me mergulho
Nas suas sensíveis formas de prazer
As ninfas
..............Cada qual me toma um senso
......................Me carregam para o fundo desses mares
...............................................................desses bosques
As ninfas últimas dos meus desejos mais lascivos
Vêm ter comigo: em minha boca
..........................em minha pele
..........................em meus pelos
Me tomam por inteiro: do meu prazer
...................................do meu gozo
Mesqueço que tenho corpinício-fim
Sou só sensações:
...........................cheiros-toques
...........................caricialmas
...........................corprazer
...........................gozinteiro
.........SÓ
As ninfas dançam comigo -- corperfeitos --
Antes que eu me desperte
De seus amores mais estranhos
E sugando até o fim a minha libido
Me sustêm em seus desejos corporais:
A só entrega, sem luta, sem esforço.
Ao encontrar o prazer máximo
Advindo de suas carícias plenas,
Dos seus corpos perfeitos,
De seus beijos macios (lábios carnudos
Entumecentes como sexos),
Posso, enfim, defrontar-me com a beleza pura:
O resplendor do sorriso da mulher que ama
Quando, na cama, ela encontra o clímax último;
Transfigurada na dança das ninfas.
meus olhos esquecem-se da luz
...................São de dentro
...........................E me mergulho
...........................Quase um afogar-me
...........................Quase um não-eu
Do fundo destas águas místicas
Surgem (belas) mergulhadas vindas
Dos meus mundos mais lascivos:
...........................Ninfas lindas
Vêm ter comigo: tocam meu corpo
...........................Meu beiço
...........................Meu peito
...........................Meu fosso
Seus corpos são macios
Suas peles aveludadas
Seus cheiros florais e frutados, ardidos,
Seus peitos rijos
Suas nádegas volumosas
Seus sexos perfeitos
Vêm ter comigo: acariciam meu corpo
...........................Beijo a beijo
...........................Olho a olho
...........................Língua a língua
...........................Toque a toque
Me sentem por completo
Carregam meu corpo em suas carícias
.................................em seus prazeres
Carregam meu corpo
.................................em seus toques
.................................em seus beijos
Do fundo
Dos meus mundos
...........................mais lascivos
......................................................sensuais cheiros
de
......................................................seus sexos
Meu corpo desfalece
..................Esquece-se de si
..................E me mergulho
Nas suas sensíveis formas de prazer
As ninfas
..............Cada qual me toma um senso
......................Me carregam para o fundo desses mares
...............................................................desses bosques
As ninfas últimas dos meus desejos mais lascivos
Vêm ter comigo: em minha boca
..........................em minha pele
..........................em meus pelos
Me tomam por inteiro: do meu prazer
...................................do meu gozo
Mesqueço que tenho corpinício-fim
Sou só sensações:
...........................cheiros-toques
...........................caricialmas
...........................corprazer
...........................gozinteiro
.........SÓ
As ninfas dançam comigo -- corperfeitos --
Antes que eu me desperte
De seus amores mais estranhos
E sugando até o fim a minha libido
Me sustêm em seus desejos corporais:
A só entrega, sem luta, sem esforço.
Ao encontrar o prazer máximo
Advindo de suas carícias plenas,
Dos seus corpos perfeitos,
De seus beijos macios (lábios carnudos
Entumecentes como sexos),
Posso, enfim, defrontar-me com a beleza pura:
O resplendor do sorriso da mulher que ama
Quando, na cama, ela encontra o clímax último;
Transfigurada na dança das ninfas.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Time que enfrentará o líder Corínthians nesta quarta-feira 20-07-2011
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Time confirmado e escalado para amanhã, com Caio aberto na direita. O Botafogo e o Corínthians usarão o mesmo esquema tático, 4-2-3-1, fluindo para o 4-2-1-3. Com isso Caio Jr. tentará quebrar o apoio do lateral esquerdo paulista, e com isso ganhará mais incisividade ao colocar um atacante de verdade na terceira linha, ganhará velocidade, ganhará drible, ganhará em criatividade.
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Caio, mesmo sendo destro, joga fazendo diagonais e sabe buscar muito bem a linha de fundo, essencial já que o lateral direito não apoia e quando o faz, faz deficitariamente. A esquerda, por sua vez, perderá o que tinha de bom, a aproximação entre lateral e extremo, com velocidade e jogadas de fundo, mas com os dois titulares no estaleiro (Cortês e Éverton, respectivamente), o técnico optou por colocar um jovem da base na posição "6".
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Esta escolha mostra um movimento atemorizado pelo fator "3 atacantes" do adversário. Laterais defensivos que apoiam pouco a fim de manter uma base defensiva bem sólida. O apoio, desta feita, deverá ser feito pelo estreante da noite: Renato, fazendo o Box-to-box pelo meio e pela direita.
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O lado esquerdo, no entanto, continuará sem o apoio devido - não acredito que Caio Jr. irá liberar Mattos para apoiar pela esquerda -, o que isolará Maicosuel, talvez aí se concretize outro problema para o Mago. A dupla Maicosuelkeson, no entanto continuará pronta, e é esperado intensa troca de posições entre os dois. A posição do desenho suponho que surja apenas nos movimentos defensivos e de transição, durante o momento de ataque, Maicosuel deverá cair pelo meio e Elkeson vir pela esquerda, sobretudo para permitir que Elkanhão tenha a perna livre para soltar seu chute potente.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
RENATO ESTREIA, COMO JOGARIA O BOTAFOGO?
O ótimo reforço alvinegro Renato estreará na próxima rodada -- num jogo adiado do Domingo para a Quarta-Feira em virtude do jogo do Brasil e da des-virtude do calendário da CBF, em horário ainda a definir dependendo ou não da classificação da seleção canarinha neste fim de semana -- contra o ainda líder do campeonato Corinthians, que tem uma série de jogos atrasados pelo calendário deficitário do futebol brasileiro -- tema que já tratei no início do ano em virtude do início dos estaduais --.
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Caio Jr. já sinalizou como deverá jogar o selecionado alvinegro carioca, manterá o seu 4-2-3-1 (ou como venho chamando-o neste espaço: 4-W-1). Com a baixa do extremo esquerdo Éverton e a perda inevitável da velocidade por este setor, somada à lesão de Cortês, o até agora contestado paraibano Márcio Azevedo deve assumir a posição "11", deixando o jovem Lucas Zen como lateral esquerdo, embora atuando mais como lateral-zagueiro (ou lateral-base) do que lateral apoiador.
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Sinceramente não gosto desta solução, a opção por um ala -- seja ele Lucas, Cortês e agora com Márcio Azevedo -- na posição extrema, embora válida pelas características dos jogadores -- o clássico exemplo seria Bale, do Tottenham, lateral esquerdo que hoje pode ser considerado um dos cinco melhores extremos esquerdos do mundo, outro exemplo seria o lateral/meia Michel Bastos, ou o próprio Éverton que ficou conhecido nacionalmente jogando de ala esquerdo pelo Flamengo --, não casou bem com o Botafogo, em nenhuma vez quando usada esta opção o Botafogo venceu.
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Mantendo-se a opção, como ficaria o desenho do Botafogo (no meu campinho manterei a posição "6" e ''11" em aberto)? Primeiramente Elkeson continuará no meio invertendo com Maicosuel. Nos últimos jogos foi possível ver que, com a saída de Éverton -- que sempre avança usando o corredor na esquerda --, a dupla Maicosuelkeson assumiu as três posições da terceira linha: esquerda, centro e direita; embora respeitando um posicionamento inicial, ele não era guardado, sobretudo quando o time fazia a transição ofensiva (contragolpe), o belíssimo lance de Maicosuel que resultou numa defesa incrível de Marcelo Lomba, no último jogo contra o Bahia, foi típico de ponta-esquerda. A dupla da segunda linha (Marcelo Mattos e Renato) deverão jogar levemente inclinada, Mattos deverá fazer a compensação defensiva para que Renato possa chegar à frente com bastante tranquilidade.
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É necessário, neste momento, lembrar que Renato, bicampeão brasileiro pelo Santos atuando como segundo-volante, jogou no Sevilla muitas vezes num 442 ortodoxo (duas linhas de quatro jogadores) e foi muito feliz atuando como box-to-box -- posição de meia-central, uma espécie de segundo volante, responsável pela articulação central do time com passes e lançamentos para as pontas e para área, além de chegar à frente em busca do rebote ofensivo, jogando, assim, de "área-a-área" como indica o seu nome --. Sua liberdade em aparecer na frente vai e DEVE ser mantida, afinal é um dos requisitos básicos do 4-W-1, ou do 4-2-1-3, para evitar o isolamento e falta de opção de passe do ponta-de-lança central do tridente de meias.
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Uma segunda opção é a utilização de um terceiro volante. Neste sentido, Renato deverá ser adiantado para atuar na terceira linha, como articulador central, o time aproveitando-se de sua qualidade de passador. Esta opção me agrada porque jogaria Elkeson para uma das pontas, e a movimentação dele com Maicosuel seria privilegiada por um passador qualificado que não precisaria se mover tanto, tendo sempre um pivô à frente, e dois velocistas -- também dribladores, passadores e finalizadores -- passando a todo instante à sua frente. Esta opção me desagrada pois não acredito que Renato tenha a CRIATIVIDADE necessária para fazer o passe que quebre defesas, embora ele tenha a QUALIDADE deste passe, faltaria o inusitado que um Maicosuel poderia criar, ou um outro "10", que, hoje no Brasil, vemos na figura de Paulo Henrique Ganso, função que o torcedor alvinegro tem em grande monta e em espaço privilegiado em seu coração, desde Didi e Gérson, até Mendonça, Paulinho Criciúma, Sérgio Manoel e Lúcio Flávio (em seu melhor momento pelo Botafogo, entre 2006 e 2008). Este jogador criativo falta ao elenco glorioso, e fica o questionamento se Felipe Menezes serviria à função no nível competitivo exigido pela torcida do Botafogo.
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A terceira opção ficaria no meio termo. Primeiramente a mudança de estrutura no time. Sai o W no meio e entra um M. Neste 4-3-2-1, ou Christmas Tree ("Árvore de Natal") talvez seja a MELHOR opção hoje para o Botafogo. PRIMEIRO: O posicionamento de Renato à direita da segunda linha (no desenho, os três volantes formam uma linha curva de diamante, daí o nome em inglês do meio de quatro em forma de losango, ao contrário do que muita gente acredita, nem toda linha é reta), lhe dará a liberdade necessária para chegar à frente como precisa, além de aproveitar ao máximo sua qualidade de passe, dando-lhe cinco opções de passes imediatas: 1. o lateral que passa ao seu lado; 2. o volante mais defensivo atrás; 3. o terceiro volante à esquerda; 4. Maicosuel e 5. Elkeson que estariam à sua frente ou cruzando de lado, ou centralizados, ou abrindo como pontas. SEGUNDO: Possibilitaria grande mobilidade à Maicosuelkeson, o 7 teria a opção de cair mais no meio, como prefere, abrir na direita, como deseja o técnico ou inverter e disparar para a esquerda, da mesma forma o 9 poderia movimentar-se, a rotação seria constante.
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Caio Jr. cogitou este desenho para encaixar seus três volantes principais (nessa época Arévalo ainda era do time, e o atual imbroglio de sua saída ainda não existia). É uma opção a se pensar, mas aí teria que mudar a mente do treinador que tem o 4-2-3-1 como seu esquema favorito.
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