terça-feira, 25 de outubro de 2011

SOL SUMIDO

Na primeira vez que vi teus lábios
pensei mergulhar-me neles
como um louco precipita-se ao mar

então vi teus olhos 
e neles me afoguei como
a ave que despenca do céu

Desse jeito me vi solto no mundo
viciado no teu rosto
dependente de teu sorriso

E assim como um céu perfeito no qual um Sol Invencível se brame
Anoiteceste
e eu me perdi em mim o que era mais magnífico

As aves ainda despencam do céu
os loucos ainda precipitam-se ao mar
mas a poesia ficou sol sumido.