segunda-feira, 4 de abril de 2011

OLHO RÁPIDO: JOGOS DO FIM DE SEMANA

Na partida que provavelmente indicaria o campeão da Serie A do Calcio, o segundo maior time da Itália bateu o 3º maior time italiano no derby de Milão. Uma vitória maiúscula, uma goleada para deixar em termos claros quem seria o campeão, um jogo irretocável de Seedorf, carillero pela esquerda do losango rossonero, o 10 produziu uma série incrível de passes entre os zagueiros nerazzuri – atuando num irreconhecível 4-2-3-1 muitíssimo preso, onde a linha de 3 não marcava nada! –, e um jogo brilhante do Pato. Além de ter causado a expulsão de Chivu, o 7 fez dois gols, mostrando incrível senso de oportunismo, digno de um 9! Talvez acabe sendo Pato a solução dos problemas de área da seleção brasileira. Infelizmente Pato não foi premiado com o hat-trick, pois o pênalti que definiu a partida ocorreu após a sua saída. Vale salientar também o duelo entre Júlio César e Robinho. Com a saída de Chivu a esquerda da defesa nerazzura virou uma avenida, de lá saiu o chute fortíssimo que Pato consertou com uma cabeçada para dentro do gol, e naquele ponto Robson teve várias chances sozinho contra o 1 interista. Mas o senso de 9 possuído por Pato não esteve presente no 70: parece que fazer gol não é o bastante para o Robson, tem que enfeitar. Nesses adornos desnecessários para fazer seus gols de “perua”, Júlio César sempre conseguiu tempo para impedir os possíveis gols do sempre coadjuvante Robinho. Um Pato ou um Ibrahimovicth naquela situação e o Milan teria enfiado pelo menos 5 gols na Internationale.

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Porto e Benfica. Salvo pequeno engano, estavam em campo 4 títulos da Champions League, e os dois matematicamente classificados para a próxima League. Os encarnados últimos campeões nacionais interrompendo uma série de 4 títulos seguidos da Liga Zon Sagres dos azuis. Na casa da Águia – o belíssimo Estádio da Luz – os Dragões tentavam impor duas escritas, pela primeira vez serem campeões na casa do adversário – algo que só acontecera na década de 40, no antigo estádio de Lisboa – e repetir um feito dos lisboetas da década de 70: vencer a liga de forma invicta. Num jogo em que o juiz foi protagonista, e o craque do campeonato, Hulk, nada jogou – mas fez o gol do título –, o cheiro de rivalidade foi ao auge. Villas-Boas, técnico do Porto e aprendiz de Mourinho, armou seu 4-3-3 super-vencedor para cima de um Benfica num 4-3-1-2 irreconhecível – Di Maria e Ramires fazem muita falta mesmo a este time –, o resultado óbvio deu-se, um Porto que só deixou de vencer duas vezes, e que agora, com o título na mão, só precisa não perder para ser campeão invicto, e continuar sua perseguição ao número de títulos dos encarnados – são 32 títulos para o time da capital contra agora 28 para os adversários –. Deve-se registrar: aos 91” o Benfica teve a chance de impedir a comemoração do Porto em sua casa, num lançamento de Luisão ainda de seu campo, a bola sobra para um atacante, que só contra Elton perde o gol, no rebote o Benfica joga a bola na trave, jogada de deixar todo mundo em pé, e seria uma punição para um Porto que deixou de jogar bola no 2º tempo, e que perdeu um gol incrível, em que o seu camisa 9 teve medo de enfrentar o goleiro benfiquista e chutou antes da entrada da área, tendo tempo suficiente para entrar, tentar driblar o goleiro, encobri-lo a La Loco Abreu, etc. E um final típico de rivalidade histórica: para evitar a comemoração do maior rival dentro de sua casa, as luzes da Luz foram apagadas, e a irrigação ligada. Foi, enfim, um jogo fraco, mas melhor que a maioria absoluta dos jogos no Brasil.

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Parece sacanagem comigo, mas quando não assisto ao jogo do maior time da Itália, a Juventus de Turim, afinal Porto X Benfica era mais importante, não é que a Juve vence – e bem – a pequenina Roma! Acho que sou eu quem dá azar aos bianconeri!!!

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O Botafogo de Futebol e Regatas enfrentou neste domingo o time da estrela negra, o Resende, em busca da primeira colocação do grupo B. O empate deixou o time dA Estrela Solitária em maus lençóis. Tendo, no próximo domingo, o clássico contra o rubro-negro da Gávea, e em segundo lugar no saldo de gols com o tricolor das Laranjeiras – que já cumpriu os seus dois duelos principais desta fase do campeonato – o Botafogo é obrigado a vence-lo para manter-se na briga para a segunda fase da Taça Rio (TR). Um primeiro tempo apagadíssimo, com o Resende muitíssimo bem fechado, de organização exemplar para os grandes, e que achou um gol aos 44” do primeiro tempo. O BFR ainda tentou se impor, jogar como grande todo o tempo, mas só no segundo, com a saída do irremediável Alessandro, e com a retirada de Somália do setor de criação, além da entrada da nossa pérola da base, Bruno Tiago, o time jogou para vencer, encolheu o pequeno, que não se recolheu, foi obrigado a. Quando o time saiu do 4-4-2 em duas linhas para o 4-3-3, com a entrada de Caio na esquerda – não mais na direita, como jogava com Natalino –, aí sim a predominância foi extrema. O goleiro do Resende ainda fez um milagre defendendo uma cabeçada à queima-roupa do Abreu – e foi merecidamente congratulado pelo El 13 –, mas numa bola parada o Antônio Carlos empatou. Constatação ruim: em dois jogos com o comando de Caio Jr. o time levou dois gols de escanteio. Constatação boa: em dois jogos com o comando de Caio Jr. o time fez dois gols de bola parada com o zagueiro-artilheiro Antônio Carlos. Será que a bola parada do Botafogo, depois de uma ano inteiro, está voltando a ser mortal? Mas ainda peca, o BFR, na criação, o time não produz pelo meio, gostei muito de Caio ter colocado o Abreu para a articulação COMO PIVÔ, mas ainda falta o homem que meta bola para a área, talvez um 4-3-3 com o Bruno Tiago fazendo o apoio possa resolver isto, puxando alguns contra-ataques o garoto teve a chance de passar tanto para o Abreu quanto para o Herrera que abriam a defesa, mas exagerava na hora do último passe, segurando demasiadamente a bola – há um problema sério em Marechal Hermes, os meninos que vêm de lá nenhum quer passar bola, pretendem, todos, fazerem o gol e se consagrar, ao invés de ganhar a consagração com o passe final –.