domingo, 1 de agosto de 2010

JOBSON, O NOVO POSSESSO DO GLORIOSO FR

Em quatro minutos, nós, o botafoguense, fomos da indignação à euforia, à decepção e à euforia novamente. Em quatro minutos, nós estávamos de frente a um outro empate, à indignação de ver o time não ganhar de novo, mas desta vez sem jogar bem. Até que Jobson, que até então só esbarrara nos zagueiros e entrara em impedimento, puxa três, isso mesmo, três defensores, deixa a área totalmente vazia, balança, roda, gira, puxa, passa, encontra Edno sozinho para fuzilar num belíssimo voleio.

Foi um grito de gol engasgado, saído de fundo, que não saíu de uma bola parada, nem foi de cabeça, era o BOTAFOGO mostrando o seu novo recurso, que é o drible, que é a velocidade, que é a qualidade mágica do endiabrado Jobson ali na frente, que corre, que dribla, que não desanima, que chuta mal, mas chuta, que busca o gol.

Mal acabamos de gritar e passamos a mão na cabeça, desesperados, era o gol do Vitória. Provavelmente o time parece ter se aliviado tanto que marcou bobeira lá atrás, e deixou Renato, o mesmo do ano passado, que alguns jogo jogava bem e outros não fazia nada, e parece ter entrado com vontade, com raiva do time que o dispensou, enquanto acreditava que fizera por merecer continuar na equipe - eu, sinceramente, prefiro o novo Renato do time, o Cajá -, cruzar na cabeça do alto e bom atacante Júnior.

Decepcionado, angustiado, mal aguentava olhar para o jogo, acabei não vendo o passe (ou foi um chute para o gol?) do Marcelo Cordeiro, para o toquinho de qualidade, o "totó" de Jobson, de canhotinha, que pela primeira vez não entrava em impedimento, e fuzilava, com delicadeza, o viáfara. Foi uma euforia maior ainda, é a demonstração da "grande força de recuperação" que o time mostrou nos útlimos dois jogos contra o alviverde ítalo-brasileiro e o tricolor das laranjeiras, só que pela primeira vez não corríamos atrás do marcador, mas para voltar à frente. E com isto, com a 3º assistência que o Marcelo faz em 3 jogos (2 contra o alviverde ítalo-brasileiro, 0 contra o tricolor das laranjeiras e 1 agora, contra o rubro-negro baiano).

Quando parecia tudo pronto para acabarmos e ir embora, 49' do 2º tempo, Jobson encara novamente três zagueiros, trás para direita, puxa para esquerda e manda um petardo, e desta vez fuzila com violência Viáfara, pobre goleiro, ter que enfrentar o GLORIOSO que quer voltar a ser O GLORIOSO, com este endiabrado, este possesso Jobson, para rememorar do homem que "apenas" substituiu Pelé, Amarildo, e ajudou a Garrincha e a trazer a copa de Chile-62 para o BOTAF..., ôpa, para o Brasil! Fica difícil dizer que não fez chuver, porque caía um pé d'água em campo e ele driblando, e ele correndo, e ele enfernizando a defesa baiana.

Quanto a estreia do Mago, foi bem, principalmente porque estava visivelmente sem ritmo de jogo, mas o que mais o prejudicou foi a condição do campo, que impedia o desenvolvimento do seu futebol, principalmente onde mais joga, saindo do meio em direção à ponta-esquerda, mas ainda tem crédito, pois fez uma maravilhosa jogada pela ponta-direita e serviu direitinho Jobson, que na falta de um cacoete de matador - volta IMEDIATAMENTE, Loco Abreu - não conseguiu chegar na bola - ali ou o 9 deveria ir em direção ao companheiro, para imendar de primeira para o lado, na saída do goleiro, como o júnior fez nol primeiro tempo contra o BOTAFOGO, ou, o que na minha opinião era o melhor para esta situação, deveria dar dois passes para o lado, distanciando-se do marcador, e ficando livre para matar a bola e arremeter para o gol -.

O Edno fez as últimas três melhores partidas como as melhores de sua passagem até aqui pelo FOGÃO, marcando um belíssimo gol, e dando um toque de ponta esquerda para trás, que assim como na jogada anterior do primeiro tempo entre Mago-Jobson, faltou ao 9 e ao 7, o tresjeito de matador, para acompanhar a bola até o fim e finalizar.

Vale lembrar que novamente o BOTAFOGO só jogou bola quando Joel botou o time para frente, saindo do 3-5-2 para ir para o 4-(2-3)-1. Saindo Lúcio Flávio e Herrera (os dois, novamente, muito mal no jogo) para a entrada de Edno-11 e Caio-9, que deram mobilidade e vontade à frente, com Edno fazendo novamente o homem mais de área, com fez no último jogo, desta forma, o 11 está se tornando o reserva imediato de Loco Abreu.

O lado bom desta mudança que Joel está fazendo todos os jogos - mudando o time de 3-5-2 para 4-3-3 - e que SEMPRE surte efeito, foi que o nosso treinador não esperou ESTAR PERDENDO O JOGO PARA IR PARA CIMA. Com a linha de três homens do meio que atacam e com apenas um na frente de referência, o time passa a pressionar na frente, ganha mais força e deixa de levar sufoco. As única chances do rubro-negro baiano foi num escanteio, que Renato desperdiçou cabeciando com muita raiva para o chão, e lance do gol, num descuido coletivo do time, o que prova que defensividade não é 5 zagueiros e 5 volantes, mas disciplina, posicionamento, e posse de bola - se você tem a bola, logicamente não leva o gol -.

O time passou a jogar assim: 1º formação: 1. JEFFERSON; 8. FAHEL, 3. ANTÔNIO CARLOS, 4. FÁBIO FERREIRA; 2. ALESSANDRO, 5. LEANDRO GUERREIRO, 6. MARCELO CORDEIRO, 10. LÚCIO FLÁVIO, 7. MAICOSUEL; 9. JOBSON, 17. HERRERA.
------------------1------------------
------8-----------3--------4---------
---------------------5---------------
2-------------10--------------------6
-----------------------7-------------
------17-------------------9---------

O time estava bem compactado e aberto, para escapar das poças de lama na intermediária, e permitindo a entrada do Mago pelo meio dentro da área, Lúcio Flávio jogou de segundo-volante, fez até alguns desarmes, mas esteve muito sumido, continuo acreditando no Renato Cajá-16 no lugar do Lúcio, deve jogar quem está melhor.


Aos 9' minutos do 2º tempo, Joel mudou e botou o time para dentro do time baiano, o crescimento foi de quase 100%. Assim, Fahel foi fazer o 2º volante, jogando mais à frente, na posição do 10, podendo chegar na boca da grande área para bater, e de onde recebeu uma bola açucarada, e não matou o goleiro viáfara por pura ruindade, pois estava sozinho, de frente e em leve diagonal, com a bola parada em sua frente, e com tempo de respirar e escolher o canto: conseguiu o mais difícil, pois para fora e QUEBROU A CÂMERA!
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----------3--------------4-----------
2-----------------------------------6
---------------------5---------------
------------8------------------------
--18-------------7----------------9--
-------------------11----------------

Foi então que Maicosuel cansou, faltou, realmente, ritmo de jogo para ele. Eu, sinceramente esperava que Joel trocasse seis por meia-dúzia, mas o velho Papai Natalino deixou o time um pouco mais defensivo, trocando um meia-atacante por um volante de marcação, Marcelo Matos-15, mudando o time para o 4-(3-2)-1. Finalmente o time fez os 3 gols - levou 1, mas, ao meu ver, foi mais pelo relaxamente natural de finalmente, depois de tantas rodadas, não estar atrás do placar -, só que foram dois de lançamentos longos para o Jobson, resolver pela esquerda, e o segundo de uma jogada do lateral, e isto significa que o time deixou de ter as jogadas de aproximação e criação. O meu medo é que esta vitória fassa o Joel preferir por este tipo de formação tática - 4-3-3 com o 3 volantes atrás - ao invés de uma formação mais veloz - o 4-3-3 com o meia-criativo em campo, que toca e se aproxima da área -. O time ficou assim:
------------------1------------------
----------3--------------4-----------
2-----------------------------------6
------------------5------------------
------------8---------15-------------
--18------------------------------9--
-------------------11----------------

Infelizmente o Abreu volta, e digo infelizmente, porque, mesmo o time sendo dependente dele - se tivesse em campo PODERIA ter arrematado aqueles dois lances que descrevi do Mago e do Edno -, e num jogo como o de hoje, no qula a velocidade e a qualidade técnica dos nossos atacantes ficaram prejudicados por causa da lama e a jogada aérea é a melhor saída, digo infelizmente porque sei que o Jobson sai do time, pois o Joel não começaria com ele, e o Herrera tem o estadual à favor, todavia, neste campeonato brasileiro o Herrera tem 4 gols em 10 jogos (salvo engano ficou de fora só de 2 jogos, expulso contra o Goiás não enfrentou o Cruzeiro, e por 3 amarelos não enfrentou o Guarani). Jobson, por sua vez, em 5 partidas tem 3 gols e 1 assistência, além do fato de ter se tornado titular nos últimos 3 jogos, isto é, como titular o Possesso fez as suas estatísticas. Fico eu na torcida do 4-(2-3)-1 com uma linha de 3 formada por JOBSON-MAGO-HERRERA e o LOCO ABREU fixo na área, que, como disse na última vez, tem tudo para ser uma das melhores do Brasil, quiçá, A melhor!